terça-feira, 4 de abril de 2017

O encanto da sereia


A sereia sempre encantou o homem, pelo menos em sonhos (ou pesadelos!).
A sereia da imagem (não duvido que possa encantar alguns homens) mas a sua missão é encantar as crianças que diariamente visitam o Aquário de Virgínia, EUA.


Foto: Steve Helber | AP

sábado, 1 de abril de 2017

O Pardal


Diz-se em Quintos (não sei se apenas em Quintos) que o pardal gosta da companhia dos humanos. Nos montes habitados há pardais, quando esses montes ficam desabitados os pardais também emigram. Diz-se.
Ontem, escrevia no Diário do Alentejo Vítor Encarnação na sua coluna “nada mais havendo a acrescentar...” o texto que transcrevo e subscrevo, apetecendo-se dizer, passe a imodéstia, “também sou Pardal” ou, como hoje virou moda “Je Suis Pardal”.
«Gosto de pardais. Os pardais são o proletariado dos pássaros. Na hierarquia dos pássaros, os pardais ficam na base, são a classe mais baixa. Abaixo deles não há mais nada.
Se os pardais tivessem nome, teriam nomes curtos e comuns e seriam mais conhecidos pelas alcunhas.
Os pardais são o povo e por isso não voam muito alto. Contentam-se com pequenos voos, vão ali a um bocadinho do céu e voltam felizes. Gosto de pardais porque eles não abalam quando faz frio, ficam, aceitam o vento e a falta de sementes e borboletas, acatam a míngua dos campos, buscam migalhas, assumem que há invernos e que depois haverá primaveras e com elas virão rouxinóis e pintassilgos e outros pássaros coloridos e de belas plumagens.
Há quem goste mais destes, eu prefiro os pardais.
Se os pardais tivessem boca, bebiam vinho tinto, comiam petiscos, cantavam em grupos corais, cantavam fado, traduziam filosofias para décimas de baldão e rimas de despique, diziam mentiras e verdades, falavam de bola, gritavam e beijavam.
Se os pardais soubessem o que é o tempo, escreviam poemas sobre a saudade, a esperança, a paixão e a morte.
Se os pardais tivessem dedos, abriam as gaiolas e soltavam todos os pássaros coloridos.
Os pardais são os pássaros mais parecidos com a nossa vida: uma inquietação coberta de penas.»


quinta-feira, 30 de março de 2017

Ai Alentejo, Alentejo...


O Alentejo já não é o que era, rendeu-se às novas "tecnologias" agrárias.
Quintos, porque inserido em pleno Baixo Alentejo, também não foge à regra.
A cultura do trigo, cevada, aveia, grão e, até mesmo girassol, é extremamente difícil de vislumbrar. A paisagem alentejana está repleta de olival de cultivo/produção superintensivo. O lucro é rápido e muito, os malefícios a médio e longo prazo não são poucos, mas, isso que importa?! Quem está mal, mude-se...
Alqueva - a barragem - arrisca-se a transformar, paradoxalmente, o Alentejo num deserto num futuro não muito longínquo, mas, repetindo uma vez mais, quem está mal, mude-se. O que interessa é o presente, e no presente, quem não tem terra aluga-a com contratos a 20 ou 25 anos e enche-a de oliveiras. É o que está a dar… Em Quintos e não só.
Há resistentes a este tipo de cultivo, poucos mas há. No entanto, uma parte significativa destes resistentes opta por um tipo cultivo que nada tem a ver (ou não tinha) com o Alentejo, plantam pinheiros... enfim.
Nos últimos dois ou três anos optaram (em Quintos) por uma outra modernice, a colza. Dá um colorido bonito à paisagem alentejana em contraste com o verde da erva ou o castanho da terra arada. Mas é apenas isso, beleza visual.
Foto: campo de colza em flor | Luísa Maria in facebook

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Homenagem em vida


Elogiar alguém após a sua morte é – por vezes – auto-elogio, ou seja, o morto é secundário, o que interessa é que as pessoas nos oiçam (e elogiem o nosso elogio).

Há uma pessoa que nos merece – SEMPRE! - o maior dos elogios enquanto viva, por vezes e por alguns tão maltratada que é, é a nossa Mãe. Foi ao longo da nossa vida o bordão que nos amparou e, um dia mais tarde, quando precisou ela de amparo, depositámo-la num depósito de velhos. Arquivámo-la.

