terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O Presidente de alguns
Um Presidente da República deve, em democracia, ser de todos.
No nosso caso, o presidente deveria de ser de todos os portugueses. Mas não é, infelizmente.
Sem mais comentários transcrevo o post de hoje do blogue 'Delito de Opinião':
«Do que disse em 1 de Janeiro de 2013 não se aproveitou nada. Uma vírgula que fosse. Nem os partidos da sua coligação lhe deram ouvidos, precipitando uma crise política que custou ao País mais uns milhares de milhões de euros. Houve de tudo: demissões em barda, declarações patéticas de quem saiu empurrado pela porta dos fundos a dizer que saía pelo próprio pé, remodelações a intervalos regulares, manifestos irrevogáveis, cartas de fazer corar um santo. Enfim, aconteceu tudo o que a criatura disse que não queria que acontecesse em matéria de credibilidade externa, estabilidade e cooperação institucional, segurança interna, confiança dos mercados e equilíbrio social. Será que ele ainda acredita que tem alguma coisa de relevante para dizer? E que nós teremos de ouvi-lo? Será que os portugueses não sofreram já o suficiente para serem poupados ao seu monocordismo?»
Sérgio de Almeida Correia in Delito de Opinião, 31.12.13
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Natal, de hoje, de ontem, de sempre
Natal de 1971 de Jorge de Sena
Infelizmente não é (foi) Natal de 1971, é o Natal de todos os anos.
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
as cinzas de milhões?
Natal de paz agora
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
em ser-se concebido,
em de um ventre nascer-se,
em por de amor sofrer-se,
em de morte morrer-se,
e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
com gente que é traição,
vil ódio, mesquinhez,
e até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm,
ou dos que olhando ao longe
sonham de humana vida
um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
e torturados são
na crença de que os homens
devem estender-se a mão?
sábado, 21 de dezembro de 2013
Natal em tempo de império
É este o título do artigo de opinião de D. Manuel Linda, Bispo das Forças Armadas e de Segurança publicado na edição de 19/12/2013 do semanário digital Ecclesia.
Com a devida vénia, um pequeno excerto:
«(...) quem manda aqui é um império. Sem bandeira nem território.
Mas com capital e capitais. Chama-se FMI. E o povo sabe que este império possui uma lei fundamental que aplica no mundo, "chapa cinco", desde os anos sessenta: esmaga os salários para «recapitalizar» as empresas. Ou os donos?
Por isso, em nome de uma deusa estranha chamada "competitividade", acha inconcebível que se aumente 15 euros no salário mínimo. Sim, cinquenta cêntimos por dia! Mas parece-lhe crime de lesa-majestade que um qualquer gestor de pacotilha, colocado à frente das empresas públicas pelos «bons serviços» prestados ao Partido, aufira menos de sete, dez ou quinze mil euros por mês. Ou mais! Ou trinta ou quarenta mil!»
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Ninguém é perfeito
A loja de roupa Modissa na Bahnhofstrasse, uma das ruas mais movimentadas de Zurique, conseguiu atrair e espantar os olhares de todos. Substituiu os normais manequins por outros com 'defeito'.
Elaborou, a partir de modelos reais, manequins iguais a pessoas com escoliose ou com algum tipo de mutilação. São pessoas que encontramos na rua mas não as vemos.
A ação desta loja, para além do efeito de marketing evidente, obriga-nos a olhar para estas pessoas, a vê-las! Elas existem, diferentes, mas são gente como nós.
A escola. A escola?!
É a vida, mas não é a escola da vida.
O dia-a-dia de Hazrat, com apenas 7 anos de idade, é trabalhar numa fábrica de tijolos em Jalalabad, Afeganistão.
É esta a sua escola, é esta a sua formação. Isto não é escola nem formação, isto é roubar a vida a uma criança.
Mas que raio de tema que esta foi arranjar, o que é que eu tenho a ver com isso?!
Nada, estimado leitor, rigorosamente nada...
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| Foto: Parwiz / Reuters |
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
E se o Natal fosse hoje?
Se Deus mandasse o Seu primogénito, não naquele 'ano zero', mas hoje?
Uma coisa é certa, não nasceria em Belém porque Israel não deixava.
A imagem é de autoria de Banksy, pintor de rua britânico.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Ó mar, ó mar!
É inquestionável a nossa ligação ao mar, não apenas geográfica.
Foi através dele que os portugueses de outrora deram novos mundos ao mundo e com a descoberta do caminho marítimo para a Índia Vasco da Gama contribuiu decisivamente para a redução de custos das trocas comerciais entre a Europa e o Oriente.
O mar está no sangue dos portugueses, ainda hoje. Os grandes negócios têm o mar como pano de fundo, veja-se o grande negócio de Paulo Portas com os submarinos e mais recentemente o enorme negócio de Aguiar Branco com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Temos homens!
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
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| Imagem daqui |
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A dignidade de um Homem do Norte
Teve lugar hoje pelas 12H00, no Salão Nobre da Assembleia da República, a cerimónia de atribuição do Prémio Direitos Humanos 2013, presidida por Assunção Esteves. Um dos premiados com a medalha de ouro foi José António Pinto, como reconhecimento do seu trabalho no Porto.
«José António Pinto, assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã, conhecido pelo seu trabalho e empenho pessoal na resolução dos problemas daqueles que são socialmente mais desfavorecidos e vulneráveis», daqui.
José recusou receber a medalha e afirmou que a trocava por outro modelo de desenvolvimento económico.
A sala irrompeu em palmas e ainda ouviu José António Pinto pedir «Quero que os cidadãos do meu país hipotecado realizem os seus sonhos, quero que estes governantes estanquem imediatamente este processo de retrocesso civilizacional que ilumina palácios mas que, ao mesmo tempo, enche a cidade de pessoas a dormir na rua.» E terminou com chave de ouro «Não quero medalhas, quero que os cidadãos deste país protestem livremente e de forma digna dentro desta casa e que quando reivindicam os seus direitos por uma vida melhor não sejam expulsos pela polícia destas galerias.»
Bravo, José!
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| Foto: Miguel A. Lopes / Lusa |
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Proteja os seus olhos
Se você passa muitas horas em frente a um monitor, para bem da sua saúde ocular, descarregue esta aplicação que é livre e sem qualquer tipo de adware, a F.lux.
F.lux apresenta-se como uma pequena ferramenta que pode ajustar automaticamente a temperatura de cor do ecrã do PC para tentar reduzir a tensão ocular, cores mais quentes durante o dia e mais brilho laranja/amarelo à noite.
Pode parecer estranho da primeira vez que utiliza esta aplicação (nomeadamente as cores) mas depressa se habituará e os seus olhos vão agradecer.
Sempre que necessitar de ter as cores "reais" pode suspender temporariamente a aplicação.
O F.lux usa a suas coordenadas geográficas, a data e a hora do dia para descobrir o nascer e o pôr do sol, ajustando em seguida, de forma automática, a temperatura de cor do seu monitor para um nível mais apropriado.
Utilize e recomende, fará bem a si e aos outros.
E lembre-se, uma simples medição da tensão ocular pode despistar uma cegueira silenciosa.
Zona de Impacto
Istambul, Turquia.
Segundo a imprensa local cemitérios curdos foram destruídos o que provocou a ira da população curda. Do confronto com a polícia, na sexta-feira, resultaram dois mortos.
Esta fotografia refere-se a confrontos no sábado onde manifestantes atacaram a polícia com fogo de artifício.
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| Foto: Bulent Kilic / AFP / Getty Images |
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