sexta-feira, 15 de novembro de 2019

A cabra

Um homem entra na sacristia com uma cabra e diz ao padre:
– Padre, precisava de falar consigo.
– Diga, meu filho.
– É que a minha família não tem nada para comer, e eu roubei esta cabra. Mas sinto que pequei, posso deixá-la consigo?
– Claro que não!
– Então que devo fazer?
– Ora, deve entregá-la à pessoa de quem a roubou!
– Mas eu já tentei, só que ele agora recusa-se a ficar com ela, Que devo fazer?
– Bem, se ele se recusa, então pode ficar você com ela e alimente a sua família!
O homem lá se resigna, agradece ao padre pelo seu tempo e vai-se embora, com a cabra. À noite, o padre chega à casa dos padres e diz a outro:
– Olha, tenho uma história para te contar.
– Eu também! Roubaram-nos a cabra.

(roubada, a anedota, de ppware)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

domingo, 29 de setembro de 2019

A greve dos ricos

Foto: Marina Aguiar | Olhares
O título é da minha autoria e responsabilidade. O texto que se segue é de F. Bandeira Calado, Aljustrel, publicado no último número do Diário do Alentejo na secção “Cartas ao Diretor”. Transcrevo e subscrevo.
«Todos temos direito a uma vida digna. Digo isto por ver que há pessoas que trabalham, em trabalhos imprescindíveis ao bom funcionamento do nosso país e do nosso bem-estar, mas injustamente recebem um salário que não lhes permite comprar o indispensável para viverem.
E depois há aqueles que já andam “empanturrados” e querem aumentos salariais. E quando não lhes dão aquilo que eles querem, fazem “birras”, não trabalhando e fazendo assim sofrer, apenas, os que têm um salário baixo.
Imaginam essas pessoas que o trabalho que exercem é o único que faz funcionar o nosso país. E com essa imaginação, julgam-se com o direito de comer tudo, o que Deus pôs sobre a mesa do nosso país, destinado a todos nós, sem se importarem mesmo que os outros fiquem com fome.
Mas deveríamos fazer a pergunta à nossa consciência: Quando o dinheiro é limitado, quem é que devemos socorrer primeiro? Quem tem fome ou quem tem a barriga já cheia?»

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Redes sociais, reflexão


Sem comentários transcrevo e subscrevo Pedro Tróia.
«Os piores efeitos destes novos “meios de comunicação” [facebook, instagram, twitter, etc.] é facilitarem, por um lado, o aparecimento de personagens cujo único objetivo é desinformar, quer por estupidez, como é o caso das teorias de conspiração, que depois levam à negação do próprio conhecimento e ciência, quer intencionalmente, para influenciar outras pessoas a fazerem aquilo que é vantajoso para esses influenciadores. Por outro lado, as redes sociais promovem um sentimento de impunidade que leva a que algumas pessoas pensem que podem fazer tudo o que lhes vier à cabeça, por muito retorcido que seja, e depois partilhá-lo com o resto do planeta sem quaisquer consequências.
Como é que isto se soluciona?
Francamente, não temos ainda ferramentas tecnológicas capazes de impedir estes fenómenos, e (…) regular as redes sociais até se transformarem em dóceis animais amestrados não é solução.»
Pedro Tróia, PC Guia julho 2019

terça-feira, 3 de setembro de 2019

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A Saúde em Beja está doente

“Dentro de cinco anos não há quem assegure a vida no hospital de Beja, a menos que sejam tomadas medidas urgentes.” Pragmático, como é seu timbre, Pedro Vasconcelos da Ordem dos Médicos do Distrito de Beja no Diário do Alentejo de 30 de agosto, e prossegue:
“Pior que uma insensibilidade há uma indiferença negligente, que radica no imediatismo de saberem que o peso político deste distrito se resume a três deputados.”
(…)
“Mas desenganem-se os que pensam que a solução passa só por um nível de responsáveis. Ou o poder central, o poder autárquico, as tutelas locais da saúde e a sociedade civil se sentam, de cabeça e corações abertos, e rapidamente estudam e criam condições para atraírem e manterem pessoas, serviços e empresas, chamando investimentos e desenvolvimentos na Saúde, na Justiça, no Ensino, na Cultura, no Turismo, nas Acessibilidades, no Lazer, ou não será com desabafos no Facebook que o interior renascerá.”
Isto, meus caros leitores, não é demagogia, é puro pragmatismo que subscrevo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Um mundo em chamas

