Mais palavras para
quê?!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
O namoro
A
próxima terça-feira 14 é um dia especial, é dia dos namorados. É
o dia em que se fazem juras de amor eterno, mesmo que – por vezes –
com os dedos cruzados atrás das costas.
A
chama do amor deve permanecer viva ao longo da vida, por uma questão
de sanidade mental, mesmo que algumas vezes – mais do que as
desejáveis – essa chama tremelique, mas nunca se deve apagar. E,
se se apagar, devemos reacendê-la rapidamente.
Sobre
o namoro, transcrevo um excerto do artigo de Ana Dias Ferreira in
Observador 09-02-2017:
«Não
sei o que é mais difícil: começar uma relação ou mantê-la. No
primeiro caso fala-se muito daquela fase romântica das borboletas na
barriga e do frio no estômago, mas a verdade é que também se passa
muito tempo às escuras e com vontade de atirar o telemóvel contra a
parede (sobretudo quando se está à espera de uma mensagem e ele
permanece mais silencioso do que um retiro budista). No segundo dá-se
o inevitável mergulho na rotina, no hálito da manhã e na
estabilidade. As borboletas vão voar para outro lado, assim como as
cerimónias e as defesas. Às vezes descobre-se outra pessoa, às
vezes deixa-se de a ver.»
Repetindo
o que aqui escrevi há dois anos “… no dia dos
namorados ofereça aquilo que, não apenas devemos, mas temos a
obrigação de dar: amor, carinho, compreensão e ternura, muita
ternura!”.
Namore,
hoje e sempre e seja muito feliz!
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Sem Palavras
Há imagens que
valem por mil palavras, diz-se.
Esta, deixa-me sem
palavras.
Bravo!
Foto: retirada do
pplware, desconheço a origem
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Theresa May, A Povoadora
Nós
também já tivemos um político defensor destes ideais, mas foi há
uns tempos atrás, mais precisamente entre 1185 e 1211. Reinou nesse
tempo em Portugal D. Sancho I (1154-1211) cujo cognome era O
Povoador.
Ontem,
Theresa May anunciou um plano que irá criar 17 novas vilas e aldeias
no interior de Inglaterra com o objetivo de promover o
desenvolvimento e impulsionar as economias locais (do interior).
A
ideia é criar novas cidades em vez de desenvolver as periferias dos
grandes centros urbanos existentes. A meta é chegar a um milhão de
novas casas até 2020.
Adorava
ver um povoador deste calibre em Portugal, mas os nossos povoadores
adoram povoar os grandes centros urbanos em detrimento do interior.
Gostos…
Ou talvez não.
Imagem:
retirada de O Cais da Memória
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Show-off
Quando
se termina uma missão todos gostamos de ser lembrados pela positiva,
partindo do princípio que não somos masoquistas.
Há
quem – porque a nossa mente é traiçoeira e recorda melhor o
passado recente que o outro – aplique o seu melhor na fase final da
sua missão para melhor ser recordado. Técnicas…
A
administração de Barack Obama é masoquista. Muito masoquista.
“Lembrou-se” agora de criticar o estado de Israel sobre
os colonatos, como se essa política expansionista israelita fosse
recente. Por onde tem andado John Kerry neste últimos anos?
Show-off
triste,
como
me
disse
um amigo e colega da
U. Texas, acérrimo partidário democrata.
Para
não falar neste folclórico episódio da expulsão de russos.
Barack
Obama merecia uma saída da presidência mais honrosa.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Pearl Harbor
75
anos depois do ataque a Pearl Harbor, um primeiro-ministro japonês
visitou o local. Por todos aqueles que perderam a vida naquele
fatídico dia apresentou as suas condolências. “Nunca mais devemos
repetir os horrores da guerra” adiantou ainda Shinzo Abe, sem
apresentar, como já se sabia, desculpas pelo ataque.
Sobre
o apresentar ou não desculpas ficou-me esta frase “O Japão não
tem nada que apresentar desculpas. Eles fizeram o que acharam que
deveriam fazer, nós fizemos o que achámos que deveríamos fazer,
nada mais do que isso. Estávamos em guerra.” Quem disse? Um
sobrevivente desse ataque e veterano de guerra norte-americano.
Por
vezes recebemos lições de onde menos se espera. Esta, deste
sobrevivente, é uma grande lição.
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Foto:
Dennis Oda in New York Times
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Poder local
É sem dúvida o poder que se encontra mais próximo do povo. Foi o poder local - em especial nas regiões do interior onde tudo faltava - quem mais fez em prol das populações que viviam em autêntica miséria. Não podemos esquecer que muitos não tinham qualquer tipo de saneamento básico, água canalizada, arruamentos, e até mesmo eletricidade.
