quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fátima no Vaticano

  
A pedido do Santo Padre Francisco, a Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições, estará em Roma no próximo fim de semana.
A Imagem de Nossa Senhora partirá de Fátima na manhã do próximo sábado 12 e regressará a Portugal na tarde do dia seguinte. Na sua ausência será colocada na Capelinha das Aparições a primeira Imagem da Virgem Peregrina de Fátima, entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário desde 8 de dezembro de 2003.
No dia 13 de outubro, na Praça de São Pedro e junto da Imagem de Nossa Senhora, o Papa Francisco fará a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
Este evento pontifício insere-se no calendário de celebração do Ano da Fé e congregará em Roma centenas de movimentos e instituições ligadas à devoção mariana.
  
 

domingo, 6 de outubro de 2013

Meditação dominical

  
As leituras deste domingo desafiam-nos a assumirmos a fundo a nossa identidade cristã. Temos de alimentar a nossa fé em gestos e palavras que fazem de nós construtores do Reino de Deus.
O profeta Habacuc dá voz ao povo de Israel desanimado diante da iminência da deportação para a Babilónia. Os seus governantes calam diante das injustiças e das desigualdades sociais, da pobreza que cresce rapidamente, da ausência de paz e de prosperidade. Por isso, Habacuc grita a Deus em desespero: «Até quando, Senhor, chamarei por Vós e não Me ouvis? Até quando clamarei contra a violência e não me enviais a salvação? Diante de mim está a opressão e a violência, levantam-se contendas e reina a discórdia». Esta descrição do reino de Judá, do século VI a.C., parece descrever o nosso tempo, na crise económica que nos afecta e nos deixa desarmados face ao futuro. Diante do desemprego, das condições precárias de vida, de tantas famílias que dificilmente conseguem alimentar os filhos, parece que Deus permanece calado. Como o profeta, elevemos a Deus as nossas orações de súplica e entreguemos-Lhe o que nos preocupa. Mas devemos fazê-lo de coração purificado, na liberdade interior de nos pormos a caminho com o que temos. O tempo de Deus nem sempre é igual ao nosso e muitas vezes a fé é construir sem ver o resultado imediato. Como responde o Senhor ao profeta, «se parece demorar, deves esperá-la, porque ela há-de vir e não tardará. (...) O justo viverá pela sua fidelidade».
Nesta lógica, há que dizer como os Apóstolos no Evangelho de S. Lucas: «Senhor, aumenta a nossa fé». A fé não é uma convicção que cresce e matura com a simples razão, é antes a resposta a um acontecimento, o encontro pessoal com Jesus Cristo. Na adesão ao projecto de Jesus, há que viver como Ele viveu, em humildade e serviço, atento aos mais fracos e aos mais necessitados, na lógica do dar sem esperar receber.
Diante das adversidades, experimentamos como a fé pode ser uma experiência dramática que nos obriga a medir continuamente os nossos limites. Mas há que seguir adiante sem medo, olhando para a frente com confiança. A este respeito, S. Paulo diz a Timóteo para reanimar o dom de Deus que dá um «espírito de fortaleza, de caridade e moderação». O cristão deve encontrar dentro de si a força para vencer as dificuldades, em gestos de amor que ajudam a trazer esperança a quem vive desilusões e derrotas, discernindo com equilíbrio o caminho a seguir para se ser mais autêntico na relação com Deus. Por isso, continua o Apóstolo: «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós». Fortalecer-se na fé requer conservar a doutrina verdadeira, aquela que foi transmitida pelos Apóstolos e que o Magistério da Igreja nos apresenta, conhecendo-a, estudando-a e esclarecendo as dúvidas. Então, estamos cada vez mais parecidos com Jesus.
  

