segunda-feira, 20 de julho de 2015
Tecnologia ao serviço da estupidez
Na passada sexta-feira um violento incêndio deflagrou na zona da autoestrada Interestatal 15, em San Bernardino, Califórnia.
Os bombeiros, chamados ao local, pediram ajuda / reforço aéreo, mas estes, ao chegarem ao local outra alternativa não tiveram que regressar às respetivas bases sem poder combater o fogo.
Porquê?
Imagine você, caro leitor, que alguns "mirones" irresponsáveis decidiram colocar no ar os seus drones para filmar o fogo. Eram cinco os drones que se encontravam a sobrevoar e filmar o fogo, o que, por motivos de segurança, obrigou os meios aéreos de combate a incêndio a abandonar o local.
Segundo John Miller, responsável dos Serviços Florestais dos EUA, à NBC de Los Angeles, «Estes dispositivos voadores são considerados perigosos para as aeronaves pois podem causar danos nas mesmas e colocar em perigo tanto os pilotos como as pessoas no solo».
Felizmente, apesar dos danos materiais terem sido elevados, não houve registo de feridos entre os condutores das viaturas.
Fonte: NBC Los Angeles
domingo, 19 de julho de 2015
A sociedade de informação
Eric Schmidt, antigo CEO da Google, calculou que a cada dois dias a humanidade cria dados equivalentes aos que foram criados desde os primórdios até ao ano de 2003. Isto foi dito há cinco anos.
Processamos e difundimos dados/informação a uma velocidade e quantidade exponencial. Todos os dias se produzem mais de 500 milhões de tweets, partilham-se mais de 70 milhões de fotos no Instagram e mais de 4 mil milhões de vídeos são diariamente vistos no Facebook. Por cada minuto que passa são carregadas 300 horas de novos conteúdos no Youtube. Isto, para além de toda a informação de ordem profissional/empresarial, técnica, científica que é atualizada ao segundo. A IBM calcula que diariamente sejam gerados mais de 2,5 quintiliões de Bytes.
Mas já não somos apenas nós, humanos, que produzimos e difundimos informação na internet. Há o automóvel, os óculos de realidade virtual, pacemakers, satélites, e toda uma panóplia de equipamentos que geram informação e até se comunicam entre si sem ação direta do homem.
Estamos, de facto, cada vez mais ricos em dados, mas, ironicamente, cada vez temos menos retorno dessa avalanche de informação.
Fonte: Time 6-13JUL2015
Processamos e difundimos dados/informação a uma velocidade e quantidade exponencial. Todos os dias se produzem mais de 500 milhões de tweets, partilham-se mais de 70 milhões de fotos no Instagram e mais de 4 mil milhões de vídeos são diariamente vistos no Facebook. Por cada minuto que passa são carregadas 300 horas de novos conteúdos no Youtube. Isto, para além de toda a informação de ordem profissional/empresarial, técnica, científica que é atualizada ao segundo. A IBM calcula que diariamente sejam gerados mais de 2,5 quintiliões de Bytes.
Mas já não somos apenas nós, humanos, que produzimos e difundimos informação na internet. Há o automóvel, os óculos de realidade virtual, pacemakers, satélites, e toda uma panóplia de equipamentos que geram informação e até se comunicam entre si sem ação direta do homem.
Estamos, de facto, cada vez mais ricos em dados, mas, ironicamente, cada vez temos menos retorno dessa avalanche de informação.
Fonte: Time 6-13JUL2015
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| Imagem: Forbes |
sexta-feira, 17 de julho de 2015
O estado da nação
Não é bom, irrecomendável até.
Todos o sabemos, mas falamos baixinho, salvo para apontar o dedo a alguém que se "descuidou" a cair nas malhas de uma investigação. E digo investigação e não Lei, propositadamente.
Quem ousa insurgir-se contra a podridão de quem nos reina é, quase de imediato mandado calar ou, pelo menos, moderar a análise. Se o não fizer é etiquetado de louco, paranóico, etc., porque os que nos reinam são, na sua grande maioria, pessoas sérias, impolutas! (Há quem acredite nisso...).
