Vivo em San Marcos, Texas, mas vivesse eu em Londres, Albergaria dos Fusos, São Paulo ou Katmandu, não poderia estar mais de acordo com o senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa.
Dispensando-me a qualquer trocadilho do “Vasquinho da Anatomia”, transcrevo e subscrevo, com a devida vénia, o post de ontem do senhor Embaixador no seu blogue 2 ou 3 coisas:
«Palermas
Já alguém pensou em lançar uma campanha de civilidade explicando que quem fala ao telemóvel em público, obrigando os outros a ouvirem as suas desinteressantes conversas - para a família, os colegas ou para o diabo que os carregue -, são apenas uns saloios mal-educados, uns energúmenos deslumbrados por um aparelho que acham que lhes dá estatuto, e que, no fundo e apenas, não passam de uns palermas?
Quem por aqui me lê e se acaso assim procede quando está nos cafés e restaurantes, em salas de espera, nas praias, nos comboios e autocarros e em outros locais públicos deve “enfiar a carapuça”, porque isto também é eles, desculpem lá!»
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
sábado, 4 de agosto de 2018
A feira
Sempre
foi um local de convívio e de divertimento, em especial para os mais
pequenos. Antigamente para as crianças a feira era uma espécie de
PS4 por umas horas! Uma voltinha no carrossel, nos aviões ou carro de choques era um êxtase! Por vezes, muitas, a criança
tinha que se contentar em ver os outros andar, porque o dinheiro para
mais não dava. A peregrinação à feira fechava, quase sempre, com
chave de ouro - a ida ao circo!
Hoje
são poucas as feiras que resistem no distrito de Beja e no concelho
desapareceram. Minto, há uma! A Feira da Conversa!
De
17 a 19 de agosto poderá e deverá visitá-la na Salvada. Já não
tem circo nem carrossel, mas tem tasquinhas, produtos regionais e,
mais importante que tudo, a possibilidade de trocar dois dedos de
conversa com um amigo, conhecido ou desconhecido, já que
hospitalidade é coisa que não falta na Salvada.
A
Feira da Conversa espera por si e os salvadenses agradecem a sua
visita.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Uma ponte é para unir
Sempre!
Seja o que for, margens,
ideias, pessoas.
Esta que aqui apresento, é
uma ponte longe de mais, para nós europeus.
É uma ponte dourada, apoiada
em duas rochas moldadas em forma de mão, foi inaugurada esta
quarta-feira em Da Nang, no Vietname. Centenas de turistas já
visitaram a obra, que oferece uma vista sobre a zona montanhosa do
centro da cidade. A estrutura, com mais de 150 metros de comprimento
e 1.400 metros de altura, tem como base as "mãos dos deuses".
É, sem dúvida, uma vista e
visita deslumbrante… Para quem lá poder ir.
Fotos: Nguyen Huy Kham /
Reuters
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Não gosto de ti, graças a Deus
Somos
todos uns amores, gostamos todos uns dos outros (veja-se as redes
sociais!), mas há exceções. Todos nós temos – assumidamente, ou
confidencialmente – um grupo de pessoas que detestamos, por este ou
aquele motivo ou, mais problemático, sem qualquer motivo aparente,
ou seja, porque sim.
Sobre
esse não gosto, transcrevo o texto de Vítor Encarnação desta
semana no Diário do Alentejo, na sua habitual crónica “Nada mais
havendo a acrescentar...”:
“Fico
feliz por haver pessoas que não gostam de mim, dizia o homem muito
empertigado na sua cadeira na esplanada.
Fico
obviamente grato com tal distinção e não poderia deixar de
agradecer publicamente essa importância negativa que me é dada. Se
ouvirem falar mal de mim, isso pode ser um bom sinal, se vos constar
que me destratam, isso pode ser um orgulho e uma motivação para eu
continuar a ser assim.
Não
queiram dar-se bem com toda a gente, não tenham a veleidade de
querer ser amigos de todos, isso é um logro, algo está errado
quando todos os caminhos vão dar ao mesmo destino.
Nada
é mais enganador do que a ilusão de que nos podemos dar bem com
todos e fazermos da concordância um princípio de vida, isso não é
harmonia, isso é seguidismo.
Não
sou mais do que os outros, não me tenho em demasiada conta, mas
olhando em volta, ouvindo palavras e vendo atitudes, posso afirmar
que é um privilégio muito grande constatar que provoco antipatia e
azedume em algumas pessoas. Não me dobram não, que eu não deixo,
nunca fui troféu, nunca fui a voz do dono, nunca fui cá de segredos
e panelinhas, há até por aí alguns que não se esquecem que nunca
me dobraram, esses são os piores, esses não me olvidam nem perdoam,
vivessem eles mil vidas, vivesse eu outras mil, a mim é que eles não
vergavam.