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Intenção do mês de OUTUBRO

  
Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus.
A Intenção Geral deste mês chama a nossa atenção para um terrível problema, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar um pouco por toda a parte, e até de um modo muito grave em várias regiões: o suicídio.
Para isto têm contribuído, para além dos problemas infelizmente endémicos, como sejam a fome, as perseguições, os desentendimentos de grupos de carácter vário, outros que vieram juntar-se, na actual conjuntura mundial; por exemplo, o dos deslocados e refugiados, que acabam por conduzir as pessoas a situações de tal desespero que a única porta que se lhes apresenta para sair delas é atentar contra a própria vida.
Para além das condições mínimas de vida que tanta gente experimenta, sobretudo nos países mais pobres, acentua-se cada vez mais a carência de valores morais que impede as pessoas de verem um sentido para a vida, uma meta para a sua existência.
No caso daqueles que acreditam em Deus, também pode estar a falsa imagem que têm d'Ele, falsa imagem essa que os leva à persuasão de que Deus não os ama, que Ele os abandonou à sua sorte, e que se está presente é para os atormentar e castigar. Uma fé pouco profunda pode de facto levar a esta conclusão, completamente contrária àquilo que a fé nos ensina, de que é precisamente nos momentos mais difíceis que Deus está mais perto de nós, embora não o sintamos.
Como ajudar estas pessoas? Àqueles que não têm fé, a melhor maneira será mostrar-lhes o amor de Deus, por meio da nossa proximidade e amizade, pela atenção que lhes dispensamos, sem necessidade de pronunciar a palavra Deus, o que até pode ser contraproducente.
Para aqueles que acreditam, ainda que a sua fé nesses momentos esteja um pouco abalada, terá sentido falar-lhes do amor de Deus e recordar-lhes as palavras de Cristo: «Vinde a Mim todos os que vos sentis cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei» (Mt 11, 28).
Oremos este mês, juntamente com o Papa, por aqueles que estão em situações difíceis para que encontrem a luz que só Deus pode dar.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Saber pescar é uma Arte

  
Há quem saiba pescar num minúsculo buraco feito no gelo, na Sibéria ou no Alaska, por exemplo.
Outros há que nem em mar aberto rodeados de cardumes conseguem pescar um peixe.
Uns são vencedores, ou outros... São os outros.
A fotografia, de autoria de Athit Perawongmetha / Reuters, retrata um pescador em plena rua de Prachin Buri, Tailândia, no passado domingo 29.

Esta zona tem sido assolada por fortes cheias, ultimamente.
 
Foto: Athit Perawongmetha / Reuters
 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Autárquicas 2013 em Quintos (V)

  
Unidos num compromisso.
Ontem à tarde o PS distribuiu o seu programa para os próximos quatro anos na União de Freguesias de Salvada e Quintos.
Desse programa – com o lema “Unidos num Compromisso” – destacamos o compromisso para com a antiga freguesia de Quintos:

  • Pavimentação da Rua Trás-os-Quintais e conclusão da rua de acesso às traseiras do Loteamento;
  • Criação de um espaço verde na zona envolvente ao Polidesportivo, com a colocação de material para lazer e atividade física;
  • Arranjo, criação de estacionamento e ajardinamento da zona ribeirinha dos Pisões;
  • Criação de pequenos muros de retenção da água (espelhos de água) na zona ribeirinha, junto à entrada da aldeia;
  • Atribuir um subsídio anual a todas as associações e instituições;
  • Continuar a realizar as comemorações do 25 de Abril da forma que é tradicional;
  • Proceder à criação de percursos pedestres e de outro caráter pelos locais ou zonas de maior interesse.

Estes são, em traços gerais, os compromissos assumidos pelo PS com a população de Quintos.

domingo, 22 de setembro de 2013

Operação STOP em Quintos

  
Esta semana alguém, sem mais nada que fazer, resolveu vir distribuir sinais de STOP pela freguesia de Quintos. Pregou dois à saída do campo de futebol e, pasme-se, um à saída da estação de tratamento de esgotos! Não sei se para as bandas de Corte Condessa e Santo Isidro não haverá mais...
Estas cabecinhas pensadoras acharam que o volume de tráfego nestas vias justificava este tipo de sinalética não bastando a alínea a) do nº 1 do Artigo 31º do Código de Estradas.
Quando a mim isto é masoquismo, é puro ato de autoflagelação.
  




sábado, 21 de setembro de 2013

Autárquicas 2013 em Quintos (IV)

