segunda-feira, 4 de maio de 2015

Baralhar-nos


É o que se pode dizer destas imagens, baralham-nos a visão e a compreensão.
É Arte! Duvidosa para alguns, mas para mim é Arte. Defeito meu, dirão uns; É da idade, outros dirão. Seja.
Este artista, Víctor Enrich de seu nome, natural de Barcelona, Espanha, fotógrafo profissional, pianista nas horas vagas.
Diz-me um amigo meu (fotógrafo profissional, por acaso) "isto não é 'photoshop', é muito mais que isso!".
Algumas destas fotografias estão expostas na Bienal Fotográfica 2015 de Bogotá, Colômbia entre 02 de maio e 15 junho.
O trabalho em causa é com o Deutscher Kaiser Hotel de Munique, Alemanha.

Fotos: Víctor Enrich





O chico-espertismo


Por desobediência - recusou o teste de alcoolémia e posteriormente recusou a análise sanguínea - foi notificado para comparecer hoje às 10H00 no Tribunal de Beja.
Não é um cidadão qualquer, é um advogado. Advogado com escritório em Beja, Hugo Machado de seu nome.
A atitude deste advogado deixa-me sem palavras, só espero que a Justiça seja exemplar.
Fonte: Lidador Notícias

Foto: Lidador Notícias


sábado, 2 de maio de 2015

Escolha bem o dia em que vai morrer


Não é por si, futuro defunto, mas pelos seus familiares e amigos que lhe farão o velório.
Lembre-se, escolha um dia em que seja apenas você a morrer na sua terra, em especial se for na Cabeça Gorda (ou Quintos).
Não gosto de brincar com a morte, prefiro fazê-lo com a vida, mas a atitude do senhor padre da Cabeça Gorda - que por acaso também é o pároco de Quintos - mais parece uma piada de humor negro.
Recusou o acesso à Igreja (que não é dele...) com o argumento de que a igreja é um local "para os vivos e não para os mortos".
Poderia escrever sobre a história dos locais de velório da nossa região - Alentejo - mas nada adiantaria, em primeiro lugar porque o senhor padre Dário não lê este blogue, em segundo lugar porque ele jamais compreenderia.
Lamento profundamente esta prepotência do padre Dário.
Fonte: Notícias Lidador

Foto: Notícias Lidador


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Parece, mas não é


A perfeição tecnológica (será que perfeição é o termo correto?) avança a passos largos.
Por isso, lanço um alerta aos rapazes (e raparigas): cuidado com o que surge diante dos vossos olhos, nem tudo o que parece é!
As fotos que anexamos a esta mensagem parecem ser de uma jovem e bela rapariga, mas não são.
Trata-se apenas e só de um robot, ou mais precisamente neste caso, de uma robot.
Foi ontem apresentada na Conferência Global de Internet Móvel em Pequim, China. O andróide foi produzido por equipas do Centro de Robótica de Xangai em parceria com o professor Hiroshi Ishiguro, do Japão. A ideia do grupo é popularizar os robots entre os jovens. Batizaram-na de Yangyang e tem capacidade de apresentar várias expressões faciais.
Como tal, caro(a) leitor(a), nos dias que correm nunca se sabe com o que nos cruzamos na rua...


Fotos: Kim Kyung-Hoon / Reuters


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Leia! Vai ver que não dói


Há muitas formas de nos cultivarmos, mas há uma imprescindível: a leitura.
É, desde que a escrita foi inventada, a melhor forma de registar, transmitir e, obviamente, adquirir conhecimento.
Acabei de ter conhecimento de um sítio na internet onde você pode encontrar centenas de livros digitais. «É um site onde se dá acesso gratuito a livros eletrónicos (e-books) em português europeu: reedições de livros anteriormente publicados em papel mas que são já de difícil acesso; originais inéditos e editados de propósito para publicação na Bibliotrónica Portuguesa; e livros disponíveis noutros sites, através de um índice com hiperligações.», dizem os seus autores alunos da disciplina de Edição de Textos, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e outros voluntários com preparação suficiente para executarem uma reedição.
Vá lá, vai ver que não se vai arrepender.

  


sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril sempre... Para os mesmos

 
Gostaria de falar sobre isto: O que foi e para que foi o 25 de Abril.
Mas não posso, ou melhor, não devo. Se o fizesse ainda me caía em cima alguma comissão de censura.
Por isso, resta-me transcrever a mensagem de hoje do Embaixador Francisco Seixas da Costa em 2 ou 3 Coisas:

«Abril no feminino
41 anos depois da Revolução, é muito triste verificar que só 31 mulheres acederem a cargos de ministro em Portugal. Os homens foram 498.
O machismo é uma nódoa neste abril.»

 


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Ser Livre


Quais são os nossos valores de segurança?
E de liberdade?
A educação dos nossos filhos e netos passa pelo ensino de manejar uma arma de fogo?
Devemos ensinar a geração vindoura que a melhor forma de defesa é o ataque?
É matando que nos prende à vida?
Recuso-me a pensar assim.
Mas é assim que milhões de norte americanos pensam e pagam caro por isso.
Na imagem um instrutor de tiro ensina jovens a usar uma pistola, na loja de armas Gat Guns, Illinois, USA.
Nota: Este texto não foi visado pela censura.

  
Foto: Jim Young / Reuters


O AZUL da moda


O azul volta a estar na moda, é porreiro, pá! 
Desta vez vem em forma de lápis, pois é, lápis azul igual ao que uns senhores antigamente usavam.
«PSD, PS e CDS querem que os órgãos de comunicação social digam que planos detalhados têm para a cobrir a próxima campanha eleitoral; querem também que esses planos sejam validados por uma comissão composta por nomeados pelos partidos; comissão essa que vai fiscalizar o que os media vão fazer; querem ainda limitar a opinião nesse período - e que esta não seja "sempre a favor de uma determinada candidatura" - entre outras coisas do mesmo género.» escreve o Observador.
Hoje é dia 24 de abril de 2015 mas mais parece 24 de abril de 1974, só que amanhã é dia 25 de abril e estes senhores continuarão de lápis em punho. Até quando, não se sabe...

Página de Conto datilografado de Virgílio Ferreira visado pela censura


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Tarrafal


A 23 de abril de 1936 é publicado no Diário do Governo o Decreto-Lei nº 26539 que cria a Colónia Penal do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde.
Foi há 79 anos que o Campo de Concentração Tarrafal, também conhecido por campo da morte lenta, foi instituído por ordem de Salazar, para aí calar todos aqueles que ousavam desafiar os abutres do regime de então.
Este campo foi construído de acordo com os ensinamentos dos campos de concentração da Itália fascista e da Alemanha nazi e foi inaugurado em 29 de outubro de 1936.
O seu primeiro diretor, capitão Manuel Martins dos Reis, fez questão de anunciar aos prisioneiros que “Quem vem para o Tarrafal, vem para morrer!”. Esta tese é fortemente alicerçada pelo facto de o primeiro médico do campo de concentração, Esmeraldo Pais de Prata, aqui chegado em fevereiro de 1937, ter advertido os presos que não estava aqui para curar doentes, mas para “passar certidões de óbito.”
É bom relembrar para que jamais aconteça algo semelhante.


Mapa do Campo de Concentração gravado sobre osso por Cândido Joaquim da Costa
Fundação Mário Soares


Vistas largas


Por vezes, queremos ver e compreender o que se passa longe e recusamos ver e compreender o que se passa mesmo à frente dos nossos olhos.

Foto: Richard Austin