O
erro informático é a coisa que mais assusta um leigo (com o eu)
quando utiliza um computador.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Não gosto de ti, graças a Deus
Somos
todos uns amores, gostamos todos uns dos outros (veja-se as redes
sociais!), mas há exceções. Todos nós temos – assumidamente, ou
confidencialmente – um grupo de pessoas que detestamos, por este ou
aquele motivo ou, mais problemático, sem qualquer motivo aparente,
ou seja, porque sim.
Sobre
esse não gosto, transcrevo o texto de Vítor Encarnação desta
semana no Diário do Alentejo, na sua habitual crónica “Nada mais
havendo a acrescentar...”:
“Fico
feliz por haver pessoas que não gostam de mim, dizia o homem muito
empertigado na sua cadeira na esplanada.
Fico
obviamente grato com tal distinção e não poderia deixar de
agradecer publicamente essa importância negativa que me é dada. Se
ouvirem falar mal de mim, isso pode ser um bom sinal, se vos constar
que me destratam, isso pode ser um orgulho e uma motivação para eu
continuar a ser assim.
Não
queiram dar-se bem com toda a gente, não tenham a veleidade de
querer ser amigos de todos, isso é um logro, algo está errado
quando todos os caminhos vão dar ao mesmo destino.
Nada
é mais enganador do que a ilusão de que nos podemos dar bem com
todos e fazermos da concordância um princípio de vida, isso não é
harmonia, isso é seguidismo.
Não
sou mais do que os outros, não me tenho em demasiada conta, mas
olhando em volta, ouvindo palavras e vendo atitudes, posso afirmar
que é um privilégio muito grande constatar que provoco antipatia e
azedume em algumas pessoas. Não me dobram não, que eu não deixo,
nunca fui troféu, nunca fui a voz do dono, nunca fui cá de segredos
e panelinhas, há até por aí alguns que não se esquecem que nunca
me dobraram, esses são os piores, esses não me olvidam nem perdoam,
vivessem eles mil vidas, vivesse eu outras mil, a mim é que eles não
vergavam.
É
para mim uma honra haver pessoas a quem eu causo irritação.”
sexta-feira, 27 de julho de 2018
O amor pela maledicência
Confesso, nunca tinha pensado nisto. Sou distraído, assumo.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte.
Concordo e subscrevo o artigo de opinião do juiz desembargador José Lúcio no Lidador Notícias, que transcrevo parte.
“Os portugueses gostam de não gostar. Junte-se um molho deles, e veja-se. Basta começar a dizer mal, de algo ou de alguém.
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
Não há nada melhor para o convívio, nem petisco mais apreciado. As conversas logo se animam, numa cumplicidade subitamente desperta.
E nesse exercício solidário se descobrem afinidades, se alegra a festa, num sentimento comum. Qualquer grupo conhece esse sabor incomparável, a fraternidade calorosa da má língua. Desvanecem-se tensões e animosidades, descontraem as hostes, irmanam-se os espíritos.
Faça-se também a experiência oposta. Um dos convivas, desprevenido e ingénuo, que tente intervir para emitir elogios ou exprimir agrado. Nem interessa a que propósito ou despropósito. Não duvidem que a intervenção vai provocar logo uns esgares de estranheza e incómodo. Logo tinha que aparecer um a estragar o ambiente. Baixa a temperatura, as almas esfriam. Estava tudo tão bem, assim é que não tem graça.
(…) Uma outra manifestação do mesmo fenómeno trouxe-nos o engraçadismo que se tornou dominante nos grandes meios de comunicação social. Não se pode falar de nada, por mais sério e dramático que seja, sem condimentar a prosa com uma graçola ou alarvidade qualquer. Alarvidade ou ordinarice, que as fronteiras esbatem-se no esforço preocupado e artificial para ser engraçado a todo o custo. (…)”
José
Lúcio, Juiz Presidente da Comarca de Beja in LN 27/07/2018
![]() |
|
Imagem:
Google
|
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A Mãe do Ano
Onde ela vai, eles
seguem-na. Todos, são “apenas” 76 patinhos!
