sexta-feira, 17 de agosto de 2018

A mais bela praça do mundo


Para assinalar o 20º aniversário da nomeação da Grande Praça de Bruxelas como Património Mundial da Unesco, a organização decidiu celebrar com um enorme tapete feito com cerca de 500.000 flores (dálias e begónias) dedicado a Guanajuato, uma região mexicana com uma cultura excepcionalmente rica, histórica e com enorme tradição de flores.
Este enorme puzzle/tapete ocupa uma área de 1800 metros quadrados (75x24) foi feito por cerca de cem voluntários em menos de oito horas.
Esta obra prima pode ser visitada entre os dias 16 e 19 de agosto.
Foto: retirada, sem menção de fonte, de The Telegraph UK

 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

14 de agosto, 633 anos atrás


A crise de 1383-1385. Portugal tinha terminado há pouco uma guerra frutuosa, mas extenuante com a reconquista do território aos árabes. Para piorar as coisas, o ano de 1383 fustigou o nosso país com períodos longos de chuvas que provocaram escassez de cereais e levaram muitos portugueses à fome e à morte. Para piorar o cenário há que juntar outro mal, a falta de higiene (normal e usual na época) provocou epidemias, a pior delas a peste.
A 22-10-1383 morre o rei D. Fernando que agudizou a situação ao deixar a sucessão do trono complicada, uma vez que D. Beatriz é a sua única filha e está casada com o rei de Castela.
A sucessão do trono origina um conflito. De um lado, o clero e a nobreza a apoiar D. Beatriz, do outro, a burguesia e o povo que apoiavam D. João, o mestre de Avis. Quando morre D. Fernando, a sua mulher, D. Leonor Teles, influenciada por conde Andeiro, decide aclamar D. Beatriz como rainha de Portugal. O caldo entornou-se! Alguém tinha que que acabar de vez com o conde Andeiro. O escolhido para essa missão foi D. João, filho bastardo de D. Pedro, mestre da Ordem Militar de Avis e meio-irmão de D. Fernando. Em 6 de dezembro de 1383, D. João entra no paço com um grupo de homens armados e mata o conde Andeiro. Rebenta a crise.
D. João de Castela, a pedido de D. Leonor Teles, cerca Lisboa a 29-05-1384. Heroicamente os habitantes de Lisboa, comandados por mestre de Avis resistem à fome e à peste negra. O exército castelhano não resistiu à peste e foi forçado a levantar o cerco e bater em retirada.
A 6 de abril de 1385, nas cortes de Coimbra, foi aclamado D. João mestre de Avis rei de Portugal. Os castelhanos não gostaram e invadem de novo Portugal. A 14 de agosto de 1385, em Aljubarrota, perto de Leira, deu-se a célebre batalha onde o poderoso e numeroso exército castelhano foi totalmente derrotado por cerca de 10 mil portugueses.
Como forma de agradecimento pela vitória, D. João I mandou construir o Mosteiro da Batalha.
Imagem: Batalha de Aljubarrota de Jean de Wavrin

sábado, 11 de agosto de 2018

Circo de feras


Gosto de futebol, apesar de aqui em San Marcos ser manifestamente residual e sem brilho. Não sou fanático, felizmente!
Aqui em San Marcos, TX, o futebol (soccer) e uma coisa tão estranha quanto é o hóquei no gelo em África, apesar de praticantes e adeptos nos EUA ter aumentado exponencialmente nos últimos 20 anos.
Sigo, sempre que posso (a diferença horária é ingrata) o futebol europeu, em especial o português.
No entanto, e infelizmente, o senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa está coberto de razão no post que hoje publica no seu blogue 2 ou 3 coisas:
«O circo chegou
Já chegou! Mais um ano de irracionalidade, de insultos, de conflitualidade artificial, de “A Bola”, de “foi-não-foi-penalti”, do “Record”, de “estava-não-estava-fora-de-jogo”, de “O Jogo”, de árbitros insultados, de mentiras, de subornos, de advogados comentadores, de luvas e comissões, de claques ajavardadas, de “misters” reverenciados, de “cultura de balneário”, de televisões incendiárias, de conferências de “imprensa”, de dirigentes sempre com ar grave e linguagem primária, de “jornalistas” a fingirem de jornalistas, propalando a sua “verdade” colorida pelo viés clubista. Já aí está montado o grande circo do ano, onde os pais ensinam aos filhos que uma falta de um jogador da sua equipa ”não é bem” uma falta, que o adversário é o inimigo a odiar e combater. Aí está ele, o país sectário que finge que gosta de um desporto chamado futebol quando, no fundo, apenas pretende alimentar o culto acéfalo de uma religião criada em torno de um emblema qualquer, tal como pode ter uma obsessão em favor de um partido ou de uma igreja. E há muito quem leve isso a sério, como se essa adesão a uma cor fosse a coisa mais importante do mundo! E da vida! (E, coitados!, para eles, se calhar, é.) Eu, cá por mim, tendo também afetividade por um clube, gostando de o ver ter sucesso, mas estando muito longe de cultivar essa estima de forma doentia, gosto é de ver futebol. E muito!»




