sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Os homens da escapadela


Pergunta, legitimamente, o Embaixador Seixas da Costa no seu blogue duas-ou-tres-coisas de hoje o seguinte: “Sem gente como ele (Loureiro dos Santos) e como Ramalho Eanes, no seio do MFA, pergunto-me hoje se poderíamos ter escapado então a uma guerra civil.”
É, indiscutivelmente, um pergunta pertinente.
Mas, pergunto eu hoje, sem adjetivar a minha pergunta, se todos fossem como eles (Loureiro e Eanes) teria havido 25 de Abril?
Fotos: Observador (Loureiro dos Santos) | Visão (Ramalho Eanes)


 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Os palermas

Vivo em San Marcos, Texas, mas vivesse eu em Londres, Albergaria dos Fusos, São Paulo ou Katmandu, não poderia estar mais de acordo com o senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa.
Dispensando-me a qualquer trocadilho do “Vasquinho da Anatomia”, transcrevo e subscrevo, com a devida vénia, o post de ontem do senhor Embaixador no seu blogue 2 ou 3 coisas:
«Palermas
Já alguém pensou em lançar uma campanha de civilidade explicando que quem fala ao telemóvel em público, obrigando os outros a ouvirem as suas desinteressantes conversas - para a família, os colegas ou para o diabo que os carregue -, são apenas uns saloios mal-educados, uns energúmenos deslumbrados por um aparelho que acham que lhes dá estatuto, e que, no fundo e apenas, não passam de uns palermas?
Quem por aqui me lê e se acaso assim procede quando está nos cafés e restaurantes, em salas de espera, nas praias, nos comboios e autocarros e em outros locais públicos deve “enfiar a carapuça”, porque isto também é eles, desculpem lá!»



sábado, 4 de agosto de 2018

A feira


Sempre foi um local de convívio e de divertimento, em especial para os mais pequenos. Antigamente para as crianças a feira era uma espécie de PS4 por umas horas! Uma voltinha no carrossel, nos aviões ou carro de choques era um êxtase! Por vezes, muitas, a criança tinha que se contentar em ver os outros andar, porque o dinheiro para mais não dava. A peregrinação à feira fechava, quase sempre, com chave de ouro - a ida ao circo!
Hoje são poucas as feiras que resistem no distrito de Beja e no concelho desapareceram. Minto, há uma! A Feira da Conversa!
De 17 a 19 de agosto poderá e deverá visitá-la na Salvada. Já não tem circo nem carrossel, mas tem tasquinhas, produtos regionais e, mais importante que tudo, a possibilidade de trocar dois dedos de conversa com um amigo, conhecido ou desconhecido, já que hospitalidade é coisa que não falta na Salvada.
A Feira da Conversa espera por si e os salvadenses agradecem a sua visita.

 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Uma ponte é para unir


Sempre!
Seja o que for, margens, ideias, pessoas.
Esta que aqui apresento, é uma ponte longe de mais, para nós europeus.
É uma ponte dourada, apoiada em duas rochas moldadas em forma de mão, foi inaugurada esta quarta-feira em Da Nang, no Vietname. Centenas de turistas já visitaram a obra, que oferece uma vista sobre a zona montanhosa do centro da cidade. A estrutura, com mais de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura, tem como base as "mãos dos deuses".
É, sem dúvida, uma vista e visita deslumbrante… Para quem lá poder ir.
Fotos: Nguyen Huy Kham / Reuters


 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Pressione CTR+ALT+DEL para reiniciar


O erro informático é a coisa que mais assusta um leigo (com o eu) quando utiliza um computador.