Para sublinhar o que acabei de dizer, transcrevo um pequeno excerto da entrevista de um "louco" - Paulo Morais de seu nome - ontem publicada no OJE:
«Não é por acaso que em casos como as parcerias público-privadas a maioria dos ministros das Obras Públicas do regime está a trabalhar em PPP. Ou seja, em nome do Estado fizeram péssimos negócios com privados e ao fim de uns anos foram trabalhar para os privados com quem fizeram esses maus negócios. Ferreira do Amaral lançou o projeto da Lusoponte: é hoje presidente da Lusoponte, que é talvez dos negócios mais ruinosos que o Estado português fez desde sempre. Jorge Coelho foi ministro das Obras Públicas de Guterres, foi trabalhar para a Mota-Engil, foi presidente da empresa durante muitos anos, CEO, e a Mota-Engil é uma das maiores detentoras de PPP em Portugal. A seguir a Guterres veio Durão Barroso, de que Luís Valente de Oliveira era o ministro das Obras Públicas, e onde trabalha hoje? Na mesma Mota-Engil. E não são só ministros. O secretário de Estado de Jorge Coelho, Luís Parreirão, para onde foi trabalhar? Para a mesma Mota-Engil. Almerindo Marques passou diretamente da Estradas de Portugal para a Opway, que era a empresa de PPP do Grupo Espírito Santo, que agora foi naturalmente separada do GES. Isto é uma vergonha. Estão todos na política a fazer maus negócios e depois vão todos trabalhar para as empresas que beneficiaram desses maus negócios.»
Leia a entrevista aqui.
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| Doutor Paulo Morais Foto: Armindo Cardoso |
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Festa Nª Sª dos Remédios
No último fim-de-semana
[de julho] (25-26), com a colaboração da paróquia na parte
religiosa, decorrerão na nossa aldeia os tradicionais festejos em
honra de Nossa Senhora dos Remédios, levados a efeito pelos
responsáveis da União de Freguesias de Salvada e Quintos, pelo
facto de não haver festeiros que os assumam. Destacamos ao domingo a
Santa Missa às 17H30, seguida de procissão, solenizada pela Banda
Filarmónica de Moura. Esta “festa” em honra de Nª. Sª. dos
Remédios perde-se na poeira do tempo, ou seja, não se sabe
exatamente a data precisa em que começou, mas foi-nos deixada pelos
nossos ancestrais em louvor da Mãe de Deus. Saibamos respeitar a
tradição e, mais um ano, os quintanenses saibam corresponder aos
esforços e ao bairrismo dos organizadores deste evento participando
massivamente em todos os atos, profanos e religiosos. São dois dias
festivos em que a aldeia sai do rotineiro.
Embora a festa seja em
honra de Nª. Sª. Dos Remédios, a padroeira é Santa Catarina de
Alexandria.
Diácono
José Rosa Costa in Boletim Paroquial de Quintos «O Sino» JUL2015
NR - Infelizmente, contrariamente ao que anteriormente acontecia quando Quintos tinha Junta de Freguesia, ninguém nos fez chegar um cartaz da Festa de Quintos.
Lamentamos.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Registe-se, para mais tarde recordar
Sem delongas, reproduzo o texto que o sr. Embaixador Francisco Seixas da Costa publica no seu blogue 2 ou 3 coisas:
Na História!
Com modéstia, o nosso primeiro-ministro revelou há poucas horas ter sido ele quem gizou a fórmula que permitiu "fechar" o acordo com a Grécia! Há momentos em que um país se arreda da vulgaridade e deixa a sua marca nas tábuas da História universal! São instantes raros, daqueles que apontam caminhos ao mundo, que definem lideranças excecionais. Como disse Herman José no clássico "Bamos lá cambada!", "os portugueses já provaram muitas vezes saberem ser bons fregueses das grandes ocasiões". São instantes de génio, Bojadores, Tordesilhas, Aljubarrotas. Há horas, foi Bruxelas. A Europa estava num impasse, Merkel coçava os punhos do saia-e-casaco, Hollande já só sonhava em ter um capacete para a moto igual ao de Varoufakis, Tsipras fazia as contas a quantas colunas do Partenon teria de passar a patacos. Foi então que deste canto ibérico surgiu, serena, forte, decisiva, a sugestão redentora. Afinal, Portugal, tido por crítico reticente da atitude helénica, dava uma mediterrânica mão a Atenas. E, desta vez, não era Fernando Santos! Terá havido um silêncio respeitoso, contam-nos. Seguido de um aplauso entusiástico! Tusk, por uma vez, nem olhou para Berlim, à espera de instruções, Juncker, rápido, pressentiu o golpe de génio e pediu uma rodada comemorativa. Os copos tilintaram. A glória lusitana, a "trouvaille", o desenrascanço foi brindado. Seria um Porto, um vintage, uma reserva à altura? Quando o líquido chegou à boca sedenta dos líderes houve, contudo, esgares menos agradados. Afinal, era "retsina"!
Francisco Seixas da Costa in 2 ou 3 coisas, 13/07/2015
Coerentes na fé
Com o título em
epígrafe, publica o senhor Diácono José Rosa Costa no Boletim
Paroquial de Quintos do corrente mês o seguinte texto que copiámos
com a devida vénia:
«A fé é uma adesão
pessoal do homem a Deus (…) Para o cristão, ter fé é crer
inseparavelmente n'Aquele que Deus enviou “no seu Filho amado” em
quem pôs todas as complacências (…) Deus mandou que O
escutássemos (…) Podemos crer em Jesus Cristo porque Ele é Deus,
o Verbo feito carne... A fé é um dom de Deus, uma virtude
sobrenatural por Ele...»
