domingo, 20 de outubro de 2013

O dilema

  
Se calhar é apenas meu. 
A maioria dos portugueses deseja e exige a demissão do governo de Passos Coelho (e com razão, digo eu).
Se o governo cair e após eleições, julgo que não será surpresa para ninguém que o Partido Socialista será o vencedor.
E aqui surge o dilema, o meu dilema.
António José Seguro é um fraquíssimo líder político. É talvez o pior secretário-geral que o PS teve na sua história.
Se António J. Seguro for eleito primeiro-ministro duvido que faça igual a Passos Coelho, fará pior, seguramente.
Fará com que passado algum tempo tenhamos saudades de Passos Coelho, por mais aberrante que possa parecer esta imagem.
Oxalá me engane!
Tal como canta Ney Matogrosso na sua canção «Homem Com H»: "Se correr o bicho pega / Se ficar o bicho come".

  
Imagem de Joana Lopes
 

Câmara de Beja no OLX

  
Diz o Público de ontem que Jorge Pulido Valente e seu braço direito na EMAS, Rui Marreiros, «adquiriram» equipamento informático ao preço da uva mijona.
O equipamento, comprado pelo município com dinheiro público, foi entregue a estes senhores por um valor simbólico.
Dizem eles que foi tudo legal, que os equipamentos em causa tinham um valor patrimonial nulo. Vá lá, ficaram-se por material informático, olha se eles pendem para viaturas e imóveis!


Foto: Miguel Manso in Público
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Salvada em Festa!

  
É já no próximo fim de semana que se realiza o XIII Fim de Semana da Juventude na Salvada.
Mesmo para mim, que há anos navego na 3ª idade, é sempre bom e saudável assistir a estes eventos.
Infelizmente não vou poder estar presente por me encontrar, neste momento, fora de Portugal.
  

 

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Meio milhão de mortos

  
Quase meio milhão de pessoas morreram no Iraque desde a invasão dos EUA em 2003, revela um estudo realizado por universidades dos Estados Unidos, Canadá e Iraque.
O mundo está (ou ficou) mais seguro após 2003?
Os iraquianos vivem melhor?
Quem lucrou (ou está a lucrar) com este terror sem fim à vista?
A resposta parece-me demasiado óbvia...


foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP
  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Casa Assombrada

  
A revista New Yorker desta semana traz para capa o grave problema político que avassala os Estados Unidos, o braço de ferro no Capitólio entre republicanos e democratas.
Os organismos públicos encontram-se a meio gás. A insatisfação na população aumenta a cada dia que passa.
Mark Ulriksen, autor da capa da New Yorker, diz "Sinto-me frustrado com a incapacidade do Capitólio em fazer o seu trabalho", e adianta "Há teias de aranha a crescer no Capitólio (...) o único sinal de vida naquela casa é o gato preto (que se vê no desenho). Se não fosse tão trágico seria para rir".

  

 

sábado, 12 de outubro de 2013

Vai um gelado de baunilha?

  
O aroma a baunilha vem da baunilha, certo? Errado.
A substância química que os castores usam para marcar território tem um aroma semelhante, que o leva a ser usado em perfumes e como aditivo alimentar. Agora, já sabe o que pode haver no seu gelado...
É um dos aromas mais apreciados e está presente em vários produtos, sobretudo alimentares e de perfumaria. Mas nem sempre o "aroma natural" a baunilha vêm mesmo da baunilha. É que a secreção a que os castores usam para marcar território - o "castóreo" - tem um aroma muito semelhante, pelo que tem sido usado por fabricantes de perfumes e em alguns produtos alimentares.
O castóreo é segregado por duas glândulas situadas entre os órgãos genitais e o ânus. O aroma a baunilha resulta da dieta à base de folhas e cascas de árvore.À National Geographic, a ecologista  Joanne Crawford descreve o processo: "Pode-se mugir as glândulas anais para se extrair o fluído" ou "pode-se espremer o castóreo. É bastante nojento."
Segundo um estudo no Jornal Internacional de Toxicologia, o castóreo é usado há, pelo menos 80 anos.
A entidade que regula o mercado alimentar nos EUA, a Food and Drug Administration, considera a substância "segura", o que, em muitos casos, permite que os fabricantes não se refiram diretamente ao castóreo na lista de ingredientes, substituindo a referência por "aroma natural".
Fonte: revista Visão
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Paciência de chinês

  
Ontem à tarde um jovem, montado numa scooter, acende tranquilamente o seu cigarro numa estrada inundada na cidade de Tongxiang, China.
A esta tranquilidade desconcertante também poderemos chamar «Paciência de chinês»?

  
Foto: European Pressphoto Agency
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fátima no Vaticano

  
A pedido do Santo Padre Francisco, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições, estará em Roma no próximo fim de semana.
A Imagem de Nossa Senhora partirá de Fátima na manhã do próximo sábado 12 e regressará a Portugal na tarde do dia seguinte. Na sua ausência será colocada na Capelinha das Aparições a primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário desde 8 de dezembro de 2003.
No dia 13 de outubro, na Praça de São Pedro e junto da Imagem de Nossa Senhora, o Papa Francisco fará a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
Este evento pontifício insere-se no calendário de celebração do Ano da Fé e congregará em Roma centenas de movimentos e instituições ligadas à devoção mariana.
  
