sexta-feira, 12 de junho de 2015

Violência doméstica


Porque é que algumas (muitas) mulheres decidem continuar com o seu marido violento?
Nalguns casos porque temem que a situação se agrave.
Noutros, porque o marido ameaça até matar se a esposa tentar abandoná-lo. Não faltam casos em que a ameaça se concretizou.
Outras hesitam em deixar o marido porque temem que a reação dos seus familiares e amigos se volte contra elas, recusando-se a acreditar que a situação estava tão má. "Ele é tão boa pessoa, tão cordial e carinhoso com toda a gente, como podes tu dizer essa barbaridade do teu marido?!"
Depois há ainda outras "justificações":
- Não querem que os filhos cresçam sem a presença do pai e da mãe;
- Ficam com medo de não conseguirem sustentar a família sozinhas;
- Sentem vergonha de contar que sofrem agressões;
- Acreditam que a culpa é delas;
- Esperam que a situação melhore.
E a violência continua...




Talvez Você não saiba (I)


Sabia que acabar com a fome no Mundo não é simplesmente uma questão de se produzir mais alimento?
Calcula-se que a produção atual é suficiente para alimentar mais de 12 mil milhões de pessoas, 5 mil milhões mais que a população mundial.
O problema está relacionado principalmente com a distribuição, questões financeiras e desperdício.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

mitologia, com letra pequena


Todos nós, quando fomos crianças, vivemos momentos de efabulações. Faz parte, dizem os entendidos, da nossa formação.
Quando adultos, esses momentos, mesmo que nos encontremos numa zona de crianças ou de miniaturas, fica-nos mal, muito mal.
São "cenas" no mínimo inconvenientes. Tristes.


Foto: Paulo Cunha | Lusa


domingo, 31 de maio de 2015

Santos Populares


São três: Santo António, São João e São Pedro. Antigamente bastante festejados em Portugal e em Quintos em particular onde era comum haver mastros em várias rua da aldeia e até os montes em redor de Quintos (Monte do Padre, Montes Novos, Monte Corvo e os mais distantes como o Monte dos Pisões e a Corte Condessa) não fugiam à tradição. Sem as modernices de agora em que se recorre à amplificação e distorção de som, à exploração com fins lucrativos de comes e bebes, nessa altura o mastro dos Santos populares tinha como objetivo o divertimento, cantar, dançar, confraternizar.
Cantava o povo o seguinte refrão: A treze do mês de junho / Santo António se move / São João a vinte e quatro / e São Pedro a vinte e nove.
Do mês que amanhã começa, publica o Boletim Paroquial de Quintos «O Sino», o seguinte texto de autoria do senhor Diácono José Rosa Costa que, com a devida vénia, aqui transcrevemos:

«Santos Populares
S. António; S. João; S. Pedro;
O povo caracterizou estes três Santos com epíteto de "Populares". Não discuto a tradição, mas admito que uma das causas esteja ligada à devoção que o povo lhes dedica, ligando-os a festejos populares.
Não obstante a força festiva tradicional e popular que carregam e que os tornou uma referência para algumas populações, gostaria de, em parcas palavras, fazer uma sintética biografia da cada um deles para que, de facto, não esqueçamos quanto representam na nossa vida de cristãos:
*Santo António, frade franciscano, foi um brilhante teólogo, pregador, místico e asceta, que também cultivou o amor aos pobres.
*S. João anunciou o Reino dos Céus, foi chamado o Precursor e batizou Jesus no rio Jordão.
*S. Pedro foi um dos Apóstolos a quem Jesus disse: "Tu és Pedro, pedra sobre a qual edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18-19). Foi ainda um destemido anunciador do Evangelho e pela fé em Cristo sofreu o martírio.
Devemos também ver estes Santos pelo muito (ou pelo tudo) que deram e amaram em nome de Jesus.»

Diácono José Rosa Costa, O Sino, JUNHO 2015



segunda-feira, 25 de maio de 2015

Quer trabalhar na Assembleia da República?


Não, não é um tacho que lhe proponho.
É um emprego, aliás, são vários os lugares disponíveis que vão desde o direito às engenharias informática, civil ou ambiental. São 23 os lugares a concurso.
Quem pode concorrer?
Trabalhadores com ou sem relação jurídica de emprego público prévia.
São dez os Avisos de concurso publicados no passado dia 22 de maio no Diário da República, que poderá consultar aqui e candidatar-se até ao próximo dia 5 de junho inclusive.
Boa sorte!




quinta-feira, 21 de maio de 2015

Os clássicos não, por favor!