Transcrevo e subscrevo o que publica José Raúl dos Santos, antigo presidente do município de Ourique, no Diário do Alentejo na passada sexta-feira:
«(...) Quarenta anos depois, o poder local transformou e fez crescer aldeias, vilas e cidades, por esse país fora. Muita coisa mudou. E mudou, quase sempre, para melhor. Erros? Só não erra quem não faz. De norte a sul construíram-se equipamentos de lazer, de cultura e de desporto. Construíram-se bairros, estradas, saneamentos básicos, eletrificação em populações afastadas mas, acima de tudo, corrigiram-se problemas sociais. Corrigiram-se injustiças e conquistaram-se direitos. (...)
Ser autarca é a forma mais bela de se fazer política. O poder local é a génese da política e a forma mais digna de servir as pessoas. Poder ajudar os seus concidadãos a vencer as vicissitudes da vida e saber planear uma estratégia de crescimento para a terra que nos viu nascer é muitíssimo gratificante e um enorme desafio.
Defendo, e sempre defendi, que os municípios do interior devem ter, acima de tudo, uma preocupação social. As pessoas são, sempre, o mais importante. Satisfazer as necessidades primárias é uma obrigação, a criação de infraestruturas e o incentivo ao crescimento económico um dever. Ontem e hoje as pessoas precisam de ganhar a vida, precisam de um emprego, de um sustento. Ontem e hoje precisamos de criar riqueza e forma de fixar as populações, designadamente as mais jovens. Caso contrário a sangria da juventude nunca irá estancar.(...)
A desertificação do interior, o envelhecimento da população e a fraca natalidade são os grandes problemas e desafios do poder local, em particular dos concelhos do Baixo Alentejo.
O desemprego, o agravamento das dificuldades das famílias e o combate à exclusão social são carrascos que nos perseguem. Graças a Deus existe o poder local e instituições como as misericórdias que combatem este flagelo.
Ao celebrar 40 anos do poder local democrático saúdo homens e mulheres que, no passado e no presente, desempenharam ou desempenham cargos nas autarquias locais e que, com o seu trabalho, contribuíram ou contribuem com empenho e dedicação para o desenvolvimento dos seus concelhos, das suas cidades e das suas freguesias.»
Imagem: Logo do Município de Marinha Grande
Transcrevo e subscrevo o que publica José Raúl dos Santos, antigo presidente do município de Ourique, no Diário do Alentejo na passada sexta-feira:
«(...) Quarenta anos depois, o poder local transformou e fez crescer aldeias, vilas e cidades, por esse país fora. Muita coisa mudou. E mudou, quase sempre, para melhor. Erros? Só não erra quem não faz. De norte a sul construíram-se equipamentos de lazer, de cultura e de desporto. Construíram-se bairros, estradas, saneamentos básicos, eletrificação em populações afastadas mas, acima de tudo, corrigiram-se problemas sociais. Corrigiram-se injustiças e conquistaram-se direitos. (...)
Ser autarca é a forma mais bela de se fazer política. O poder local é a génese da política e a forma mais digna de servir as pessoas. Poder ajudar os seus concidadãos a vencer as vicissitudes da vida e saber planear uma estratégia de crescimento para a terra que nos viu nascer é muitíssimo gratificante e um enorme desafio.
Defendo, e sempre defendi, que os municípios do interior devem ter, acima de tudo, uma preocupação social. As pessoas são, sempre, o mais importante. Satisfazer as necessidades primárias é uma obrigação, a criação de infraestruturas e o incentivo ao crescimento económico um dever. Ontem e hoje as pessoas precisam de ganhar a vida, precisam de um emprego, de um sustento. Ontem e hoje precisamos de criar riqueza e forma de fixar as populações, designadamente as mais jovens. Caso contrário a sangria da juventude nunca irá estancar.(...)
A desertificação do interior, o envelhecimento da população e a fraca natalidade são os grandes problemas e desafios do poder local, em particular dos concelhos do Baixo Alentejo.
O desemprego, o agravamento das dificuldades das famílias e o combate à exclusão social são carrascos que nos perseguem. Graças a Deus existe o poder local e instituições como as misericórdias que combatem este flagelo.
Ao celebrar 40 anos do poder local democrático saúdo homens e mulheres que, no passado e no presente, desempenharam ou desempenham cargos nas autarquias locais e que, com o seu trabalho, contribuíram ou contribuem com empenho e dedicação para o desenvolvimento dos seus concelhos, das suas cidades e das suas freguesias.»
Imagem: Logo do Município de Marinha Grande
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Velho, o intruso
A velhice é um estágio da vida - o último - que todos nós, os que não partem antes, atingimos.
É também o momento em que nos tornamos empecilhos, nos tornamos "a mais" salvo a nossa parca reforma que é sempre bem-vinda a quem nos faz o favor de aturar.
Os mais novos questionam sempre por que carga de água os velhos não desaparecem mais cedo, quando deixam de ter utilidade. Esquecem-se ou desconhecem que também chegarão a velhos, um dia...
Há civilizações (algumas orientais, por exemplo) para quem os velhos são sinónimo de sabedoria, e como tal, respeitados; por cá são sinónimo de decrepitude.
