Cartoon publicado em 27/09/2014 no The Independent
sábado, 27 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Sorria! Está a ser filmado
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Piropo
"Expressão ou frase dirigida a alguém, geralmente para demonstrar apreciação física", este o significado de piropo in Dicionário Priberam.
O Bloco quer proibir o piropo, por Lei.
Sem mais delongas, reproduzo, com a devida vénia, o post do sr. embaixador Francisco Seixas da Costa sobre este tema:
Piropo
Leio que o Bloco de Esquerda vai levar de novo à cena parlamentar a sua proposta de criminalização do piropo. Há pouco mais de um ano, o assunto já havia sido suscitado, como então referi.
Com esta iniciativa, aquele grupo político mantém-se na prestigiada senda de trazer a lume temáticas que estão bem no centro das preocupações maiores do povo português. É assim que se dignifica um parlamento. Grande Bloco (e isto não é um piropo!). Bem hajam!
Ilustro este post com a "American girl in Italy", uma imagem clássica de Ruth Orkin, de 1951.
Francisco Seixas da Costa in 2 ou 3 coisas 24/09/2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
O inferno é ali
Há pessoas assim. Nem sei como lhes chame, se corajosas se loucas.
Iurie Belegurschi, fotógrafo, sobrevoa sentado à porta de um helicóptero uma zona de lava incandescente a cerca de 25 quilómetros do vulcão Barbarbunga, Islândia.
Eu, nem presa com cabos de aço, sobrevoaria aquela paisagem infernal.
Fonte: The Daily Telegraph
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| Foto: Iurie Belegurschi / Barcroft Media |
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Autos infames
Rossio, Lisboa, 20 de setembro do ano da graça de 1540.
Perante a Corte portuguesa realizou-se o primeiro auto de fé em Portugal. Assim começou a primeira de muitas execuções praticadas pelo Tribunal do Santo Ofício ao serviço da Inquisição em Portugal.
Foi, sem dúvida, um dos períodos mais negros da nossa História em que assentava a ignorância e a escuridão intelectual.
A História não se repete, nunca, mas por vezes há quem queira copiar, especialmente as passagens mais tenebrosas de um passado que em nada nos orgulha como seres humanos.
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| Procissão de auto de fé no largo do Rossio, Lisboa. Gravura de Juan Alvarez de Colmenar, 1707. |
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Aquecimento central
Quatro bocas famintas de crias de andorinha aguardam no seu apartamento com aquecimento central a chegada dos pais com comida.
Local: Thixendale, North Yorkshire, UK
Fonte: The Daily Telegraph
Foto: Robert Fuller / BNPS
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Amor sem limites
Há pessoas que adoram julgar os outros mas são incapazes de se olhar ao espelho. Eu, reconheço, tenho uma má relação com o espelho.
Não vou julgar (quem sou eu?!) mas vou aqui publicamente tirar o meu chapéu a duas Senhoras, Vivian Boyack e Alice Dubes.
Vivian com 91 anos de idade e Alice com 90, vivem numa relação há 72 anos e, no passado sábado, resolveram casar-se.
O casamento teve lugar em Davenport, Iowa, EUA.
Os meus sinceros parabéns ao casal!
Foto e fonte: The Independent
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Água, líquido precioso
Nos países ricos pouco valor se dá à água potável. É um bem que tem o dever e obrigação de estar sempre à nossa disposição, pensamos nós.
Mesmo numa situação pontual em que ela falta na torneira, resmunga-se e vamos ao supermercado comprá-la.
No entanto há milhões de pessoas que têm que andar diariamente quilómetros para obter um pouco de água mais ou menos potável para as suas refeições.
Outros há que apesar de rodeados de água, esta está contaminada e é imprópria para consumo.
Até os meteorologistas da nossa praça dizem com frequência "mau tempo" para dias de chuva e "bom tempo" para dias de sol, mesmo em pleno inverno.
Recordo-me de antigamente ouvir em Quintos a pessoas entendidas em agricultura: "Bela tarde de água! E assim mansinha fica toda na terra!"
Outros tempos...
Fotos: Anupam Nath / Associated Press
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A magia do conto
Convido-vos a lerem, vale a pena! «Jasmine e o seu conto
O meu nome é Jasmine, tal como a princesa do conto de Aladino.
Tenho 10 anos e hoje a professora disse que como eu tinha o nome de personagem de uma história, que escrevesse sobre outros protagonistas de outras histórias.
E então eu escrevi isto.
Era uma vez uma menina que nasceu num país mágico onde o sol sempre brilhava e a temperatura era sempre amena.
Mas um dia todos os habitantes desse país acordaram com tudo coberto de neve.
Durante a noite e pela primeira vez tinha nevado e tudo estava branco, de uma maravilhosa brancura que levou todos para a rua desfrutar daquela prenda da natureza.
Nesse mesmo estranho dia, nasceu uma menina a quem foi posto o nome de Branca de Neve.
Branca de Neve era muito bonita mas ao contrário do nome, era uma menina morena de cabelos e olhos pretos como a maioria dos habitantes desse país.
Quando tinha 8 anos a Mãe morreu e quando tinha 16 o Pai, com quem sempre vivera feliz, casou de novo com uma senhora viúva que tinha 2 filhas.
E Branca de Neve começou a sentir-se infeliz porque eram muito más para ela.