Quando falamos em Deus,
implicitamente, estamos a falar no Senhor Jesus. Portanto, ter fé é
crer em Deus, Trindade Santíssima, é ter confiança em Deus em
todas as circunstâncias da nossa vida, mesmo nas adversidades, é
convertermo-nos aceitando o Evangelho, é saber cumprir a vontade de
Deus e aceitar os Seus desígnios sobre nós. O coração da fé é
obra salvífica de Cristo, sobretudo a Sua Morte e Ressurreição.
Deus ama-nos, quer sempre o nosso bem e jamais nos abandona. A fé
pressupõe compromisso e testemunho. Nenhum de nós pode arrogar-se
de ter a “sua” fé. Já o apóstolo Paulo dizia “há uma só
fé, um só batismo, um só Senhor”.
Por isso deve viver-se em comunhão com os irmãos que professem a fé
num único Senhor, num único batismo, unidos na Eucaristia e nos
demais Sacramentos. Testemunhar a fé é, ainda, ter a alegria de
participar no Eucaristia em comunhão com os irmãos que a vivem em
comunidade. Deus faz parte da nossa vida, devemos louvá-l'O na
Eucaristia e lembrá-l'O todos os dias e não só quando nos surgem
problemas para, então, “pagarmos promessas”. Diz o Santo Padre
Francisco: “No Sacramento da Eucaristia encontramos Deus
que Se dá a Si mesmo”. O amor
de Deus por nós supera qualquer amor humano. O amor de Cristo por
nós vai até ao supremo sacrifício da Cruz. «Não há
amor maior do que dar a vida...».
Que a fé nos ajude a contemplar o amor de Deus por nós e que
saibamos ser coerentes no cumprimento do nosso dever de cristãos.
Diácono
José Rosa Costa
sábado, 11 de julho de 2015
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade | 1923 - 2005 |
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O elefante
Cada um pinta-o da cor que mais gosta, rosa, azul, branco, às bolinhas amarelas... A imaginação não tem limite.
Há uma cor no elefante (ou o aglomerado de todas elas, uma precisão da física) - o branco - que causa alguma irritação ao decisor político, mas não percebo porquê.
Irrita-se - o decisor, não o elefante - quando lhe dizem que a «obra» que mandou construir é uma aberração que só serve interesses ocultos mas que a maior parte das vezes estão à vista - se não de todos - de muitos.
Enfim...
Noticia hoje o diário espanhol "El País" que o aeroporto de Ciudad Real foi posto à venda em praça mas ninguém lhe pegou. 80 milhões de euros era o valor base.
Este aeroporto começou a funcionar em dezembro de 2008 e encerrou em abril de 2012 por ser um autêntico fiasco.
É uma estrutura para fantasmas.
Nós por cá também temos um paquiderme desta cor...
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Silêncio, que tentação!
"O silêncio é a minha maior tentação. As palavras, esse vício ocidental, estão gastas, envelhecidas, envilecidas. Fatigam, exasperam. E mentem, separam, ferem. Também apaziguam, é certo, mas é tão raro!
A plenitude do silêncio só os orientais a conhecem."
Eugénio de Andrade | 1923 - 2005 |
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Automóvel sem condutor
É uma realidade que se encontra ao virar da esquina.
Ainda não circulam nas nossas ruas e estradas, mas já existem. Julgo que dentro de poucos anos nos vamos cruzar (e ser conduzidos!) por eles.
Há pouco tempo, um jornal ou revista que não posso precisar, colocava a seguinte questão:
- Estão as seguradores preparadas para segurar os automóveis sem condutor?
A resposta era bastante simples:
- Não.
Ontem, o jornal espanhol El País levantava uma outra questão ainda mais desconcertante:
- Deverá um automóvel sem condutor poder decidir quem morre ou sobrevive num acidente?
Exemplo: "Deverá o automóvel sem condutor sacrificar o seu ocupante virando a direção bruscamente e fazê-lo cair num precipício para evitar matar as crianças que seguem num autocarro escolar que de repente lhe aparece à sua frente em contramão?"
É um dilema.
Os executivos da industria automobilística estão sem soluções e contrataram especialistas das áreas da ética e da filosofia para respostas plausíveis.
Wendell Wallach, investigador do Centro Interdisciplinar de Bioética da Universidade de Yale, defende - e eu concordo - que "o caminho a seguir é criar um princípio absoluto segundo o qual as máquinas não tomarão decisões sobre a vida e a morte".
É um assunto polémico e que muita tinta ainda fará correr.
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| Boneco em simulacro de travagem autónoma da BMW em Boxberg Foto: Krisztian Bocsi | Bloomberg |
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