terça-feira, 30 de junho de 2015

A Lei da Mordaça


Dentro de poucos minutos - às 00H00 de 01 de julho de 2015 - entra em vigor a Lei da Mordaça.
Não, não é em Portugal, é aqui ao lado, em Espanha.
Confesso que não sei responder se estamos a salvo de mordaça igual ou pior.
Citando o diário espanhol El País de hoje, recordamos cinco coisas proibidas a partir de amanhã:
1. Manifestações junto do Congresso ou do Senado, assim como dos Parlamentos das regiões autónomas.
2. Fotografar ou filmar agentes de segurança (polícias e afins) em manifestações, reuniões, etc. Em especial se na ocasião estiver a haver carga policial.
3. Impedir, dificultar ou tentar interromper uma ação de despejo.
4. Protestar nas alturas, isto é, escalar edifícios ou outras construções para manifestar o seu descontentamento (método muito utilizado pelo Greenpeace).
5. Resistência pacífica, isto é, quem, num espaço público não acate a ordem policial de evacuação do local, sentando-se ou deitando-se no chão (por exemplo).
Todas estas normativas, que antes necessitavam de um aval ou parecer de um juiz de direito, ficam a partir de amanhã ao livre arbítrio de um agente policial.
As sanções vão dos 100 aos 600 mil euros.
Infração leve, multa de 100 a 600 euros.
Infração grave, multa de 601 a 30 mil euros.
Infração muito grave, multa de 30.001 a 600.000 euros.


Marcha de hologramas em frente do Congresso contra esta Lei
Foto: Kike Para / ELPAIS TV


domingo, 28 de junho de 2015

Ser de esquerda


Está na moda, tal como nos anos 60 do século passado.
Nesse tempo a esquerda não comia caviar, hoje come.
Nesse tempo a esquerda andava a pé ou de transportes públicos, hoje anda de Audi, BMW e muitas vezes com motorista.
Nesse tempo a esquerda defendia causas e ideais porque acreditava neles, hoje defende aquilo que dá mais palmas.
Poderia continuar com as assimetrias das esquerdas do passado e do presente, mas deixo-vos este pequeno trecho do artigo de Helena Matos em O Observador de hoje:

«Durante cinco meses a Europa exigiu aquilo que nem Tsipras nem o Syriza podiam dar. E esse aquilo chama-se governo. A geração de líderes radicais (de que Tsipras é um exemplo) passou (ao colo das instituições e dos jornalistas) das universidades para os estúdios de televisão. Daí chegaram à política. Ou melhor dizendo aos movimentos. Não distinguem os votos das audiências. E confundem palmas com resultados.
A fragmentação dos Syriza, Podemos, BE.. não acontece por acaso. São o resultado do excesso de egos e da falta de pensamento político desses agrupamentos que naturalmente ao primeiro choque com a realidade voltam ao seu estado natural: divididos e acusando-se de torpezas e traições. O Syriza, o Podemos ou o BE apregoam todos os dias a sua superioridade por enquanto movimentos serem uma alternativa aos velhos partidos. Nada mais falso. Eles são movimentos porque não conseguem ser partidos. Não têm líderes, não têm pensamento e não têm estratégia para tal.»

Helena Matos in O Observador 28/06/2015

Foto: Arne Dedert / EPA


sábado, 27 de junho de 2015

O dia mais longo do ano


Não, não me estou a referir ao Solstício de verão que, no nosso hemisférico, ocorreu no passado domingo. É nesta data que, efetivamente, se regista o dia mais longo de luz solar e obviamente a noite mais curta. Mas o que eu quero realçar é o dia mais longo, isto é, o dia que terá mais do que 24 horas.
Será no próximo dia 30 de junho, este último dia de junho terá 24 horas, 0 minutos e um segundo, trocando por miúdos, o último minuto do dia terá 61 segundos, isto é, às 23:59:59 passará para 23:59:60 e não para as 00:00:00 de 1 de julho.
Com vê terá mais um segundo de vida!
São acertos com o relógio atómico, dizem os astrónomos. Enquanto o relógio atómico (o átomo) tem uma cadência precisa, a Terra está a perder velocidade de rotação, está a ficar velha...
Fonte: Time&date
  
Foto: iStockphoto.com / kvkirillov


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Auto-estima abaixo de cão


De facto, nós andamos de rastos. Por outro prisma, têm-nos posto de rastos.
Escreve hoje na revista Visão Ricardo Araújo Pereira:
«Só um povo com uma auto-estima muito baixa se entusiasma com notícias do género "Cão de Barack Obama é um cão de água português". Se Cavaco Silva arranjar um pastor alemão, tenho quase a certeza de que a notícia não aparecerá na imprensa germânica.»
É um autêntico murro no nosso estômago, mas não nos dói nada, tal é a dose de anestésico que nos deram...




terça-feira, 16 de junho de 2015

Ajunta-te à Gente!