Uma fêmea de pato em
Minnesota, EUA, tem cerca de seis dúzias de patinhos sob seus
cuidados, escreve o New York Times na sua edição de ontem. Brent
Cizek, fotógrafo amador de vida selvagem, captou estas fotos
notáveis numa recente viagem ao Lago Bemidji, a cerca de 240 km a
noroeste de Duluth, Minnesota. Depois do primeiro encontro tem lá
regressado com frequência para acompanhar o crescimento desta prole.
É um achado
extraordinário, afirma Richard O. Prum, ornitólogo da Universidade
de Yale. Obviamente que não são todos filhos desta pata, mas é
raro ver uma pata com tantos patinhos.
No lago há outros
patos e patas, mas só esta é que os patinhos perseguem.
Entre os apaixonados da
fotografia de vida selvagem já foi galardoada como “A Mãe do
Ano”.
Merecidamente, digo eu.
Imagens: Brent Cizek
domingo, 22 de julho de 2018
Salazar na Time
22
julho de 1946, a revista Time dá a capa da sua revista a Salazar. No
artigo intitulado “PORTUGAL:
How Bad Is the Best?” noticia
que “Portugal, na passada semana não teve notícias de relevo,
aliás, à semelhança dos últimos 20 anos. Salazar, diz, para o bem
dos portugueses, suprime e distorce todas as notícias. (…)
Passados que são 20 anos de ditadura de Salazar, o decano dos
ditadores na Europa, Portugal é uma terra melancólica, de pessoas
empobrecidas, confusas e amedrontadas.”
Salazar,
obviamente, proibiu a distribuição desta edição da revista em
Portugal.
sábado, 21 de julho de 2018
Algodão negro
Subscrevendo
na integra o editorial de Paulo Barriga no DA de ontem, aliás quase
sempre o subscrevo, transcrevo e convido o meu caro leitor a lê-lo
comprando o jornal porque serão 0,90 EUR bem empregues.
“…
É tudo muito transparente nos
diferentes órgãos de soberania, no aparelho do Estado e na res
publica em geral até ao momento
em que se pretenda passar o algodão para comprovar tanta e tamanha
limpidez. Aí, a coisa muda de figura. Embacia. Escurece. …”
sábado, 14 de julho de 2018
O Calvário
É
este o termo mais “soft” de quem tem que percorrer a estrada
nacional nº 391 entre Salvada e Quintos, quer para visitar uma
destas localidades quer para se deslocar de ou para Serpa utilizando
o caminho de terra batida entre o Monte dos Pisões e a ponte do
Guadiana.
Há
meses fui informado deste purgatório, confesso, achei exagerado.
Hoje
visitei Quintos.
Envergonhei-me.
Envergonhei-me de ter achado exagerado o que me disseram sobre o mau
piso desta estrada nacional. Envergonho-me de viver num centro urbano
cheio de autoestradas e vias rápidas e outros (Salvada, Quintos,
etc.) serem tratados como enjeitados.
Sobre
esta calamidade de via foi há muitas semanas questionada a empresa
Infraestruturas de Portugal (responsável pela manutenção e
conservação desta via de trânsito). Resposta obtida, zero.
Não
sei se as autarquias locais (junta de freguesia e município) já
questionaram a empresa Infraestruturas de Portugal, mas, mesmo que o
tenham feito, já poderiam ter minimizado o sofrimento de quem
diariamente utiliza esta estrada tapando os buracos e retirando o
enorme amontado de pedras que se encontram junto aos ditos buracos.
Seria
um serviço público útil, à falta de vergonha de quem tem esse
dever e obrigação.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Depressivo eu?! Jamais!
Depressão, o que
é?
«A depressão é
uma perturbação mental, mais concretamente uma perturbação do
humor, que afeta tanto o cérebro como o corpo. No entanto, é
importante lembrar que a depressão tem tratamento.»
O mais grave na
depressão é que ela é invisível ao seu portador e, pior que isso,
quando se apercebe deste estágio tenta camuflá-la a quem o rodeia.
Sobre este
assunto cada vez mais atual, transcrevo parte do artigo/entrevista de
Ana Pimental in Observador à Doutora Alison Darcy que poderá ler
aqui.
