domingo, 9 de agosto de 2015
Outro olhar
Um grupo de fotógrafos russos captou imagens deslumbrantes um pouco por todo o mundo usando para esse efeito o helicóptero, o planador, o balão ou o drone.
Aqui deixamos algumas das imagens de Lisboa, entre muitas que podem ser vistas na página que eles criaram.
Fotos e fonte: Air Pano
sábado, 8 de agosto de 2015
Inteligência, ou falta dela
«De que te serve a inteligência, se não tens inteligência para a usar com inteligência?»
Virgílio Ferreira, escritor | 1916-1996
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Nojo
Os indivíduos que nos governaram, os indivíduos que nos governam, os indivíduos que se propõem governar-nos, metem nojo.
Vale tudo para atingir o PODER.
Utilizam as pessoas como se "coisas" fossem; aproveitam-se das suas fraquezas, da sua dependência social, económica, de emprego, etc.
São autênticos vampiros que comem tudo e não deixam nada.
Eis a história de um cartaz do PS publicada há pouco em O Observador:
«“A história não é minha. Aquela afirmação é falsa”. É assim que Maria João resume a utilização da sua fotografia colada à frase “Estou desempregada desde 2012, para o governo não existo” num dos polémicos cartazes do PS, em declarações ao Observador. Maria João diz que não estava desempregada e que não disse o que está no outdoor. Mais: acrescenta que quando tirou a fotografia, que viria a aparecer espalhada pelo país nos cartazes do partido, prestava até serviços à Junta de Freguesia de Arroios (socialista) e foi lá que o fotógrafo a apanhou. Mais ainda: diz não ter dado autorização para que a sua cara aparecesse nos cartazes, quer que o partido os retire das ruas e admite processar o PS por uso indevido de imagens. Mas a história com os polémicos cartazes não acaba aqui. Há mais dois casos na mesma junta.»
Leia toda a história nojenta, aqui.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Nós... E os ricos
Sempre apreciámos a riqueza. Todos gostávamos de ter mais riqueza do que aquela que temos. A que temos é sempre pouca.
Há quem nos considere ricos. Ricos, nós?! Não podem ver ninguém com uma roupinha lavada...
Enquanto a riqueza não nos bate à porta, sonhamos. Sonhamos. Sonhamos.
Sonhamos com a vida de quem tem riqueza (apesar de dizerem que não são ricos).
Um casamento das arábias (ou do futebol) em que se dá como prenda uma ilha grega, é o máximo!
Um casamento em que se oferece e serve uma refeição a refugiados para celebrar esse matrimónio não passa de uma ideia de pobre.
"Tenho horror a pobre", parafraseando Caco Antibes na série "Sai de Baixo".
Para que conste, transcrevemos a mensagem de Vasco Mina em Corta-fitas de hoje:
«Casamento do Ano
Esta semana muito se escreveu e falou sobre um casamento milionário que ocorreu no Porto. Não faltaram convidados de “luxo” e presentes de monta (incluindo uma ilha grega). Também nesta semana, na Turquia, ocorreu um matrimónio em que os noivos optaram por oferecer uma refeição a 4.000 refugiados sírios. Não só ofereceram como também participaram, eles próprios, no serviço de distribuição da refeição. A ajuda a quem precisa não é um assunto exclusivo dos Governos! Foi o que fez este casal que quis festejar o seu casamento de uma forma solidária e que, desta forma, deixa um bom testemunho sobre o que cada um de nós pode fazer pelos outros. Em breve Portugal receberá refugiados provenientes do Norte de África e do Médio Oriente e o acolhimento e apoio a estas pessoas, que fogem da guerra e da fome, não será apenas tarefa das entidades oficiais mas também um desafio para todos nós.»
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Surf radical
Mais um pleonasmo?
Aceitamos.
O surf é, já em si, uma atividade radical.
Nesta fotografia - hoje publicada em vários jornais ingleses - vemos Robbie Maddison, australiano, acrobata e duplo de James Bond, a 'cavalgar' na sua KTM 250 SX (modificada) uma onda na costa do Tahiti.
É de loucos?
Talvez.
Temos por hábito apelidar de loucos todos aqueles que não compreendemos.
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| Foto: DC Shoes |
sábado, 1 de agosto de 2015
Tautologia
No nosso dia-a-dia usamos - e por vezes abusamos - redundâncias sem nos apercebermos.
Sobre isso, cito o Rui Rocha, em Delito de Opinião, hoje:
«Subir para cima, entrar para dentro, recuar para trás, políticos em férias.
Pleonasmos da língua portuguesa.»
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Crianças ou autómatos?
O excesso de amor é complicado. Pior que isso é projetarmos na criança aquilo que nós não fomos mas gostávamos de ter sido e vai daí, moldamos a criança para ser um Ser Supremo. Que tristeza, nossa e da pobre criança.
