Khartoum, Sudan
Um rapaz brinca com o seu melhor brinquedo, um pneu usado.
Foto: Ozge Elif Kizil | Anadolu Agency | Getty Images
sábado, 15 de setembro de 2018
O pão nosso de cada dia I
Beit Lahiya, Gaza
Um palestiniano transporta ao colo o seu filho sob os disparos de militares israelitas.
Foto: Felipe Dana | AP
Um palestiniano transporta ao colo o seu filho sob os disparos de militares israelitas.
Foto: Felipe Dana | AP
Ao ataque!
Eu –
pecador me confesso e me penitencio – tiro o meu chapéu ao
brilhante texto de Ruy Ventura no DA de ontem.
É
uma autêntica pedrada em muitos (em mim, inclusive), um pequeno
excerto, com a devida vénia:
«Ataques
Existe
uma grande distância entre o ataque, quase sempre injurioso, e a
crítica ponderada, ainda que dura, duríssima mesmo.
Atacam-se
os padres, quando dá jeito e se quer atingir certos objetivos.
Atacam-se os políticos… Atacam-se os professores… Atacam-se os
polícias… os médicos… os juízes… os advogados… os
funcionários públicos… quando dá jeito e se quer atingir certos
objetivos… quase sempre inconfessáveis. Ou quando é mais fácil
cuspir na cara dos outros do que olhar para o espelho e ver a nossa
pobre imagem refletida (…).
Dou
por mim a pensar que, na doutra ciência dos autores, da miríade de
autores desses ataques, (…) [os atacados] nasceram de geração
espontânea e vivem sozinhos ou, então, em comunidades fechadas. Ou
seja, não têm avós, nem mães, nem pais, nem filhos, nem primos,
nem sobrinhos, nem tios, nem vizinhos, nem nada desse género…
Aliás, na opinião de certos doutos, as pessoas que atacam – com
bons ou maus pretextos – não devem pertencer à mesma espécie
humana onde se incluem os seus achincalhadores.
Por
isso lhes chamam “animais”, “monstros”, “filhos da puta”,
“cabrões”, “chulos”, etc, etc. (…)».
Ruy
Ventura, poeta e ensaísta in Diário do Alentejo de 14-09-2018
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Foto:
Woman, Inc.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2018
A fome
Como
escreveu Martín Caparrós, colaborador do New York Times, “a
fome continua a ser
o horror solucionável que menos importa:
mata mais do que qualquer doença, mas ataca
sempre os outros, aqueles que não pensam
como 'nós'”.
Assim
reagiu Caparrós aos números apresentados pela ONU para a
Agricultura e Alimentação (FAO) que indicam que, pelo terceiro
ano consecutivo, o número de pessoas que sofrem com a fome no mundo
aumentou. O primeiro passo para combater esse mal, adianta Caparrós,
é sentir que isso é uma incumbência nossa.
Segundo
a FAO não é fácil saber quantos homens, mulheres e crianças
passam fome. Os esfomeados vivem em países complicados, com Estados
que não apenas não são
capazes de assegurar a sua alimentação, como
tão pouco têm meios para controlá-los.
Afirma
a FAO que em 2016 haveria cerca de 784 milhões de indivíduos a
passar fome, esse número, em 2017, subiu para 804 milhões e em 2018
tudo indica que sejam mais de 821 milhões.
Este
é o grande problema do números, informam-nos mas depressa os
esquecemos. É fácil olhar para eles e não pensarmos; que
nos importa que uma em cada nove pessoas no mundo não come o
suficiente, se por norma não conhecemos essas pessoas, adianta
Caparrós.
Há
821 milhões de pessoas pobres que não comem o suficiente porque a
produção global de alimentos é estruturada para satisfazer os
mercados desenvolvidos, para concentrar em si a riqueza alimentar.
Nunca na história da Humanidade se produziram tantos alimentos como
agora, o problema não é escassez de comida, o problema é uma
enorme escassez de dinheiro para comprá-la.
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Foto:
Thomas Mukoya | Reuters
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Serenidade e falta dela
Serenidade
demonstrou o árbitro Carlos Ramos, a falta dela (serenidade) foi por
de mais evidente da Serena Williams.
Uma
coisa é certa, se o árbitro fosse negro, Serena não colocaria o
dedo em riste como colocou a Carlos Ramos.
Resumindo,
Carlos Ramos um senhor, Serena Williams... a outra.
Foto:
Ben Solomon | The New York Times
Cartoon:
Mark Knight |The Herald Sun
terça-feira, 11 de setembro de 2018
O caminho para a felicidade
«Como
encontrá-lo?
Considera-se
uma pessoa feliz? Se a sua resposta for sim, o que a faz feliz?
-
A sua família?
-
O seu emprego?
-
A sua religião?
Ou
talvez esteja desejoso de encontrar uma razão para ser feliz, como
acabar os estudos, conseguir um emprego ou comprar um carro novo.
Muitas
pessoas encontram certa medida de alegria quando conseguem alcançar
algum objetivo ou comprar algo que queriam muito. No entanto, quanto
tempo dura esse momento de felicidade? Infelizmente, na maioria das
vezes, dura muito pouco.
A
felicidade já foi descrita como uma sensação de bem-estar que
varia em duração. Essa sensação pode ir desde estar contente com
algo até uma alegria intensa e forte na vida, e o desejo natural é
que esse sentimento continue.
Além
disso, visto que é uma sensação de bem-estar contínua, a
felicidade é descrita, não como um destino ou objetivo a ser
alcançado, mas sim como uma viagem. Alguém que diz “eu só vou
ser feliz quando...”, está, na verdade, a adiar a felicidade.
Podemos
comparar a felicidade com a saúde.
