sábado, 25 de abril de 2015
25 de Abril sempre... Para os mesmos
Gostaria de falar sobre isto: O que foi e para que foi o 25 de Abril.
Mas não posso, ou melhor, não devo. Se o fizesse ainda me caía em cima alguma comissão de censura.
Por isso, resta-me transcrever a mensagem de hoje do Embaixador Francisco Seixas da Costa em 2 ou 3 Coisas:
«Abril no feminino
41 anos depois da Revolução, é muito triste verificar que só 31 mulheres acederem a cargos de ministro em Portugal. Os homens foram 498.
O machismo é uma nódoa neste abril.»
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Ser Livre
Quais são os nossos valores de segurança?
E de liberdade?
A educação dos nossos filhos e netos passa pelo ensino de manejar uma arma de fogo?
Devemos ensinar a geração vindoura que a melhor forma de defesa é o ataque?
É matando que nos prende à vida?
Recuso-me a pensar assim.
Mas é assim que milhões de norte americanos pensam e pagam caro por isso.
Na imagem um instrutor de tiro ensina jovens a usar uma pistola, na loja de armas Gat Guns, Illinois, USA.
Nota: Este texto não foi visado pela censura.
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| Foto: Jim Young / Reuters |
O AZUL da moda
O azul volta a estar na moda, é porreiro, pá!
Desta vez vem em forma de lápis, pois é, lápis azul igual ao que uns senhores antigamente usavam.
«PSD, PS e CDS querem que os órgãos de comunicação social digam que planos detalhados têm para a cobrir a próxima campanha eleitoral; querem também que esses planos sejam validados por uma comissão composta por nomeados pelos partidos; comissão essa que vai fiscalizar o que os media vão fazer; querem ainda limitar a opinião nesse período - e que esta não seja "sempre a favor de uma determinada candidatura" - entre outras coisas do mesmo género.» escreve o Observador.
Hoje é dia 24 de abril de 2015 mas mais parece 24 de abril de 1974, só que amanhã é dia 25 de abril e estes senhores continuarão de lápis em punho. Até quando, não se sabe...
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| Página de Conto datilografado de Virgílio Ferreira visado pela censura |
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Tarrafal
A 23 de abril de 1936 é publicado no Diário do Governo o Decreto-Lei nº 26539 que cria a Colónia Penal do Tarrafal, na Ilha de Santiago, em Cabo Verde.
Foi há 79 anos que o Campo de Concentração Tarrafal, também conhecido por campo da morte lenta, foi instituído por ordem de Salazar, para aí calar todos aqueles que ousavam desafiar os abutres do regime de então.
Este campo foi construído de acordo com os ensinamentos dos campos de concentração da Itália fascista e da Alemanha nazi e foi inaugurado em 29 de outubro de 1936.
O seu primeiro diretor, capitão Manuel Martins dos Reis, fez questão de anunciar aos prisioneiros que “Quem vem para o Tarrafal, vem para morrer!”. Esta tese é fortemente alicerçada pelo facto de o primeiro médico do campo de concentração, Esmeraldo Pais de Prata, aqui chegado em fevereiro de 1937, ter advertido os presos que não estava aqui para curar doentes, mas para “passar certidões de óbito.”
É bom relembrar para que jamais aconteça algo semelhante.
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| Mapa do Campo de Concentração gravado sobre osso por Cândido Joaquim da Costa Fundação Mário Soares |
Vistas largas
Sem Palavras
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Mar Morto
A excessiva quantidade de sal e a quase ausência de vida nas suas águas deu nome ao lago de água salgada do médio oriente.
Bem mais próximo de nós existe um mar, este sim um mar, cheio de vida marinha e de esperança - muita! - de quem o atravessa vindo de além mar. Gente que traz uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, mas a cabeça e coração cheios de sonhos, idílicos. Este mar que por norma é calmo, está a tornar-se tormentoso. Está a tornar-se num autêntico Mar de Mortos. Só este ano já nele perderam a vida mais de 1500 pessoas que sonharam ter um dia uma vida melhor.
Venderam tudo, tudo hipotecaram - o que tinham e não tinham - para comprar a agiotas, terroristas, gananciosos sem escrúpulos uma passagem para o paraíso.
Foi um sonho lindo que acabou mal tinha começado.
domingo, 19 de abril de 2015
Erection? Yes!
Os jogos de letras para formar palavras quando geradas aleatoriamente sem censura prévia podem pregar-nos partidas.
Que o diga Rachel Annabelle Riley a bonita apresentadora no Channel 4 do programa Countdown (desconheço se existe em Portugal e qual o seu nome).
Só pode ficar com um sorriso amarelo, a condizer com o vestido...
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| Foto: Channel 4 / PA |
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Linda, de facto
É a representação de uma jovem mulher a dormir e Linda é seu nome. Trata-se de uma escultura em polivinil adquirida pelo Museu de Arte de Denver em 1984.
Poucas são as vezes que esta escultura tem estado exposta dada a fragilidade do material em que é feita (alta sensibilidade à luz).
Há seis anos que não era exposta, encontrando-se agora em exposição no Edifício Hamilton em Denver, até ao próximo dia 21 de junho.
O seu autor John De Andrea, escultor natural e residente em Denver, Colorado, EUA, tornou-se célebre pela expressividade e realismo que dá aos seus trabalhos - em especial o nu feminino - em polivinil, plástico e fibra de vidro.
Ontem, na Denver Post TV, Ray Mark Rinaldi fala sobre esta obra de Arte.
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| Foto: Denver Art Museum |
Advogado do diabo
Não é fácil - nada fácil! - defender (ou representar, como um comentador deste artigo disse, e bem) um arguido de um processo-crime hediondo. É bem mais fácil defender uma vítima de crime.
Não me refiro apenas ao processo em si, mas às alterações que provoca a nível psíquico e emocional no próprio advogado por mais "calejado" que ele seja. Já para não falar no julgamento em praça pública do próprio advogado, por quem não tem respeito nem conhecimento da Lei. Para esses "juízes" todo o arguido acusado de um crime dessa natureza (hedionda, seja lá o que isso for) deveria ser imediatamente eliminado, à semelhança do que se fazia há 200 ou 300 anos atrás. E o assunto ficava resolvido. Ou não.
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| Foto: João Santos |
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