quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Nosso Receituário

Recordo-me, já lá vão uns anitos, da pompa com que foi anunciado a adesão de Portugal ao medicamento genérico.
Até parecia que nós tínhamos descoberto o princípio activo da receita médica. Não vou entrar na questão médica - deixo isso para os entendidos na matéria (a minha amiga Deolinda V, por exemplo), mas parece-me que um medicamento genérico é (nada é igual a não ser a si próprio!) muito semelhante ao medicamento de marca, excepto no preço!
Obviamente que não há lobby, não há interesses camuflados, não há pressões (onde é que eu já li isto?!).
Posto isto, porque é que o governo não se preocupa com esta causa, eu não digo com as FORTUNAS que os desgraçados dos pensionistas gastam em medicamentos - isso pouco deve interessar ao governo da Nação - mas será que o governo não se preocupa com os valores que gasta na comparticipação desses medicamentos?
Quando um genérico é autorizado a ser comercializado em Portugal, ele cumpre ou não todas as normas que são exigidas a um medicamento? Eu penso que sim, caso contrário o que andaria cá a fazer o Infarmed.
Se tudo isto é verdade, por que carga de água é que o médico se tem que pronunciar se o medicamento Y tem que ser do laboratório X? Porque não fica o critério à responsabilidade do doente, podendo o seu farmacêutico aconselhá-lo?
Ah, isso NUNCA!! Um é ignorante, o outro é ... suspeito ...
E o médico que proíbe o doente de comprar genérico É O QUÊ??
Responda quem souber ...

1 comentário:

weqw disse...
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