segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Janela do futuro


Mesmo aberta, esta janela isola o ruído exterior. 
Este novo tipo de janela, desenvolvido pela empresa francesa Technal, deverá ser comercializado em 2017.
Esta nova janela terá dois sistemas de isolamento acústico, um passivo, outro ativo. O passivo será a utilização de lã mineral, o processo clássico de atenuar o ruído. O ativo - que será a novidade - utilizará o mais recente desenvolvimento em isolamento acústico, semelhante ao utilizado nos auscultadores topo de gama antirruído. A calha da janela estará equipada com microfones que, assim que a janela é aberta, um processador analisa os ruídos exteriores e será gerada uma onda inversa que irá atenuar o ruído. Dizem que a atenuação será da ordem dos 25 dB.
É evidente que esta high tech não está ao alcance de qualquer bolsa, cada janela custará entre 600 a 800 euros! 
Parece que vou continuar durante muito mais tempo com os ruídos habituais cá por casa...

Fonte: Le Figaro de 06/11/2015



Foto: Technal


sábado, 7 de novembro de 2015

Yah, tasse bem!



Os nossos filhos são sempre – mesmo com provas em contrário – uns santinhos; em contrapartida os filhos dos outros são sempre os pestinhas de serviço.
Sem mais comentários transcrevo, com a devida vénia, o artigo de Vítor Encarnação “nada mais havendo a acrescentar ...” publicado no Diário doAlentejo de ontem:
«Só filmado Pai, ontem o meu diretor de turma zangou-se connosco. Nunca o tinha visto assim tão furioso. E sabes o que é que ele nos disse? Que devia haver câmaras de filmar nas salas de aulas para os pais verem o que os filhos fazem. Imagina tu a seguires a minha falta de atenção em direto através do teu tablet, ou a mãe a assistir à minha insolência ao vivo na televisão da cozinha. Que talvez assim os pais percebessem que os seus filhos também provocam, perturbam, magoam e são indisciplinados. Ele diz que às vezes vocês não acreditam, que o meu filho nunca, isso são os outros, as más companhias. O que é que ele julga? A minha família tem uma boa estrutura, somos gente de bem. Está a insinuar o quê? Mas não é essa a sua profissão? Não é para isso que lhe pagam? Desenrasque-se. Tenha mas é mão nos moços. É isso que dizes à mesa quando estamos a jantar. E até lhe chamaste nomes. E na aula, quando olho para ele, acabo por não lhe ter respeito nenhum. Se tu não tens, por que razão haveria eu de ter?! Às vezes, nas aulas de maior confusão, havias de o ver a perder a paciência, a bater com o apagador no quadro, a bater com o livro de ponto na mesa, a gritar, a desviar-se dos pedaços de giz. É tão ridículo. Havias de ver, Pai. Só filmado.»

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Foi aquele!



Numa esquadra de polícia a vítima de cibercrime é confrontada, para efeitos de identificação, com vários possíveis criminosos.
A vítima, após análise visual de todos eles, não tem dificuldade em identificar quem a atacou:
- Foi aquele!

Cartoon de Matt in The Daily Telegraph (UK) 16/10/2015


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Você já morreu


No tempo de Salazar e Caetano muitos mortos tinham direito a voto. Era comum, quem tinha oportunidade de verificar os cadernos eleitorais de então, verificar que muitas pessoas que já tinham falecido há tempo tinham "exercido" o direito de voto. Era da "praxe".
Mesmo depois do 25 de abril de 1974 - durante muitos anos - quem consultasse os cadernos eleitorais verificava que nele constavam pessoas que tinham morrido há meses, por vezes há anos. Era um sistema lento, burocrático e pesado, aquele que existia entre as conservatórias do registo civil e as comissões recenseadoras.
Hoje, as coisas são bastante mais céleres, temos um sistema, digamos, bom que, como todos sabemos, é inimigo do ótimo.
Há erros, como em tudo na vida, que devem não apenas ser corrigidos como, sempre que possível, evitados.
Sobre um desses erros registado no passado domingo, escreve o Ricardo Araújo Pereira na revista Visão de hoje:

«Um eleitor dirigiu-se a uma assembleia de voto e foi impedido de votar porque os cadernos eleitorais indicavam que estava morto desde 2013. (...) O eleitor voltou para casa porque não foi capaz de argumentar contra os documentos oficiais, e concluiu-se que não poderia votar. (...)
Além de fazer uma limpeza dos cadernos eleitorais para os expurgar mortos, há que fazer igualmente a limpeza dos registos de óbito para os expurgar de vivos. (...)
Na minha opinião, um defunto que se dá ao trabalho de se dirigir a uma assembleia de voto deveria ser autorizado a exercer o seu direito. Há cidadãos vivos com menos respeito pela República.»
  