É
para mim uma honra haver pessoas a quem eu causo irritação.”
sexta-feira, 27 de julho de 2018
O amor pela maledicência
Confesso, nunca tinha pensado nisto. Sou distraído, assumo.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte.
“Os portugueses gostam de não gostar. Junte-se um molho deles, e veja-se. Basta começar a dizer mal, de algo ou de alguém.
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
José
Lúcio, Juiz Presidente da Comarca de Beja in LN 27/07/2018
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|
Imagem:
Google
|
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A Mãe do Ano
Onde ela vai, eles
seguem-na. Todos, são “apenas” 76 patinhos!
Uma fêmea de pato em
Minnesota, EUA, tem cerca de seis dúzias de patinhos sob seus
cuidados, escreve o New York Times na sua edição de ontem. Brent
Cizek, fotógrafo amador de vida selvagem, captou estas fotos
notáveis numa recente viagem ao Lago Bemidji, a cerca de 240 km a
noroeste de Duluth, Minnesota. Depois do primeiro encontro tem lá
regressado com frequência para acompanhar o crescimento desta prole.
É um achado
extraordinário, afirma Richard O. Prum, ornitólogo da Universidade
de Yale. Obviamente que não são todos filhos desta pata, mas é
raro ver uma pata com tantos patinhos.
No lago há outros
patos e patas, mas só esta é que os patinhos perseguem.
Entre os apaixonados da
fotografia de vida selvagem já foi galardoada como “A Mãe do
Ano”.
Merecidamente, digo eu.
Imagens: Brent Cizek
domingo, 22 de julho de 2018
Salazar na Time
22
julho de 1946, a revista Time dá a capa da sua revista a Salazar. No
artigo intitulado “PORTUGAL:
How Bad Is the Best?” noticia
que “Portugal, na passada semana não teve notícias de relevo,
aliás, à semelhança dos últimos 20 anos. Salazar, diz, para o bem
dos portugueses, suprime e distorce todas as notícias. (…)
Passados que são 20 anos de ditadura de Salazar, o decano dos
ditadores na Europa, Portugal é uma terra melancólica, de pessoas
empobrecidas, confusas e amedrontadas.”
Salazar,
obviamente, proibiu a distribuição desta edição da revista em
Portugal.
sábado, 21 de julho de 2018
Algodão negro
Subscrevendo
na integra o editorial de Paulo Barriga no DA de ontem, aliás quase
sempre o subscrevo, transcrevo e convido o meu caro leitor a lê-lo
comprando o jornal porque serão 0,90 EUR bem empregues.
“…
É tudo muito transparente nos
diferentes órgãos de soberania, no aparelho do Estado e na res
publica em geral até ao momento
em que se pretenda passar o algodão para comprovar tanta e tamanha
limpidez. Aí, a coisa muda de figura. Embacia. Escurece. …”
sábado, 14 de julho de 2018
O Calvário
É
este o termo mais “soft” de quem tem que percorrer a estrada
nacional nº 391 entre Salvada e Quintos, quer para visitar uma
destas localidades quer para se deslocar de ou para Serpa utilizando
o caminho de terra batida entre o Monte dos Pisões e a ponte do
Guadiana.
Há
meses fui informado deste purgatório, confesso, achei exagerado.
Hoje
visitei Quintos.
Envergonhei-me.
Envergonhei-me de ter achado exagerado o que me disseram sobre o mau
piso desta estrada nacional. Envergonho-me de viver num centro urbano
cheio de autoestradas e vias rápidas e outros (Salvada, Quintos,
etc.) serem tratados como enjeitados.
Sobre
esta calamidade de via foi há muitas semanas questionada a empresa
Infraestruturas de Portugal (responsável pela manutenção e
conservação desta via de trânsito). Resposta obtida, zero.
Não
sei se as autarquias locais (junta de freguesia e município) já
questionaram a empresa Infraestruturas de Portugal, mas, mesmo que o
tenham feito, já poderiam ter minimizado o sofrimento de quem
diariamente utiliza esta estrada tapando os buracos e retirando o
enorme amontado de pedras que se encontram junto aos ditos buracos.
Seria
um serviço público útil, à falta de vergonha de quem tem esse
dever e obrigação.
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