Carlos Neto é professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa. Trabalha com crianças há mais de quarenta anos. Deu uma sublime entrevista a Rita Ferreira n'O Observador da qual transcrevemos alguns excertos:
«Há dez anos eu dizia que as crianças saudáveis eram as que tinham os joelhos esfolados. Hoje, acho que os joelhos já não estão esfolados, mas a cabeça destas crianças já começa a estar esfolada, por não terem tempo nem condições para brincar livremente. Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura. (...)
As crianças brincam porque procuram aquilo que é difícil, a superação, a imprevisibilidade, aquilo que é o gozo, o prazer. E, portanto, as crianças que eu apelido de crianças “totós”, são hoje definidas como crianças superprotegidas, crianças que não têm tempo suficiente para brincar e crianças que não têm tempo nem espaço para exprimir o que são os seus desejos. E o primeiro desejo de uma criança é o dispêndio de energia, é brincar livre e com os outros, mesmo que muitas vezes em confronto. Porque o confronto é uma forma preciosa de aprendizagem na vida humana. E nós estamos a retirá-los de tudo isso. Estamos a dar tudo pronto e não estamos a confrontá-los com nada. E isso terá muitas consequências. (...)
Todos os estudos têm vindo a demonstrar que na infância, até aos 10/12 anos de idade, é absolutamente essencial brincar para desenvolver a capacidade adaptativa, quer do ponto de vista biológico quer do ponto de vista social. E hoje não é isso que estamos a fazer. Estamos a dar tudo pronto, tudo feito, e não estamos a confrontar as crianças com problemas que elas têm de resolver. Sejam eles confrontos com a natureza – que deixaram de existir – sejam eles confrontos com os outros. (...)
Por exemplo, a luta, a corrida e perseguição, são comportamentos ancestrais que as crianças têm de viver na infância e que são essenciais para o crescimento. A apropriação do território, a noção de lugar, o medir forças de uma forma saudável, o brincar a lutar. Hoje observamos comportamentos na escola, quer por parte dos pais quer por parte dos educadores, que não são corretos. Porque quando veem duas crianças agarradas vão logo separá-las — e elas muitas vezes estão a brincar à luta, e brincar à luta é saudável. É um indicador de vida saudável das crianças. Como correr atrás de alguém, ou ser perseguido. Brincar é civilizar o corpo. (...)
O “não subas”, o “olha que cais”, “não vás para ali”, “tem cuidado”, “não trepes à árvore”. Impedem as crianças de terem estas experiências, que são próprias da idade. Instalaram-se medos nas cabeças dos adultos. Medos das crianças serem autónomas. Nós nascemos para sermos autónomos e para termos, ao longo do processo de desenvolvimento, maior autonomia e maior independência. Basta ver como é que as crianças hoje vivem a cidade, como as cidades estão preparadas para as crianças. Nós estamos a cometer o erro de querer obter sucessos rapidamente, de querer que as crianças cresçam rapidamente, de que estejam todos incluídos nos rankings, mas estamos pouco preocupados com as suas culturas próprias. Não se está a ver o ator, não se está a ver o aluno. Na escola o que deveria emergir era o aluno e a criança, o que emerge é o professor e a burocracia.»
Leia a entrevista na íntegra aqui.
Carlos Neto é professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana em Lisboa. Trabalha com crianças há mais de quarenta anos. Deu uma sublime entrevista a Rita Ferreira n'O Observador da qual transcrevemos alguns excertos:
«Há dez anos eu dizia que as crianças saudáveis eram as que tinham os joelhos esfolados. Hoje, acho que os joelhos já não estão esfolados, mas a cabeça destas crianças já começa a estar esfolada, por não terem tempo nem condições para brincar livremente. Brincar não é só jogar com brinquedos, brincar é o corpo estar em confronto com a natureza, em confronto com o risco e com o imprevisível, com a aventura. (...)
As crianças brincam porque procuram aquilo que é difícil, a superação, a imprevisibilidade, aquilo que é o gozo, o prazer. E, portanto, as crianças que eu apelido de crianças “totós”, são hoje definidas como crianças superprotegidas, crianças que não têm tempo suficiente para brincar e crianças que não têm tempo nem espaço para exprimir o que são os seus desejos. E o primeiro desejo de uma criança é o dispêndio de energia, é brincar livre e com os outros, mesmo que muitas vezes em confronto. Porque o confronto é uma forma preciosa de aprendizagem na vida humana. E nós estamos a retirá-los de tudo isso. Estamos a dar tudo pronto e não estamos a confrontá-los com nada. E isso terá muitas consequências. (...)
Todos os estudos têm vindo a demonstrar que na infância, até aos 10/12 anos de idade, é absolutamente essencial brincar para desenvolver a capacidade adaptativa, quer do ponto de vista biológico quer do ponto de vista social. E hoje não é isso que estamos a fazer. Estamos a dar tudo pronto, tudo feito, e não estamos a confrontar as crianças com problemas que elas têm de resolver. Sejam eles confrontos com a natureza – que deixaram de existir – sejam eles confrontos com os outros. (...)