Como
podemos ter saúde?
Precisamos
de dar alguns passos como: ter uma boa alimentação, fazer exercício
e ter um estilo de vida saudável.
Da
mesmo maneira, para sermos felizes, precisamos de dar alguns passos e
de viver de acordo com bons princípios.
Que
princípios ou qualidades levam à felicidade? Existem muitos que são
importantes, mas os principais são:
-
Esteja satisfeito com o que tem e seja generoso
-
Cuide da saúde e seja positivo
-
Mostre amor
-
Perdoe
-
Tenha um objetivo na vida
-
Tenha esperança»
in
Revista Despertai! Nº 1 | 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Debate: Beber ou não beber
“Não
beba nem um único copo!”, esta foi a advertência feita
recentemente por um estudo publicado na revista científica The Lancet® que qualquer quantidade de bebida alcoólica ingerida é
nociva à saúde, contrariando assim alguns estudos que indicavam o
contrário, isto é, os benefícios do consumo moderado de bebidas
alcoólicas para reduzir o risco da diabetes ou de doenças
cardíacas.
Entre
os 15 e os 49 anos, o consumo de bebidas alcoólicas é o fator de
risco mais comum de morte e incapacidade. Em 2016, o álcool
representou 6,8% das mortes nos homens e 2,2% nas mulheres.
“A
diferença entre álcool e tabaco é que não nos surpreendemos que o
tabaco mata”, diz a autora principal do estudo, Emmanuela Gakidou,
professora de ciências médicas na Universidade de Washington, “De
fato causa-nos muita surpresa, inclusive entre investigadores, que o
álcool seja tão mau para as pessoas como na realidade é”,
adianta a mesma investigadora.
Porém,
estes dados devem ser analisados com precaução. O estudo foi
realizado com base em estimativas, o que significa que o cálculo dos
riscos não é igual para todos.
Posto
isto, a nossa conclusão pessoal é semelhante à máxima de
Shakespeare: “Um bom vinho é uma coisa boa e sociável, quando de
ele não se abusa”.
Texto:
Nicholas Bakalar in New York Times, 28-08-2018
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| Foto: Revista Veja, BR |
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Ainda há heróis? Claro que há!
E
são muitos, graças a Deus!
Sem
delongas para não retirar o brilho ao texto de José Luís Martins,
aqui Vos deixo esta sublime prosa:
«O
herói não costuma ser o general
Não
são precisos muitos meios para se alcançar o heroísmo. Aos que têm
bastantes recursos costuma faltar a coragem para enfrentar o
sofrimento e o desapego próprios de quem destina o céu a si mesmo.
A
nossa vida não tem nem mais nem menos sentido porque estamos mais
acima ou abaixo nas hierarquias humanas.
Não
precisamos do poder de uma qualquer espada para lutar pelo bem, em
muitas situações, uma esfregona e um balde podem bem ser os
instrumentos mais indicados.
Aquilo
a que a vida nos desafia é a sermos bons. A perfeição é mais uma
questão de entrega do que de atenção à harmonia de todos os
detalhes.
Passamos
grande parte do nosso tempo a ser cobardes, porque o mais difícil é
ser-se fiel nas pequenas coisas, nas insignificâncias, naquilo onde
julgamos que nada está em questão.
Precisamos
de assumir o protagonismo da nossa vida. Atribuirmos a nós mesmos o
papel de heróis em vez de esperar que sejam outros, ou as
circunstâncias, a levarem-nos à concretização dos nossos anseios.
São
muitas as pessoas que parecem falhadas, em virtude das aparências da
sua condição, mas que, na verdade, são aquilo que nós devíamos
ser. São exemplos que não reconhecemos, são lições às quais não
queremos prestar atenção. Como se a felicidade fosse algo de
luxuoso, sofisticado e repleto de vaidades.
Aqueles
que na vida social não ocupam nenhum cargo especial, quais soldados
rasos, têm os mesmos deveres do que quem dispõe de muito mais
armas. Aos grandes feitos nada é acrescentado ou retirado quando são
reconhecidos perante qualquer plateia.
Ser
herói, santo, sábio ou feliz é a mesma coisa. Trata-se sempre de,
com simplicidade, nos concentrarmos e fazermos o que pode e deve ser
feito… a nossa missão não é sonhar com outras missões, é
cumprir o que somos, com o que temos. Sem desculpas, nem muitas
demoras.
A
maior arma dos que sabem que esta vida faz parte de outra maior é
saberem que a liberdade é a mais poderosa de todas as
responsabilidades. São senhores de si mesmos e são grandes… por
serem bons.»
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Imagem:
Ecclesia
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018
A vergonha continua
Não estou a falar de um muro, estou a
falar de uma invasão.
Os israelitas preparam-se para
construir na Cisjordânia (território palestiniano usurpado por
Israel) mais mil casas para colonos israelitas, prevendo-se que estas
venham a ser reforçadas com a construção de mais 382 outras.
Neste momento são mais de 600.000 os
judeus israelitas que vivem em cerca de 140 colonatos construídos em
território da Palestina.
“Nunca, em direitos humanos, tanto
foi devido por tantos a tão poucos”, escreve Robert Fisk no
Independent UK de ontem.
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Foto: Independent UK
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018
QUINTOS continua de pé!
Manifestamos aqui o
nosso contentamento pela intenção do atual governo tentar reverter
a loucura de Miguel Relvas e repor a Verdade sobre o ordenamento do
território. Exigimos que sejamos ressarcidos do que nos roubaram,
mesmo sem juros ou indemnizações.
Quintos é um
aglomerado populacional milenar que não pode ser roubado por
decreto-lei.
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Imagem: Google Maps
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