 

domingo, 6 de outubro de 2013

Meditação dominical

  
As leituras deste domingo desafiam-nos a assumirmos a fundo a nossa identidade cristã. Temos de alimentar a nossa fé em gestos e palavras que fazem de nós construtores do Reino de Deus.
O profeta Habacuc dá voz ao povo de Israel desanimado diante da iminência da deportação para a Babilónia. Os seus governantes calam diante das injustiças e das desigualdades sociais, da pobreza que cresce rapidamente, da ausência de paz e de prosperidade. Por isso, Habacuc grita a Deus em desespero: «Até quando, Senhor, chamarei por Vós e não Me ouvis? Até quando clamarei contra a violência e não me enviais a salvação? Diante de mim está a opressão e a violência, levantam-se contendas e reina a discórdia». Esta descrição do reino de Judá, do século VI a.C., parece descrever o nosso tempo, na crise económica que nos afecta e nos deixa desarmados face ao futuro. Diante do desemprego, das condições precárias de vida, de tantas famílias que dificilmente conseguem alimentar os filhos, parece que Deus permanece calado. Como o profeta, elevemos a Deus as nossas orações de súplica e entreguemos-Lhe o que nos preocupa. Mas devemos fazê-lo de coração purificado, na liberdade interior de nos pormos a caminho com o que temos. O tempo de Deus nem sempre é igual ao nosso e muitas vezes a fé é construir sem ver o resultado imediato. Como responde o Senhor ao profeta, «se parece demorar, deves esperá-la, porque ela há-de vir e não tardará. (...) O justo viverá pela sua fidelidade».
Nesta lógica, há que dizer como os Apóstolos no Evangelho de S. Lucas: «Senhor, aumenta a nossa fé». A fé não é uma convicção que cresce e matura com a simples razão, é antes a resposta a um acontecimento, o encontro pessoal com Jesus Cristo. Na adesão ao projecto de Jesus, há que viver como Ele viveu, em humildade e serviço, atento aos mais fracos e aos mais necessitados, na lógica do dar sem esperar receber.
Diante das adversidades, experimentamos como a fé pode ser uma experiência dramática que nos obriga a medir continuamente os nossos limites. Mas há que seguir adiante sem medo, olhando para a frente com confiança. A este respeito, S. Paulo diz a Timóteo para reanimar o dom de Deus que dá um «espírito de fortaleza, de caridade e moderação». O cristão deve encontrar dentro de si a força para vencer as dificuldades, em gestos de amor que ajudam a trazer esperança a quem vive desilusões e derrotas, discernindo com equilíbrio o caminho a seguir para se ser mais autêntico na relação com Deus. Por isso, continua o Apóstolo: «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós». Fortalecer-se na fé requer conservar a doutrina verdadeira, aquela que foi transmitida pelos Apóstolos e que o Magistério da Igreja nos apresenta, conhecendo-a, estudando-a e esclarecendo as dúvidas. Então, estamos cada vez mais parecidos com Jesus.
  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Intenção do mês de OUTUBRO

  
Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus.
A Intenção Geral deste mês chama a nossa atenção para um terrível problema, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar um pouco por toda a parte, e até de um modo muito grave em várias regiões: o suicídio.
Para isto têm contribuído, para além dos problemas infelizmente endémicos, como sejam a fome, as perseguições, os desentendimentos de grupos de carácter vário, outros que vieram juntar-se, na actual conjuntura mundial; por exemplo, o dos deslocados e refugiados, que acabam por conduzir as pessoas a situações de tal desespero que a única porta que se lhes apresenta para sair delas é atentar contra a própria vida.
Para além das condições mínimas de vida que tanta gente experimenta, sobretudo nos países mais pobres, acentua-se cada vez mais a carência de valores morais que impede as pessoas de verem um sentido para a vida, uma meta para a sua existência.
No caso daqueles que acreditam em Deus, também pode estar a falsa imagem que têm d'Ele, falsa imagem essa que os leva à persuasão de que Deus não os ama, que Ele os abandonou à sua sorte, e que se está presente é para os atormentar e castigar. Uma fé pouco profunda pode de facto levar a esta conclusão, completamente contrária àquilo que a fé nos ensina, de que é precisamente nos momentos mais difíceis que Deus está mais perto de nós, embora não o sintamos.
Como ajudar estas pessoas? Àqueles que não têm fé, a melhor maneira será mostrar-lhes o amor de Deus, por meio da nossa proximidade e amizade, pela atenção que lhes dispensamos, sem necessidade de pronunciar a palavra Deus, o que até pode ser contraproducente.
Para aqueles que acreditam, ainda que a sua fé nesses momentos esteja um pouco abalada, terá sentido falar-lhes do amor de Deus e recordar-lhes as palavras de Cristo: «Vinde a Mim todos os que vos sentis cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei» (Mt 11, 28).
Oremos este mês, juntamente com o Papa, por aqueles que estão em situações difíceis para que encontrem a luz que só Deus pode dar.