Com a devida vénia, transcrevemos o post do Prof. A. Galopim de Carvalho no blogue De Rerum Natura:
«Mais do que a morte, assusta-me a solidão do velhos
Este flash de fim de vida, intensamente estampado nesta fotografia de Jorge Vieira [(?) esta foto é de Tony Luciani], cala bem no fundo da nossa sensibilidade, não pela sombra do companheiro que partiu, já liberto e descansado das dores do corpo e da alma, mas pela irreversível solidão da que ainda espera pelo começo dessa viagem.
Tudo dói na crueza desta imagem.
É a expressão no rosto da velha senhora, é o seu cabelinho ralo e desalinhado e o seu corpo, que se adivinha ressequido, escondido numa roupa que, por isso, ficou vários números acima.
São os sapatos e as meias, de quem não tenciona sair à rua.
É aquela mão agarrada ao canto da mesa e é, ainda a toalha, grande demais para a pequena mesa a dois, agora dobrada e a dizer que, estendida, serviu uma família inteira que se esfumou.
Pelos vincos bem marcados, esta toalha, talvez de linho, que ela própria bordou em tempos de jovem casadoira, a juntar ao enxoval, mostra que acabou de sair de um velho baú, com anos e anos de dobrada e adormecida ao lado de um saquinho de alfazema.»
A. Galopim de Carvalho in De Rerum Natura
É também o momento em que nos tornamos empecilhos, nos tornamos "a mais" salvo a nossa parca reforma que é sempre bem-vinda a quem nos faz o favor de aturar.
Os mais novos questionam sempre por que carga de água os velhos não desaparecem mais cedo, quando deixam de ter utilidade. Esquecem-se ou desconhecem que também chegarão a velhos, um dia...
Há civilizações (algumas orientais, por exemplo) para quem os velhos são sinónimo de sabedoria, e como tal, respeitados; por cá são sinónimo de decrepitude.
Com a devida vénia, transcrevemos o post do Prof. A. Galopim de Carvalho no blogue De Rerum Natura:
«Mais do que a morte, assusta-me a solidão do velhos
Este flash de fim de vida, intensamente estampado nesta fotografia de Jorge Vieira [(?) esta foto é de Tony Luciani], cala bem no fundo da nossa sensibilidade, não pela sombra do companheiro que partiu, já liberto e descansado das dores do corpo e da alma, mas pela irreversível solidão da que ainda espera pelo começo dessa viagem.
Tudo dói na crueza desta imagem.
É a expressão no rosto da velha senhora, é o seu cabelinho ralo e desalinhado e o seu corpo, que se adivinha ressequido, escondido numa roupa que, por isso, ficou vários números acima.
São os sapatos e as meias, de quem não tenciona sair à rua.
É aquela mão agarrada ao canto da mesa e é, ainda a toalha, grande demais para a pequena mesa a dois, agora dobrada e a dizer que, estendida, serviu uma família inteira que se esfumou.
Pelos vincos bem marcados, esta toalha, talvez de linho, que ela própria bordou em tempos de jovem casadoira, a juntar ao enxoval, mostra que acabou de sair de um velho baú, com anos e anos de dobrada e adormecida ao lado de um saquinho de alfazema.»
A. Galopim de Carvalho in De Rerum Natura
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| Foto: Tony Luciani |
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Hello, it's me!
Não, não foi a Adele que
andou a desenhar “Hello” nos radares de controlo de tráfego
aéreo da Alemanha.
Foi na passada segunda-feira,
28, que um piloto cuja identidade é desconhecida, com um monomotor
Robin DR400/180 Régent com a matrícula D-EFHN, deixou nos radares a
palavra “Hello” na sua trajetória de voo.
Segundo afirmou um responsável
do Flightradar24 ao Guardian este avião já é conhecido pela sua
arte inventiva de trajetória de voo.
Já esta tarde, entre as 14H48
e as 16H06 desenhou uma flor, como se pode ver pelo rasteio do
FlightAware.
Enfim, um criativo do ar.
Imagens: Flightradar24 e
FlightAware
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Nivelar por baixo
Todos
os titulares dos órgãos das autarquias locais (executivos
camarários e das juntas de freguesia) deixaram de poder ser multados
ou obrigados pelo Tribunal de Contas a devolver o dinheiro mal gasto,
à semelhança do que já acontecia aos governantes.
Votaram
a favor desta "norma" o PS e o PCP, o PSD encolheu os
ombros e o CDS e o BE votaram contra.
O
BE queria pura e simplesmente acabar com esta benesse para todos, foi
chumbada essa proposta.
Diz
o sr. ministro Adjunto Eduardo Cabrita em entrevista ao Observador
"Não
vejo por que razão é que o presidente da câmara de Lisboa ou do
Porto ou qualquer outro, há-de ter um regime de responsabilidade
diferente do meu",
vai daí nivelou-se. Da forma mais simples ou mais interesseira.
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