sexta-feira, 27 de maio de 2016

Lição de Grandeza


O Diário do Alentejo de hoje republica excertos de duas entrevistas dadas a este jornal por Leonel Cameirinha, falecido na semana passada.
À pergunta “Se fosse eleito primeiro-ministro qual seria a medida que punha imediatamente em marcha em Portugal?” respondeu Leonel Cameirinha, singelamente, “É difícil responder. Eu era empresário e tive muito êxito como empresário. Para os negócios e para as minhas empresas eu chegava muito bem, agora para analisar os aspetos das prioridades de um país é outra coisa...”.
Todos nós temos soluções para tudo, em especial para aquilo que não estamos vocacionados. Só alguns nunca perdem a noção do ridículo. Leonel António Cameirinha era um daqueles que não perdia a noção do ridículo e não tinha pejo em reconhecer o seu «não saber», como na resposta acima dada.
É, sem dúvida, uma lição de grandeza.
  
Foto: José Serrano

 

sábado, 14 de maio de 2016

Quadradura da roda


Não é todos os dias que podemos ver isto, uma roda quadrada! Por norma é expetável que quando olhamos para uma roda de avião – ou outra qualquer – a vejamos redonda, quadrada nunca.
No entanto foi assim que aterrou em Heathrow (UK) o Airbus A380-800 com o registo G-XLEB da British Airways proveniente de Hong Kong (China) no passado dia 05 de maio.
Os pilotos verificaram que havia perda de pressão num dos 22 pneumáticos após a descolagem, mas optaram por continuar o voo para Londres informando os controladores aéreos ingleses que necessitavam de medidas de segurança suplementares para uma aterragem em segurança.
A aterragem ocorreu sem qualquer sobressalto na pista 09L de Heathrow. 

Foto & fonte: Aviation Herald

 
 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sexta-feira, 13. Sorte ou azar?


Há quem diga que a má reputação da sexta-feira 13 vem da Sexta-feira Santa, o dia da crucificação de Jesus Cristo. Isto porque, na Última Ceia de Cristo eram treze que estavam sentados à mesa. A nossa cultura tem uma predileção pelo número doze (doze meses, doze horas, etc), o treze é Judas, daí, 13 e sexta-feira em conjunto “cheirarem” a traição, a azar.
Para muitos outros o número treze é número de sorte.
Há até quem diga que a sorte não cai do céu, procura-se!
Um verso de Eneida de Virgílio, diz “Audaces Fortuna Juvat”, i.e., “A Sorte Protege os Audazes, lema adotado pelo Regimento de Comandos da Amadora.
Fonte: Le Figaro


 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

domingo, 8 de maio de 2016

O Amor e o Ódio


Vítor Encarnação escreve na sua crónica “nada mais havendo a acrescentar…” no Diário do Alentejo desta semana sobre a dicotomia “Amor – Ódio”.
Com a devida vénia, transcrevo:
«O amor e o ódio
O amor e o ódio são gémeos verdadeiros que vivem abraçados um ao outro. Enquanto o primeiro vive o outro faz-se de morto, esconde-se num sítio escuro, anicha-se na penumbra dos ácidos e das amarguras e por ali fica, às vezes uma vida inteira sem se dar por ele, outras vezes basta uma insatisfação, um capricho não satisfeito e eis que ele mata o amor, inapelavelmente, com uma facada nas costas. Mas primeiro é o amor, primeiro é o absoluto encantamento, primeiro é essa coisa maior do que o mundo, maior do que a vida. Haja pele e carne e olhos e mãos para ver, para tocar, para ter. O problema do amor comum é esse, o problema do amor comum é que gosta de ter, espera sempre mais do que dá, gosta de ser amo do próprio amor. O amor tem um molde onde o outro tem de encaixar para que tudo seja perfeito. E quando esse molde não se preenche, quando o egoísmo assoma à boca e ao pensamento, o amor dá lugar ao seu irmão gémeo. E então o ódio sai das catacumbas que as pessoas trazem no peito, rasga as memórias e os beijos e a eternidade e as promessas e o casamento e os filhos e o mundo e a vida toda e grita uma intensa e cega raiva. Só que enquanto o ódio vive, o amor morre mesmo. Para sempre. E se não morrer, nunca mais será verdadeiro.»
Vítor Encarnação in DA 1776 (II Série) | 06 maio 2016

  

sábado, 7 de maio de 2016

Público vs Privado


Num Estado democrático deverá existir sempre um serviço público em áreas vitais para permitir àqueles que têm menos recursos terem acesso a determinados serviços ou atividades. Em Portugal, a Constituição da República obriga o Estado a assegurar diferentes serviços públicos, desde aqueles que se referem a áreas de soberania do Estado - defesa, segurança e justiça - à prestação de cuidados de saúde, segurança social, disponibilização de escolas e até o próprio serviço de rádio e televisão. A qualidade de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas, exige ainda que se garanta a prestação universal de certos serviços básicos, como energia, transportes e telecomunicações, seja a cargo dos próprios poderes públicos, seja por empresas privadas que se obrigam a fornecê-los. Os serviços públicos constituem um elemento essencial do Estado social e do modelo social europeu.
Quando o Estado – por rotura, incompetência ou outro motivo – não consegue assegurar esses serviços ou atividades, deve recorrer ao setor privado, pagando, obviamente, por esses serviços ou atividades prestados.
Julgo que este princípio é pacífico.
O que não é pacífico – é brutal, até! (em minha opinião) – é que setores privados exijam que o Estado pague ou subsidie a sua atividade normal. Porquê?!
Vem esta minha interrogação a propósito da cruzada agora em voga do ensino privado.