«Não sei onde
está a ler este email, mas se desviar os olhos do ecrã durante dois
segundos e olhar à sua volta, atente nisto: uma em cada quatro
pessoas que o rodeiam está a sofrer, já sofreu ou há-de vir a
sofrer
com uma depressão. Se lhe perguntar se está tudo bem, o mais
provável é que responda: “Claro que sim e contigo?”. Se for à
sua página de Facebook, Instagram, Twitter ou blogue, vai estar tudo
melhor ainda: não faltará sentido de humor apurado sobre os mais
diversos tópicos e polémicas, nem as fotografias em eventos e
sítios de fazer inveja a todo e qualquer comum mortal que nunca tem
tempo para nada.
O tema não é
novo. A pressão
das redes sociais e a epidemia
da solidão digital vieram enaltecer um estigma que é antigo e
que todos nós conhecemos relativamente bem: que a depressão é
coisa de “fracos” e que a ansiedade
“está toda na nossa cabeça”. Quantas vezes já ouviu alguém
dizer que “as tristezas não pagam dívidas”? Mas
pagam: não há dívida mais prejudicial ao nosso bem-estar do
que a emocional.
Alison Darcy
conhece bem esta realidade: doutorada e investigadora em psicologia
clínica na Universidade de Stanford, nos EUA, depois de ter
trabalhado com pessoas que estavam mentalmente muito doentes,
percebeu que quanto mais cedo chegasse a elas, melhor. E
com um sistema de inteligência artificial que se socorre de táticas
da psicologia cognitiva comportamental decidiu ajudar quem está
emocionalmente mais vulnerável. Foi assim que nasceu o Woebot,
um robô amarelo que tem pouco mais de um ano, com quem qualquer
pessoa pode trocar mensagens (em inglês) sobre o seu estado de
espírito.
A ideia não é a
de substituir ajuda profissional, disse-me Alison, é a de encorajar
a partilha entre humanos. Um sistema de inteligência artificial bem
humorado pode ser bom para afastar um pensamento negativo, mas nunca
substituirá aquilo que no fim do dia realmente interessa: quem
esteve lá, quem perguntou, quem nos ouviu, quem nos abraçou e quem
se lembrou.
Todos nós temos
o nosso pequeno exército amarelo a quem recorrer. Usem o vosso, por
favor ☺ Até terça!»
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
IGen | Geração i
Os
adolescentes de hoje já não são como os de outrora. Saem menos,
embebedam-se pouco e não se sentem tão obrigados como os seus
antecessores a passar pelo rito iniciático das drogas.
São
para qualquer pai os filhos perfeitos a não ser um pequeno detalhe:
os adolescentes de hoje dizem ter mais dificuldade para fazer amigos.
Segundo
a professora de psicologia Jean Twenge o principal suspeito desta
mudança radical é o telefone inteligente (smartphone), para o bem e
para o mal.
É
uma tese defendida no último livro desta psicóloga americana e que
bastante polémica tem causado. No entanto, e segundo a Organização
Mundial de Saúde, o consumo de álcool e drogas entre os
adolescentes tem descido bastante nos países desenvolvidos. Segundo
o El País os dados referentes a Espanha indicam que os jovens que
consumiam álcool todas as semanas passou de 15,9% em 2002 para 6,5%
em 2014; no mesmo período os adolescentes espanhóis que dizem ter
fumado canábis reduziu mais de 10 pontos percentuais.
Segundo
o estudo de PISA (Programme for International Student Assessment)
entre 2003 e 2015 todos os países da OCDE, exceto a Coreia do Sul,
registaram uma diminuição de percentagem de adolescentes que dizem
fazer amigos com facilidade no ensino secundário.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Trocar o certo pelo incerto
Não está ao
alcance de todos, apenas os melhores têm essa audácia. A Joana
Gomes é uma Pessoa dessas. Bem haja!
Vendo esta tarde o
programa 70x7 da RTP2 fiquei deslumbrado com o depoimento e entrega a
uma causa nobre desta jesuíta Joana Gomes.
Não se é bom
porque se quer, é-se bom porque merecemos, a Joana é excelente!
Há mais Joanas,
infelizmente muito menos que as necessárias.
Para quem poder
recomendo que vejam o programa da RTP2 70x7 da hoje, ou, em
alternativa, acompanhem a página no facebook
https://www.facebook.com/trocarocertopeloincerto/
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