Parece que a justiça portuguesa declarou guerra aos clássicos.
O artigo de Ricardo Araújo Pereira na revista Visão de hoje, refere isso mesmo.
Com a devida vénia, um pequeno excerto:

«Marco António Costa, vice-presidente do PSD, está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto. Espero, sinceramente, que seja inocente. Depois do encarceramento de um Sócrates, não sei se Portugal aguentaria a prisão de um Marco António. Uma coisa é sermos um país de gente corrupta, outra coisa é sermos uma revista à portuguesa passada na antiguidade clássica. A ignomínia aguenta-se melhor que o ridículo. Por sorte não existem, na política portuguesa, Anaximandros nem Dioclesianos, pelo que, em princípio, bastará manter Marco António fora da cadeia para evitar um enxovalho embaraçoso.»

Ilustração: João Fazenda | Visão


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Oferta de Emprego


Não consta na página do IEFP, mas o governo da Arábia Saudita divulgou ontem uma oferta de emprego para a contratação de 8 (oito) carrascos para executarem por decapitação os condenados à morte naquele reino abençoado pelos EUA.
A oferta de emprego não exige experiência, segundo a nota divulgada pelo Ministério do Serviço Público.
Os futuros funcionários públicos encarregar-se-ão também, nas horas vagas, de amputações de pessoas condenadas por roubo.
Fonte: Jornal i




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quintos em tamanho GRANDE


Quintos, o Alentejo, Portugal e o resto da Europa estão a perder população. Pouco ou nada tem sido feito para inverter esta tendência que pode ter efeitos catastróficos a médio prazo.
Mas há resistentes! Gauleses tipo Astérix e Obélix (relembrando a semana romana que agora decorre em Beja).
Em Quintos, apesar de cá não residir mas ser filho da terra, temos o nosso Astérix, Francisco Costa de seu nome.
Escreve o Diário do Alentejo de hoje «Numa época em que tudo aconselha a conter, nos orçamentos como nas famílias, há quem ouse ir para além do segundo filho, do tal “casalinho” que nos habituámos a aceitar como “normal”», a família Costa tem - até ao momento - 6 (seis) filhos. É fantástico!
Se os residentes em Quintos tivessem seguido este princípio, certamente não teríamos perdido a freguesia (digo eu...).
Uma frase que adorei, de Lúcia, esposa do Francisco: «Perguntam-me como é que eu faço comida para tanta gente. Eu não sei responder a isso. Eles não apareceram os seis de repente. Fui aprendendo, fomo-nos adaptando às circunstâncias. Não há pozinhos mágicos. É também assim nas outras casas».
As maiores felicidades à família Costa!


Foto: José Serrano | Diário do Alentejo

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Obituário


Morreu a Anita.
Não de morte natural, foi assassinada.
Em seu lugar colocaram uma coisa com o nome de martine, nem nome de bebida é...
Paz à sua alma.
Citando o Observador:

«“Cada vez mais, as crianças de todo o mundo estão unidas pelas mesmas histórias, pelos mesmos temas, pelos mesmos heróis de animação. Todas elas sabem quem é o Mickey, o Noddy e o Harry Potter. Esta razão, aliada ao conceito de ‘aldeia global’ em que vivemos atualmente, faz com que a decisão de voltar às origens ganhe todo o sentido”, lê-se num comunicado enviado pela Zero a Oito, a editora responsável pela nova dinamização dos livros infantis que a Verbo introduziu em 1966, com o nome Anita».
Só tenho um comentário a fazer: suicidem-se! Era um bem que faziam à Humanidade.
Fonte: Observador



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Tuuuu... Barão!


Qualquer um fica gago. O fotógrafo diz que não, mas eu não acredito.
Esta fotografia foi tirada pelo cineasta australiano Dave Riggs ao largo da costa de Port Lincoln, no sul da Austrália, quando filmava para o programa Shark Week do Canal Discovery.
Diz ele que este tubarão branco, com quase 5 metros, apesar de parecer agressivo com as mandíbulas bem abertas, apresentava arranhões e sangue na cara e deveria estar apenas a observar a paisagem...
Perdoem-me a arrogância, mas não gosto de fazer parte da paisagem de um tubarão branco. Nem de outra cor.


Foto: Dave Riggs | Caters