Por exemplo, a luta, a corrida e perseguição, são comportamentos ancestrais que as crianças têm de viver na infância e que são essenciais para o crescimento. A apropriação do território, a noção de lugar, o medir forças de uma forma saudável, o brincar a lutar. Hoje observamos comportamentos na escola, quer por parte dos pais quer por parte dos educadores, que não são corretos. Porque quando veem duas crianças agarradas vão logo separá-las — e elas muitas vezes estão a brincar à luta, e brincar à luta é saudável. É um indicador de vida saudável das crianças. Como correr atrás de alguém, ou ser perseguido. Brincar é civilizar o corpo. (...)
O “não subas”, o “olha que cais”, “não vás para ali”, “tem cuidado”, “não trepes à árvore”. Impedem as crianças de terem estas experiências, que são próprias da idade. Instalaram-se medos nas cabeças dos adultos. Medos das crianças serem autónomas. Nós nascemos para sermos autónomos e para termos, ao longo do processo de desenvolvimento, maior autonomia e maior independência. Basta ver como é que as crianças hoje vivem a cidade, como as cidades estão preparadas para as crianças. Nós estamos a cometer o erro de querer obter sucessos rapidamente, de querer que as crianças cresçam rapidamente, de que estejam todos incluídos nos rankings, mas estamos pouco preocupados com as suas culturas próprias. Não se está a ver o ator, não se está a ver o aluno. Na escola o que deveria emergir era o aluno e a criança, o que emerge é o professor e a burocracia.»
Leia a entrevista na íntegra aqui.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Alentejo, uma paixão
O Alentejo - em especial o Baixo Alentejo, desculpem-me o bairrismo - é uma terra de encanto e beleza em todas as estações do ano. É única!
A zona de Alqueva (mas não só, Quintos também!), motivada pela baixa poluição luminosa proporciona aos visitantes uma oportunidade única e inigualável para visualizar o céu noturno.
Combinando várias fotografias de céu estrelado, o fotógrafo João P. Santos criou a imagem que aqui publicamos. Bela, sem dúvida.
Fonte: The Daily Telegraph
sábado, 25 de julho de 2015
O pesadelo
Há coisas que nunca deviam ter acontecido.
Para a extrema esquerda europeia a vitória do Syriza na Grécia está-se a revelar num autêntico inferno.
É facílimo estar na oposição e dizer que quem governa governa mal. Mais fácil e cómodo se torna quando não se aspira a ter funções governativas.
Puro "erro de casting" o Syriza ganhou as eleições na Grécia. Toda a extrema esquerda europeia jubilou! «Eis o nosso laboratório para o resto do mundo!», pensaram e disseram.
Mal sabiam eles o que os esperava...
Hoje sabem que erraram, mas não o reconhecem publicamente; Quando ouvem falar em Grécia ou Syriza ficam cabisbaixos e com tremores. Dá dó vê-los assim...
A cada dia que passa novos céus lhes caem em cima, ontem soube-se que o atual ministro das finanças grego Euclides Tsakalotos escreveu, numa missiva enviada a Christine Lagarde, presidente do FMI: «Queremos informá-la de que precisamos de um novo empréstimo».
Cada cavadela, cada minhoca!
Que mais lhes irá acontecer?
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| Foto: Yiannis Kourtoglou | Reuters |
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Quer comprar um Rancho?
Os nossos vizinhos têm a sua propriedade à venda, aqui no Texas.
São 121 quilómetros quadrados de terras aráveis, 1200 poços de petróleo e dezenas de milhar de cabeças de gado.
Coisa pouca, quase 210 mil hectares ao todo.
Este rancho foi fundado por Daniel Waggoner e seu filho, William Thomas Waggoner em 1849. Nas últimas décadas foram várias as disputas entre herdeiros para chegar a um consenso de partilha e venda do rancho.
Finalmente chegaram a acordo, o valor pedido tinha por base 725 milhões de dólares.
Se o caro leitor estiver interessado, lamentamos desapontá-lo, mas o concurso está fechado (salvo se a sua proposta for tipo "irrecusável"). Foram mais de 600 os que concorreram, neste momento foi já eliminada a esmagadora maioria restando cerca de uma dúzia para a batalha final.
A nossa proposta também foi recusada, xenofobismo certamente, o valor era bastante baixo mas era honesto...
São 121 quilómetros quadrados de terras aráveis, 1200 poços de petróleo e dezenas de milhar de cabeças de gado.
Coisa pouca, quase 210 mil hectares ao todo.
Este rancho foi fundado por Daniel Waggoner e seu filho, William Thomas Waggoner em 1849. Nas últimas décadas foram várias as disputas entre herdeiros para chegar a um consenso de partilha e venda do rancho.
Finalmente chegaram a acordo, o valor pedido tinha por base 725 milhões de dólares.
Se o caro leitor estiver interessado, lamentamos desapontá-lo, mas o concurso está fechado (salvo se a sua proposta for tipo "irrecusável"). Foram mais de 600 os que concorreram, neste momento foi já eliminada a esmagadora maioria restando cerca de uma dúzia para a batalha final.
A nossa proposta também foi recusada, xenofobismo certamente, o valor era bastante baixo mas era honesto...
Fotos: WT Waggoner Estate
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