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Os homens da escapadela


Pergunta, legitimamente, o Embaixador Seixas da Costa no seu blogue duas-ou-tres-coisas de hoje o seguinte: “Sem gente como ele (Loureiro dos Santos) e como Ramalho Eanes, no seio do MFA, pergunto-me hoje se poderíamos ter escapado então a uma guerra civil.”
É, indiscutivelmente, um pergunta pertinente.
Mas, pergunto eu hoje, sem adjetivar a minha pergunta, se todos fossem como eles (Loureiro e Eanes) teria havido 25 de Abril?
Fotos: Observador (Loureiro dos Santos) | Visão (Ramalho Eanes)


 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Os palermas

Vivo em San Marcos, Texas, mas vivesse eu em Londres, Albergaria dos Fusos, São Paulo ou Katmandu, não poderia estar mais de acordo com o senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa.
Dispensando-me a qualquer trocadilho do “Vasquinho da Anatomia”, transcrevo e subscrevo, com a devida vénia, o post de ontem do senhor Embaixador no seu blogue 2 ou 3 coisas:
«Palermas
Já alguém pensou em lançar uma campanha de civilidade explicando que quem fala ao telemóvel em público, obrigando os outros a ouvirem as suas desinteressantes conversas - para a família, os colegas ou para o diabo que os carregue -, são apenas uns saloios mal-educados, uns energúmenos deslumbrados por um aparelho que acham que lhes dá estatuto, e que, no fundo e apenas, não passam de uns palermas?
Quem por aqui me lê e se acaso assim procede quando está nos cafés e restaurantes, em salas de espera, nas praias, nos comboios e autocarros e em outros locais públicos deve “enfiar a carapuça”, porque isto também é eles, desculpem lá!»



sábado, 4 de agosto de 2018

A feira


Sempre foi um local de convívio e de divertimento, em especial para os mais pequenos. Antigamente para as crianças a feira era uma espécie de PS4 por umas horas! Uma voltinha no carrossel, nos aviões ou carro de choques era um êxtase! Por vezes, muitas, a criança tinha que se contentar em ver os outros andar, porque o dinheiro para mais não dava. A peregrinação à feira fechava, quase sempre, com chave de ouro - a ida ao circo!
Hoje são poucas as feiras que resistem no distrito de Beja e no concelho desapareceram. Minto, há uma! A Feira da Conversa!
De 17 a 19 de agosto poderá e deverá visitá-la na Salvada. Já não tem circo nem carrossel, mas tem tasquinhas, produtos regionais e, mais importante que tudo, a possibilidade de trocar dois dedos de conversa com um amigo, conhecido ou desconhecido, já que hospitalidade é coisa que não falta na Salvada.
A Feira da Conversa espera por si e os salvadenses agradecem a sua visita.

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Uma ponte é para unir


Sempre!
Seja o que for, margens, ideias, pessoas.
Esta que aqui apresento, é uma ponte longe de mais, para nós europeus.
É uma ponte dourada, apoiada em duas rochas moldadas em forma de mão, foi inaugurada esta quarta-feira em Da Nang, no Vietname. Centenas de turistas já visitaram a obra, que oferece uma vista sobre a zona montanhosa do centro da cidade. A estrutura, com mais de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura, tem como base as "mãos dos deuses".
É, sem dúvida, uma vista e visita deslumbrante… Para quem lá poder ir.
Fotos: Nguyen Huy Kham / Reuters


 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Pressione CTR+ALT+DEL para reiniciar


O erro informático é a coisa que mais assusta um leigo (com o eu) quando utiliza um computador.

 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Não gosto de ti, graças a Deus


Somos todos uns amores, gostamos todos uns dos outros (veja-se as redes sociais!), mas há exceções. Todos nós temos – assumidamente, ou confidencialmente – um grupo de pessoas que detestamos, por este ou aquele motivo ou, mais problemático, sem qualquer motivo aparente, ou seja, porque sim.
Sobre esse não gosto, transcrevo o texto de Vítor Encarnação desta semana no Diário do Alentejo, na sua habitual crónica “Nada mais havendo a acrescentar...”:

Fico feliz por haver pessoas que não gostam de mim, dizia o homem muito empertigado na sua cadeira na esplanada.
Fico obviamente grato com tal distinção e não poderia deixar de agradecer publicamente essa importância negativa que me é dada. Se ouvirem falar mal de mim, isso pode ser um bom sinal, se vos constar que me destratam, isso pode ser um orgulho e uma motivação para eu continuar a ser assim.
Não queiram dar-se bem com toda a gente, não tenham a veleidade de querer ser amigos de todos, isso é um logro, algo está errado quando todos os caminhos vão dar ao mesmo destino.
Nada é mais enganador do que a ilusão de que nos podemos dar bem com todos e fazermos da concordância um princípio de vida, isso não é harmonia, isso é seguidismo.
Não sou mais do que os outros, não me tenho em demasiada conta, mas olhando em volta, ouvindo palavras e vendo atitudes, posso afirmar que é um privilégio muito grande constatar que provoco antipatia e azedume em algumas pessoas. Não me dobram não, que eu não deixo, nunca fui troféu, nunca fui a voz do dono, nunca fui cá de segredos e panelinhas, há até por aí alguns que não se esquecem que nunca me dobraram, esses são os piores, esses não me olvidam nem perdoam, vivessem eles mil vidas, vivesse eu outras mil, a mim é que eles não vergavam.
É para mim uma honra haver pessoas a quem eu causo irritação.”


 

sexta-feira, 27 de julho de 2018

O amor pela maledicência


Confesso, nunca tinha pensado nisto. Sou distraído, assumo.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte. 
“Os portugueses gostam de não gostar. Junte-se um molho deles, e veja-se. Basta começar a dizer mal, de algo ou de alguém.
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
José Lúcio, Juiz Presidente da Comarca de Beja in LN 27/07/2018
Imagem: Google