Quando o Pai estava em casa eram atenciosas, mas quando ele não estava, o que acontecia frequentemente pois tinha de viajar muito por motivo de negócios, faziam-na trabalhar o tempo todo e mal tinha tempo para estudar e sair com as amigas.
Numa tarde fresca de verão, vestiu o seu polar vermelho de capuz e foi dar uma volta pelos bosques pois gostava de ver os esquilos e de sentir o aroma dos pinheiros e demais árvores.
Naquele dia, quando estava sentada a descansar um pouco apareceu um lobo que lhe gritou: “Vou-te comer! Tu és a Menina do Capuchinho Vermelho e eu tenho de te comer como no conto.”
Branca de Neve ficou muito assustada e desatou a correr com quantas forças tinha, até que cansado, o lobo que era gordo e não corria tanto como ela acabou por desistir e ir procurar outra coisa para o almoço.
Quando finalmente parou de correr e viu que o lobo já nem se avistava, respirou descansada e viu ao longe uma pequena casa.
Como já não sabia bem onde estava, dirigiu-se para lá a fim de pedir um copo de água e telefonar para casa a pedir para a irem buscar.
Mas quando chegou viu que aquela casa era toda feita de chocolate e doces.
Quando ia tocar à campainha para ver quem seriam os seus estranhos habitantes, reparou que esta era uma bela bomboca de chocolate e não resistiu a comer um bocadinho.
Depois foi espreitar pela janela onde estavam uns vasos feitos de gomas e provou também um bocadinho.
Como não viu ninguém, empurrou a porta que era uma tablete de chocolate e entrou.
Estava tudo impecavelmente arrumado mas parecia uma casa de bonecas, pois tudo lá dentro era pequenino.
No quarto havia sete camas de chocolate com colchas de gelatina.
Os candeeiros das mesas de cabeceira eram brigadeiros e não resistiu a comer um…
Estava para se ir embora quando ouviu umas vozes a cantar ao longe.
Espreitou pela janela e viu sete anões que todos em fila a marchar enquanto cantavam alegremente:
“Eu vou eu vou
Para casa agora eu vou
Parara-tim-bum
Parara-tim-bum
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Eu vou
Para casa
Agora eu vou“
Branca de Neve sentiu-se cheia de vontade de ver de perto aqueles estranhos habitantes de uma casa de chocolate perdida na floresta.
Quando chegaram foram simpáticos para com ela e convidaram-na para almoçar.
Comeram frutos silvestres, pão com mel e beberam sumo de malvas.
No fim, Branca de Neve despediu-se deles, agradeceu a hospitalidade e pediu que lhe indicassem o caminho para casa.
O Dengoso prontificou-se para a acompanhar enquanto o Soneca dormitava sentado numa cadeira de mortadela de chocolate e o Atchim não parava de espirrar porque sofria de alergias.
Quando iam a caminho, passaram por uma casa a cuja janela uma carochinha gritava:
“Quem quer casar com a Carochinha que é rica e bonitinha”?
E uma data de animais iam-se oferecendo para a desposar e ela ia rejeitando todos.
Até que apareceu um rato muito bem vestido que disse que gostaria muito de casar com ela pois adorava comer coisinhas boas e sabia que ela era uma ótima cozinheira.
A Carochinha aceitou e enquanto se beijavam felizes Branca de Neve retomou o caminho para casa.
De repente viu um bonito rapaz num descapotável amarelo que parou ao pé dela, retirou um sapato de cetim da mala do carro e perguntou se podia ver se lhe servia.
Ela disse que não se importava mas que achava o sapato feio e com ar incómodo e que não precisava de apenas um sapato pois tinha dois pés.
Então o rapaz ajoelhou-se aos pés dela e delicadamente enfiou-lhe o sapato no pé direito.
Quando viu que lhe servia perfeitamente, ergueu-se e com ar radiante declarou:
Finalmente encontrei a rapariga com quem andei a dançar no baile da rosa e que fugiu perdendo este sapato!
Branca de Neve disse-lhe que estava confundido pois não tinha ido a nenhum baile.
Então o rapaz perguntou-lhe se ela queria ao menos ir tomar uma bebida com ele.
Como era um rapaz bonito e educado, ela esqueceu que não devia aceitar boleia de estranhos e despedindo-se e agradecendo a Dengoso ter andado com ela, lá foi no descapotável amarelo com os cabelos pretos ao vento.
Pronto, eu gostava de escrever mais, porque ainda há muitas mais personagens de que gostava de falar mas a campainha tocou e tenho de entregar o meu conto.
Espero que a professora goste e me dê uma boa nota.
Jasmine»
Escreveu Maria Eduarda Palma (Abrantes, Portugal) na revista online de literatura luso-brasileira Subversa
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Mil milhões de pratos vazios
É este o título da entrevista que a Revista Ñ faz a Martín Caparrós, autor do livro El Hambre.
"A fome foi, desde sempre, o motor de mudanças sociais, progressos técnicos, revoluções, contra-revoluções. Nada influenciou mais a história da humanidade. Nenhuma doença, nenhuma guerra matou mais pessoas. Porém, nenhuma praga é mais letal e, ao mesmo tempo, tão evitável. Eu não sabia."
Quem assim escreve é Martín Caparrós, que acaba de publicar um livro com mais de 600 páginas sobre a fome no mundo. Neste trabalho confluem todas as suas facetas: o investigador, o escritor, o viajante, o etnógrafo, o cronista.
Leia a entrevista da Revista Ñ aqui.
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