  
Compromisso Eleitoral da CDU.
Esta manhã a CDU distribuiu o seu programa para os próximos quatro anos na União de Freguesias de Salvada e Quintos.
Desse programa – com o lema “Duas Freguesias, Duas identidades, que importa preservar...” – destacamos o compromisso para com a antiga freguesia de Quintos:
  • Continuidade dos serviços de atendimento na sede de ambas as (antigas) Juntas de Freguesia;
  • Manutenção dos atuais postos de trabalho;
  • Diligenciar junto dos operadores de rede móvel a cobertura eficaz da área da Freguesia de Quintos;
  • Requalificação do edifício da Escola Primária de Quintos para uso comunitário;
  • Criar e organizar a Semana Cultural de Quintos;
  • Melhorar a iluminação junto à Casa Mortuária de Quintos;
  • Executar trabalhos de manutenção no Parque de Merendas, junto ao Rio Guadiana, em Quintos.
Estes são, em traços gerais, os compromissos assumidos pela CDU com a população de Quintos.
  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Olá amiguinhos!

  
É assim que começa a carta aberta aos senhores do FMI que Ferreira Fernandes publicou ontem no DN.
Escrita como só ele sabe, transcrevemo-la porque é nossa obrigação.

Olá, amiguinhos do FMI. Eu sou o ratinho branco. Desculpem estar a incomodar-vos agora que vocês estão com stress pós-traumático por terem lixado isto tudo. Concluíram vocês, depois do leite derramado: "A austeridade pode ser autodestrutiva." E: "O que fizemos foi contraproducente." Quem sou eu para desmentir, eu que, no fundo, só fiquei com o canto dos lábios caídos, sem esperança? O que é isso comparado com a vossa dor?! Eu só estiquei o pernil ou apanhei três tipos de cancro, mas é para isso que servimos nos laboratório: somos baratos e dóceis. Já vocês não têm esses estados de alma (ficar sem emprego, que mau gosto...), vocês são deuses com fatos de alpaca e gravata vermelha como esses três novos que acabam de desembarcar para nos analisar os reflexos. "Corre, ratinho branco!", e eu corro. Vocês cortam-me as patas: "Corre, ratinho branco!", e eu não corro. E vocês apontam nos vossos canhenhos sábios: "Os ratos sem pernas ficam surdos." Como vocês são sábios! E humildes. Fizeram-nos uma experiência que falhou e fazem um relatório: olha, falhou. Que lição de profissionalismo, deixam-nos na merda e assumem. Assumir quer dizer "vamos mudar-lhes as doses", não é? E, amanhã, se falhar, outro relatório: olha, falhou. O vosso destino, amiguinhos do FMI, eu compreendo. Vocês são aves de arribação, falham aqui, partem para ali. Entendo menos o dos vossos kapos locais: em falhando e ficando, porque continuam seguros no laboratório?
  
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Saudade!

  
Saudade!
É este o título do soneto do sr. Diácono José R. Costa publicado no último número do boletim paroquial de Quintos «O Sino».
Porque gostamos, com a devida vénia o transcrevemos.


 Saudade!

Percorri o olhar pelo tempo passado
Que no fundo do tempo tão cedo nasceu
E das pedras da vida que tinha pisado
Brotou o sonho que no tempo não morreu

Espargindo luz da cor de auras refulgentes
Nos passos do meu longo caminho senti
Pairando no ocaso como estrelas cadentes
Os anos que adormeceram no seio de mim

Andei por veredas de risos fui gozado
Que sombrias são as rochas do medo
Quando à porta bate o outono cansado

Em vales e cumes meu corpo está deitado
E a vida continua em labirinto e segredo
Agora nos seus braços vivo o sonho sonhado...

 

Diácono José da Rosa Costa in "O Sino" setembro 2013
  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A cassete

  
Não, não vou falar de política. 
A cassete nasceu há 50 anos, foi inventada em 1963 pela Philips. A sua invenção provocou uma autêntica revolução na difusão da música quer pelo seu tamanho quer pela sua portabilidade. Causava irritação quando a fita enrolava no sistema de leitura e tínhamos que recorrer a uma “chave única” para a repor no sítio devido, o lápis!
Mais tarde apareceu o CD que veio sentenciar de morte a cassete.
Hoje o CD também está moribundo e brevemente fará companhia à cassete.
É a evolução como o Luís T afirmou há dias.