Sobre este Ser que nos gerou, escreve Luís Covas Lima no seu artigo de opinião no Diário do Alentejo desta semana, do qual aqui deixo um pequeno excerto:

«Quero que ela me leia em vida (porque, regra geral, as homenagens são, quase sempre, póstumas), quero que ela saiba quanto a admiro e pode ser que, de permeio, todos nos lembremos de que a mulher de quem falo existe também na vida de todos nós. (…) A mulher de quem vos falo e que existe também na vida de todos vós é, claro, a minha mãe! Espero que, de permeio, todos sejamos capazes de render homenagem às nossas mães. Obrigado, mãe.»

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Novas Tecnologias


Mais palavras para quê?!

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O namoro


A próxima terça-feira 14 é um dia especial, é dia dos namorados. É o dia em que se fazem juras de amor eterno, mesmo que – por vezes – com os dedos cruzados atrás das costas.
A chama do amor deve permanecer viva ao longo da vida, por uma questão de sanidade mental, mesmo que algumas vezes – mais do que as desejáveis – essa chama tremelique, mas nunca se deve apagar. E, se se apagar, devemos reacendê-la rapidamente.
Sobre o namoro, transcrevo um excerto do artigo de Ana Dias Ferreira in Observador 09-02-2017:
«Não sei o que é mais difícil: começar uma relação ou mantê-la. No primeiro caso fala-se muito daquela fase romântica das borboletas na barriga e do frio no estômago, mas a verdade é que também se passa muito tempo às escuras e com vontade de atirar o telemóvel contra a parede (sobretudo quando se está à espera de uma mensagem e ele permanece mais silencioso do que um retiro budista). No segundo dá-se o inevitável mergulho na rotina, no hálito da manhã e na estabilidade. As borboletas vão voar para outro lado, assim como as cerimónias e as defesas. Às vezes descobre-se outra pessoa, às vezes deixa-se de a ver.»
Repetindo o que aqui escrevi há dois anos “no dia dos namorados ofereça aquilo que, não apenas devemos, mas temos a obrigação de dar: amor, carinho, compreensão e ternura, muita ternura!”.
Namore, hoje e sempre e seja muito feliz!



domingo, 5 de fevereiro de 2017

Sem Palavras


Há imagens que valem por mil palavras, diz-se.
Esta, deixa-me sem palavras.
Bravo!
Foto: retirada do pplware, desconheço a origem

 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Theresa May, A Povoadora


Nós também já tivemos um político defensor destes ideais, mas foi há uns tempos atrás, mais precisamente entre 1185 e 1211. Reinou nesse tempo em Portugal D. Sancho I (1154-1211) cujo cognome era O Povoador.
Ontem, Theresa May anunciou um plano que irá criar 17 novas vilas e aldeias no interior de Inglaterra com o objetivo de promover o desenvolvimento e impulsionar as economias locais (do interior).
A ideia é criar novas cidades em vez de desenvolver as periferias dos grandes centros urbanos existentes. A meta é chegar a um milhão de novas casas até 2020.
Adorava ver um povoador deste calibre em Portugal, mas os nossos povoadores adoram povoar os grandes centros urbanos em detrimento do interior.
Gostos… Ou talvez não.
Imagem: retirada de O Cais da Memória




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Show-off


Quando se termina uma missão todos gostamos de ser lembrados pela positiva, partindo do princípio que não somos masoquistas.
Há quem – porque a nossa mente é traiçoeira e recorda melhor o passado recente que o outro – aplique o seu melhor na fase final da sua missão para melhor ser recordado. Técnicas…
A administração de Barack Obama é masoquista. Muito masoquista. “Lembrou-se” agora de criticar o estado de Israel sobre os colonatos, como se essa política expansionista israelita fosse recente. Por onde tem andado John Kerry neste últimos anos?
Show-off triste, como me disse um amigo e colega da U. Texas, acérrimo partidário democrata.
Para não falar neste folclórico episódio da expulsão de russos.
Barack Obama merecia uma saída da presidência mais honrosa.

 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pearl Harbor


75 anos depois do ataque a Pearl Harbor, um primeiro-ministro japonês visitou o local. Por todos aqueles que perderam a vida naquele fatídico dia apresentou as suas condolências. “Nunca mais devemos repetir os horrores da guerra” adiantou ainda Shinzo Abe, sem apresentar, como já se sabia, desculpas pelo ataque.
Sobre o apresentar ou não desculpas ficou-me esta frase “O Japão não tem nada que apresentar desculpas. Eles fizeram o que acharam que deveriam fazer, nós fizemos o que achámos que deveríamos fazer, nada mais do que isso. Estávamos em guerra.” Quem disse? Um sobrevivente desse ataque e veterano de guerra norte-americano.
Por vezes recebemos lições de onde menos se espera. Esta, deste sobrevivente, é uma grande lição.

Foto: Dennis Oda in New York Times