 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Não gosto de ti, graças a Deus


Somos todos uns amores, gostamos todos uns dos outros (veja-se as redes sociais!), mas há exceções. Todos nós temos – assumidamente, ou confidencialmente – um grupo de pessoas que detestamos, por este ou aquele motivo ou, mais problemático, sem qualquer motivo aparente, ou seja, porque sim.
Sobre esse não gosto, transcrevo o texto de Vítor Encarnação desta semana no Diário do Alentejo, na sua habitual crónica “Nada mais havendo a acrescentar...”:

Fico feliz por haver pessoas que não gostam de mim, dizia o homem muito empertigado na sua cadeira na esplanada.
Fico obviamente grato com tal distinção e não poderia deixar de agradecer publicamente essa importância negativa que me é dada. Se ouvirem falar mal de mim, isso pode ser um bom sinal, se vos constar que me destratam, isso pode ser um orgulho e uma motivação para eu continuar a ser assim.
Não queiram dar-se bem com toda a gente, não tenham a veleidade de querer ser amigos de todos, isso é um logro, algo está errado quando todos os caminhos vão dar ao mesmo destino.
Nada é mais enganador do que a ilusão de que nos podemos dar bem com todos e fazermos da concordância um princípio de vida, isso não é harmonia, isso é seguidismo.
Não sou mais do que os outros, não me tenho em demasiada conta, mas olhando em volta, ouvindo palavras e vendo atitudes, posso afirmar que é um privilégio muito grande constatar que provoco antipatia e azedume em algumas pessoas. Não me dobram não, que eu não deixo, nunca fui troféu, nunca fui a voz do dono, nunca fui cá de segredos e panelinhas, há até por aí alguns que não se esquecem que nunca me dobraram, esses são os piores, esses não me olvidam nem perdoam, vivessem eles mil vidas, vivesse eu outras mil, a mim é que eles não vergavam.
É para mim uma honra haver pessoas a quem eu causo irritação.”


 

sexta-feira, 27 de julho de 2018

O amor pela maledicência


Confesso, nunca tinha pensado nisto. Sou distraído, assumo.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte. 
“Os portugueses gostam de não gostar. Junte-se um molho deles, e veja-se. Basta começar a dizer mal, de algo ou de alguém.
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
José Lúcio, Juiz Presidente da Comarca de Beja in LN 27/07/2018
Imagem: Google

quarta-feira, 25 de julho de 2018

A Mãe do Ano


Onde ela vai, eles seguem-na. Todos, são “apenas” 76 patinhos!
Uma fêmea de pato em Minnesota, EUA, tem cerca de seis dúzias de patinhos sob seus cuidados, escreve o New York Times na sua edição de ontem. Brent Cizek, fotógrafo amador de vida selvagem, captou estas fotos notáveis numa recente viagem ao Lago Bemidji, a cerca de 240 km a noroeste de Duluth, Minnesota. Depois do primeiro encontro tem lá regressado com frequência para acompanhar o crescimento desta prole.
É um achado extraordinário, afirma Richard O. Prum, ornitólogo da Universidade de Yale. Obviamente que não são todos filhos desta pata, mas é raro ver uma pata com tantos patinhos.
No lago há outros patos e patas, mas só esta é que os patinhos perseguem.
Entre os apaixonados da fotografia de vida selvagem já foi galardoada como “A Mãe do Ano”.
Merecidamente, digo eu.
Imagens: Brent Cizek


 

domingo, 22 de julho de 2018

Salazar na Time


22 julho de 1946, a revista Time dá a capa da sua revista a Salazar. No artigo intitulado “PORTUGAL: How Bad Is the Best?noticia que “Portugal, na passada semana não teve notícias de relevo, aliás, à semelhança dos últimos 20 anos. Salazar, diz, para o bem dos portugueses, suprime e distorce todas as notícias. (…) Passados que são 20 anos de ditadura de Salazar, o decano dos ditadores na Europa, Portugal é uma terra melancólica, de pessoas empobrecidas, confusas e amedrontadas.”
Salazar, obviamente, proibiu a distribuição desta edição da revista em Portugal.

 

sábado, 21 de julho de 2018

Algodão negro


Subscrevendo na integra o editorial de Paulo Barriga no DA de ontem, aliás quase sempre o subscrevo, transcrevo e convido o meu caro leitor a lê-lo comprando o jornal porque serão 0,90 EUR bem empregues.
“… É tudo muito transparente nos diferentes órgãos de soberania, no aparelho do Estado e na res publica em geral até ao momento em que se pretenda passar o algodão para comprovar tanta e tamanha limpidez. Aí, a coisa muda de figura. Embacia. Escurece. …”