É o nome da Associação de Jovens da Salvada.
No primeiro fim de semana de julho levam a efeito a 2ª Edição do fim de semana gastronómico «Sabores na Aldeia!».
Afirma esta rapaziada que: "Nos dias 4 e 5 de julho voltamos a viver o associativismo com boa música, muita animação, tasquinhas e muitos petiscos! Contamos com a presença de todos".
Audazes sem dúvida estes rapazes e raparigas de Salvada.
Junte-se a eles nos dias 4 e 5 de julho!




segunda-feira, 15 de junho de 2015

Massa crítica


Na passada quinta-feira chegou ao parque de materiais do Município de Beja a tão falada Central de Massas Asfálticas a Quente.
Os vereadores do PS no Município de Beja tossem que se fartam com este negócio.
E porquê?
Dizem eles que:
- O equipamento foi adquirido não pela câmara mas sim pela EMAS (por imposição da CM Beja), empresa municipal que se dedica exclusivamente a águas e saneamentos e não a asfaltamentos.
- O equipamento é velho, mais de 20 anos, e a empresa que o vendeu obrigou a que o contrato tivesse uma cláusula em que não dá qualquer tipo de garantia por defeito ou avaria.
- O equipamento é caro, 285 mil euros + IVA.
- O equipamento só será entregue daqui a seis meses, afirmou o vereador Rui Marreiros. Aqui, o vereador espalhou-se ao comprido, ao que o Lidador Notícias diz, o equipamento já chegou.
Sobre este assunto o senhor presidente da câmara (e também presidente do conselho de administração da EMAS) pouco diz. Quanto aos valores diz: “Eu não tenho os números de cor” e quanto ao resto das afirmações dos vereadores do PS laconicamente afirma:  “são insinuações e alguns vão ter de engolir o que disseram”.
Diz pouco, muito pouco ou nada, o que é grave.
Fontes: Público, Lidador Notícias e PS Beja

 

Foto: Lidador Notícias


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Violência doméstica


Porque é que algumas (muitas) mulheres decidem continuar com o seu marido violento?
Nalguns casos porque temem que a situação se agrave.
Noutros, porque o marido ameaça até matar se a esposa tentar abandoná-lo. Não faltam casos em que a ameaça se concretizou.
Outras hesitam em deixar o marido porque temem que a reação dos seus familiares e amigos se volte contra elas, recusando-se a acreditar que a situação estava tão má. "Ele é tão boa pessoa, tão cordial e carinhoso com toda a gente, como podes tu dizer essa barbaridade do teu marido?!"
Depois há ainda outras "justificações":
- Não querem que os filhos cresçam sem a presença do pai e da mãe;
- Ficam com medo de não conseguirem sustentar a família sozinhas;
- Sentem vergonha de contar que sofrem agressões;
- Acreditam que a culpa é delas;
- Esperam que a situação melhore.
E a violência continua...




Talvez Você não saiba (I)


Sabia que acabar com a fome no Mundo não é simplesmente uma questão de se produzir mais alimento?
Calcula-se que a produção atual é suficiente para alimentar mais de 12 mil milhões de pessoas, 5 mil milhões mais que a população mundial.
O problema está relacionado principalmente com a distribuição, questões financeiras e desperdício.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

mitologia, com letra pequena


Todos nós, quando fomos crianças, vivemos momentos de efabulações. Faz parte, dizem os entendidos, da nossa formação.
Quando adultos, esses momentos, mesmo que nos encontremos numa zona de crianças ou de miniaturas, fica-nos mal, muito mal.
São "cenas" no mínimo inconvenientes. Tristes.


Foto: Paulo Cunha | Lusa


domingo, 31 de maio de 2015

Santos Populares


São três: Santo António, São João e São Pedro. Antigamente bastante festejados em Portugal e em Quintos em particular onde era comum haver mastros em várias rua da aldeia e até os montes em redor de Quintos (Monte do Padre, Montes Novos, Monte Corvo e os mais distantes como o Monte dos Pisões e a Corte Condessa) não fugiam à tradição. Sem as modernices de agora em que se recorre à amplificação e distorção de som, à exploração com fins lucrativos de comes e bebes, nessa altura o mastro dos Santos populares tinha como objetivo o divertimento, cantar, dançar, confraternizar.
Cantava o povo o seguinte refrão: A treze do mês de junho / Santo António se move / São João a vinte e quatro / e São Pedro a vinte e nove.
Do mês que amanhã começa, publica o Boletim Paroquial de Quintos «O Sino», o seguinte texto de autoria do senhor Diácono José Rosa Costa que, com a devida vénia, aqui transcrevemos:

«Santos Populares
S. António; S. João; S. Pedro;
O povo caracterizou estes três Santos com epíteto de "Populares". Não discuto a tradição, mas admito que uma das causas esteja ligada à devoção que o povo lhes dedica, ligando-os a festejos populares.
Não obstante a força festiva tradicional e popular que carregam e que os tornou uma referência para algumas populações, gostaria de, em parcas palavras, fazer uma sintética biografia da cada um deles para que, de facto, não esqueçamos quanto representam na nossa vida de cristãos:
*Santo António, frade franciscano, foi um brilhante teólogo, pregador, místico e asceta, que também cultivou o amor aos pobres.
*S. João anunciou o Reino dos Céus, foi chamado o Precursor e batizou Jesus no rio Jordão.
*S. Pedro foi um dos Apóstolos a quem Jesus disse: "Tu és Pedro, pedra sobre a qual edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18-19). Foi ainda um destemido anunciador do Evangelho e pela fé em Cristo sofreu o martírio.
Devemos também ver estes Santos pelo muito (ou pelo tudo) que deram e amaram em nome de Jesus.»

Diácono José Rosa Costa, O Sino, JUNHO 2015