Os incêndios na Amazónia, infelizmente, não são os únicos.
Neste momento violentos incêndios destroem savana na África central. Segundo a NASA foi em África que tiveram lugar 70% dos 10.000 incêndios diários registados em média em agosto no nosso planeta.
Na Indonésia há fogos intencionalmente provocados para fins agrícolas e de pastorícia de dimensão semelhante ao que deflagra agora na Amazónia. Na Sibéria, desde julho,  as chamas consumiram mais de 24.000 km² de floresta.
Os cientistas afirmam que os incêndios comuns no verão estão a aumentar por motivo das alterações climáticas sobretudo no Ártico e, por sua vez, os incêndios estão agravando o aquecimento global com as emissões de CO2.
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Nota: a FIRMS (Fire Information for Resource Management System) dá em tempo real o retrato dos fogos em todo o mundo.


Imagem: FIRMS | NASA
Fonte: The New York Times

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Horários Pesados & Perigosos


Confesso que não compreendo, pronto!
Segundo um documento da ANTRAM, referindo-se à duração de condução dos seus motoristas, “A regra é a de que a duração máxima de condução contínua é de 4h30” e que “A duração máxima de condução diária é de 9h” concluindo que “O período máximo de condução semanal é de 56h”.
Se um condutor de matérias perigosas faz, segundo afirmam, entre 12 a 14 horas diárias, onde estão as pausas obrigatórias, onde está o cumprimento da Lei?
Alguém anda aqui a mentir com todos os dentes que tem na boca e por aqui me fico, por ora.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Variações em Dó Maior


Dó ou dor maior.
Estreia amanhã, 22, o filme Variações sobre a vida de António Joaquim Rodrigues Ribeiro, eternizado como António Variações.
Carreira de cantor curta, muito curta, que se seguiu a uma carreira de barbeiro (como gostava de referenciar). Na morte foi ostracizado por todos aqueles que hoje o “aplaudem” e cantam as sua canções. No seu velório na Basílica da Estrela compareceram, da área musical, Amália, Lena D’Água, Heróis do Mar e Maria da Fé. Os outros, por medo, primaram pela ausência. Presentes, também, muitos estudantes (que adoravam as suas músicas e irreverência) e muitos barbeiros que foram despedir-se de seu ídolo. Músicos, para além dos referenciados, nada mais.
O medo da SIDA era enorme, só de falar dela havia o receio de contágio! Até a classe médica tinha pavor desta doença. A autópsia foi realizada com recurso a cuidados extremos de segurança e o caixão foi selado por motivo de “constituir perigo para a saúde pública”.
"Tenho pena de morrer, mas não medo. Tudo o que acaba me deprime. Mais pelo fim do que pelo ato em si."- palavras de António Variações à Imprensa, poucas semanas antes de morrer.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A Cabra

O governo português tenta encontrar soluções para o problema de incêndios florestais que nos atingem todos os anos. Depois do recurso a ferramentas de alta tecnologia – drones e satélites – agora tenta apostar em cabras. Sim, em cabras.
Parte do problema que atinge Portugal é comum a todos os países do sul da Europa, ou seja, a desertificação do interior e o envelhecimento dos seus residentes. O abandono em que se encontram as aéreas florestais de Portugal é gritante. Terrenos íngremes onde um trator ou máquina agrícola tem dificuldade em entrar, recorrer à mão-de-obra não é economicamente viável. É aqui que surge a cabra. Percorrer esses campos com cabras, estas fariam a desmatação necessária e de forma bastante económica.
Só que existe um problema, há falta de cabras (e maiorais também), em especial nas zonas em que elas poderiam ser úteis para este fim.
Na foto_1 podemos ver cabras em ação em Vermelhos, perto de Almodôvar. Na foto_2 a limpeza do terreno após a passagem das cabras.
Fotos: José Sarmento Matos para The New York Times