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nova Unidade Hoteleira em Quintos


Desconheço a sua classificação oficial, não sei se é hotel, residencial ou albergue.
O local de receção e informações situa-se no Monte do Pirote onde, uma placa rústica, tem colocado o número de telefone (julgo que para reservas) 969667116.
Os alojamentos situam-se uma centena de metros mais abaixo, no número 22 do Monte dos Pisões.
Trata-se de uma unidade turística sui generis, não tem divisões (dorme tudo junto, salvo seja, tudo na mesma divisão, queria eu dizer) a cozinha é comum e única assim como a casa de banho. Desde ontem, segundo nos disse um hóspede, já tem água canalizada. Não havia, o proprietário do complexo turístico mandou desligá-la há muitos meses, mas em frente ao complexo existe um ponto de distribuição de água proveniente de um furo artesanal a 50 metros. A água não é tratada, mas não há conhecimento que alguém tenha morrido por ali beber.
Por enquanto são poucos os hóspedes, oito ou nove, mas estão satisfeitos com as magnificas instalações.
Em breve daremos mais notícias.

 NR: A imagem apresentada é meramente ilustrativa, não corresponde ao produto anunciado.



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Maria Pereira, sabe quem é?


Provavelmente não.
É uma menina - 30 anos - que está a dar cartas no mundo da ciência médica, mais concretamente, na cirurgia.
Natural de Leiria é a responsável pelo centro de pesquisa biomédica Gecko em Paris, França. Está a desenvolver uma técnica que a cirurgia persegue há muito: como selar uma ferida sem causar danos aos tecidos envolventes?
Ao que tudo indica a Maria Pereira descobriu a solução para isso.
A revista Time foi a Paris entrevistá-la. Na sua edição em papel de 05 de outubro, sob o título Nova Geração de Líderes, publicou o artigo.
Pode também lê-lo aqui, na edição online de 24/09.
Parabéns Maria Nunes Pereira!

Foto: Adam Ferguson


sábado, 3 de outubro de 2015

Sombras


"O Alentejo não tem sombra
Senão a que vem do céu
Assenta-te aqui amor
À sombra do meu chapéu"
Assim cantava Janita Salomé.
Na fotografia em apreço são as sombras projetadas de uma mulher e seu cão que passeavam numa rua em Straubing, Bavaria, Alemanha, que chamou a atenção do fotógrafo.


Foto: EPA / Armin Weigel


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O reino do absurdo


Se há trabalhos que admiro, um deles, é sem dúvida o dos criativos. Deslumbram-me, por norma.
São, para mim, pessoas de outra dimensão que me fazem ver "coisas" que sem os seus olhos eu jamais veria.
Ser criativo não é colocar o mundo de patas para o ar, nem de perto nem de longe. Para se ser criativo tem que se ter inteligência. Muita!
O desfile de moda realizado em Paris para apresentação dos trabalhos "Primavera/Verão 2016" do estilista norte-americano Rick Owens são um triste exemplo disso.
Não os trabalhos em si, mas a coreografia aplicada à sua apresentação.
Absurda, para aplicar uma adjetivação suave.

Foto: EPA / Rex


sábado, 26 de setembro de 2015

Depósito de velhos


«Lar.
Houve uma discussão familiar em torno do nome.
Lar ou casa de repouso?
A ele tanto se lhe dava o título, pois como não se sentia bem em lado nenhum, qualquer lugar lhe servia. Desde que pudesse fumar um cigarro.
Quando a carta de admissão chegou, apenas encolheu os ombros. Não deixaria nunca que os olhos ou as mãos o traíssem. Nesse dia, no outono do tempo e da vida, entrou na instituição apenas com uma pequena mala. Anos a fio a desbravar mundo, a semear, a colher, a amar uma mulher, a fazer uma casa e nela fazer filhos, a sentir o coração da terra a bater-lhe no peito, e agora a sua existência cabe toda numa pequena mala.
O quarto não dá para a rua. Não lhe pode libertar o horizonte, desatar o nó dos olhos e pô-los a correr campos fora, como fazia dantes no tempo das melancias.
Dá consigo a pensar que gostaria de morrer de noite, a sonhar. E a morte viria como um sonho bom, batia à porta, pode entrar, e só depois ela entrava de mansinho, sem dramas, sem gritos nos ossos, sem dores na carne, sem sofrimento. Vinha, punha-lhe um manto de veludo por cima das costas e levava-o para o sítio onde a morte mora. E de manhã lá estaria o corpo sem vida, perfeitamente aconchegado. Nem havia de parecer que a morte ali tinha passado.
Enquanto espera, vai jogando às cartas.»
'Nada mais havendo a acrescentar...' de Vítor Encarnação in Diário do Alentejo de 25/09/2015


Foto: Reuters

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Quem chamou o 112?


Andam por aí preocupados em saber (ou esconder!) quem chamou o 112.
- Foste tu!
- Não, não fui, foste tu!
Esta guerra de comadres revela bem a triste família que temos. Como se quem solicitou a vinda da ambulância nos preocupasse.
Não será mais interessante saber porque é que a vítima precisou dos serviços da ambulância?
Para as comadres obviamente que não.


Imagem: O Blog ou a Vida 11/05/2011