  

terça-feira, 19 de abril de 2016

Presidente da República em Quintos


Foto: Wikipedia
O Presidente da República visita Quintos no próximo sábado. Bom, não será propriamente uma visita à aldeia de Quintos, mas não deixará de ser uma visita à freguesia de Quintos (atualmente designada Salvada e Quintos).
Segundo a nota de imprensa divulgada pela Presidência da República, sábado 23 o Presidente da República estará de visita às instalações da empresa Paxberry sitas em Monte dos Meloais, Quintos.
Esta empresa – Paxberry, Lda. – dedica-se ao cultivo de morangos em estufa na Herdade dos Meloais, como aqui referenciámos em 09-07-2014.
A Paxberry utiliza como técnica de cultivo de morangos a hidroponia. A hidroponia consiste no cultivo de plantas sem utilização de “solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta. Na hidroponia as raízes podem estar suspensas em meio liquido (NFT) ou apoiadas em substrato inerte (areia lavada por exemplo)” [https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidroponia].
A visita do Presidente da República à Paxberry terá início às 12H25, estando a receção a cargo de Hugo Condesso Pereira, gerente da Empresa, com visita às estufas seguindo-se uma passagem pela sala de processamento.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Caminhadas?! As melhores são em Quintos!


É já no próximo sábado 16 que se realiza o Passeio Pedestre SAL “Azenhas e Fortins do Guadiana”.
A partida do Largo da Ponte em Quintos está agendada para as 10H das manhã. O percurso tem uma extensão aproximada de 15 quilómetros e uma duração prevista entre as 4 e as 5 horas. A paisagem é deslumbrante que o irá fazer esquecer as dificuldades de algumas subidas que irá encontrar.
Às 20 horas será o jantar de confraternização.
A inscrição poderá e deverá ser feita aqui e o seu custo é de 12,50 EUR ou 6,00 EUR para os possuidores de cartão SAL.
SAL – Sistemas de Ar Livre – é a Empresa organizadora deste invento.
Para mais informações consulte a sua página na internet.

Foto: SAL
 

sábado, 2 de abril de 2016

O orgulho de ser português


Às vezes – muitas, demasiadas até – dizemos mal deste país a que pertencemos (e que nos pertence!) como se ele não fosse apenas e só o reflexo de todos nós. Falo de Portugal, se se passa o mesmo em outros pouco me importa.
Às vezes, também, ouvimos e lemos testemunhos de uma Portugalidade vindos de onde menos se espera e nos comovem. Falo por mim, obviamente.
É um pequeno/grande testemunho dessa Portugalidade que Vos quero apresentar. Trata-se de um artigo intitulado “Ki Nobas?” publicado em 15-03-2011 no extinto sítio Raia Diplomática de autoria de Cátia Candeias. Um pequeno excerto:
«Um dia, uma amiga chinesa visitou-me em Malaca e levei-a a conhecer a comunidade. Cruzámo-nos com o Senhor António, que caminhava com o seu carrinho de mão e as suas redes de pesca ao longo da rua Teixeira. Apresentei-o falando em inglês, dizendo que era o meu amigo António. A minha amiga disse “Hello Anthony”, ao qual ele respondeu “My name is António, Portuguese name” apertando a mão e sorrindo. (…) Conheço gente com verdadeira alma lusitana sem nunca terem visitado Portugal. Sentem-se portugueses, sem renegarem a sua nacionalidade Malasiana. Houve uma evolução diferente do Português na comunidade luso-descendente de Malaca, uma evolução que resultou da simples vontade e necessidade de querer comunicar na língua materna. Foi esta vontade, este sentir, esta necessidade de se identificarem com os seus antepassados que permitiu que ainda hoje se possa ouvir em Malaca: “Sou Português”.»
Sinto-me pequeno perante este tipo de testemunhos.




sábado, 26 de março de 2016

A paz esteja convosco!


Com o devido respeito, transcrevemos a mensagem pascal dos Bispos de Beja D. António Vitalino e D. João Marcos, publicada hoje na página da Diocese de Beja.

«Desejamos a todos uma vivência intensa da Páscoa.
O Senhor vos abençoe e vos dê a Sua paz e a Sua alegria!
Rezai por nós.

Queridos irmãos e irmãs:
Regressado da morte e trazendo no seu corpo as chagas gloriosas, Jesus saúda os discípulos com palavras habituais entre os judeus mas que neste momento alcançam a plenitude do seu significado e da sua eficácia: “a paz esteja convosco!” Com esta saudação entrega-lhes o precioso fruto da Sua Páscoa: a paz e a alegria do perdão e da reconciliação com o Pai que têm o poder de nos recriar, de fazer de nós criaturas novas. E envia-os pelo mundo inteiro com o poder de anunciar e de dar esse mesmo perdão a todos aqueles que acreditarem no Evangelho: “assim como o Pai Me enviou também Eu vos envio a vós”. Dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”. (Jo.20,21-23)
Libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo, esta é a missão da Igreja em todos os tempos e lugares, esta é hoje a nossa missão e a maior obra de misericórdia que devemos praticar: anunciar a vitória de Cristo sobre a morte e ajudar as pessoas a encontrar-se com Ele para que recebam o perdão dos seus pecados, tenham Vida em seu nome e possam cantar connosco: é eterna a sua misericórdia!»
D. António Vitalino Dantas
D. João Marcos