terça-feira, 28 de julho de 2009

O Melhor da Semana 30


Há semanas assim ...
Semanalmente pesquisamos aleatoriamente cerca de 700 blogs para eleger o blog da semana. Esta semana, de todos os blogs pesquisados, nenhum atingiu os mínimos exigidos para atribuição desse prémio.
Para que não fique uma semana "em branco", atribuímos o prémio a este blog não pelo texto, que o não tem, mas pela fotografia que achamos maravilhosa. Não somos seguidores da máxima “uma imagem vale mais que mil palavras”, mas esta foto leva-nos a viajar para outro mundo.


domingo, 26 de julho de 2009

O Sino – Boletim Paroquial de Quintos


Todos temos direito a férias. Ou melhor, todos deveríamos ter direito a férias. O Sino não é excepção. No próximo mês de Agosto não haverá Boletim Paroquial de Quintos. Mas prometemos estar cá em Setembro.
Nestas férias, perca 5 ou 10 minutos diariamente para meditar. Vai ver que não dará esse tempo por perdido.
Seguidamente transcrevemos a primeira página de O Sino deste mês:


Tempo de Férias


Chegou o tempo das férias!
Toda a pessoa humana tem direito a férias, mas infelizmente muitos portugueses não podem usufruir deste bem precioso e tão útil, quanto necessário, à saúde, porque as suas condições económicas não o permitem ou pelo facto de terem vencimentos/pensões baixos ou, pior ainda, porque estão desempregados. É a crise instalada a matar os sonhos e o direito de quem fica a “veranear” pelas ruas da desilusão e da frustração, lutando com a vontade de poder ter férias sem que as possa realizar. Lamentavelmente, ainda estamos muito longe de haver condições sociais condignas para todos, para gozarem as suas merecidas férias.
Mas, aos que têm essa felicidade, desejamos que as gozem em plena comunhão com a Natureza, na praia ou no campo, e, aos Cristãos, recomendamos que, quando partirem para férias, levem Jesus Cristo consigo. Não O deixem em casa …
A todos os paroquianos, o pároco e o diácono, auguram felizes e santas férias!

domingo, 19 de julho de 2009

O Melhor da Semana 29


Para não fugir ao tema dos nossos últimos post e porque estamos perante alguém que partilha em parte da nossa opinião, esta semana atribuímos o prémio a este post.
Trata-se de um blog escrito por um médico que, para além de saber o que diz na área da saúde pública, escreve bem.
Convido todos a ler não apenas este mas outros post deste autor. Vão ver que não dão por perdido o vosso tempo.



Ou gripe dos Porcos? Ou H1N1, A, Mexicana, what ever....
A suspeita lá começa a surgir, começando a destilar a tristeza analfabruta de um povo, convenientemente estimulado pelos seus desgraçadamente representativos dirigentes.
E lá começam a pingar nas Urgências os meus uni- ou oligo-neuronais concidadãos, de nariz pingante, com ar mais ou menos suíno, a recear a famosa gripe.
E a tendência é preocupante, não se vislumbra senão o caos, prevendo-se brevemente nas Urgências por este país fora um rolhão de almas encabeçadas por recipientes bradicefálicos. E são mesmo muitos.
Dizem-nos epidemiologicamente incompreensíveis protocolos que se deve "suspeitar" da mesma se vier de zona endémica ou tiver contactos com casos confirmados, com sintomas de gripe blá, blá, blá....
Que só demonstram que quem se ocupa da Saúde Pública neste país não vive, concerteza, neste mundo.
Zona endémica já é em todo o lado. Casos confirmados são para aqueles que têm capacidade, que não a nossa, de confirmar os casos (e não a areia para os olhos que são a confirmação em meia dúzia de eleitos devidamente seleccionados, escoltados por uma espécie qualquer de cosmonautas anti-sépticos de pacotilha).
Eu ainda compreenderia a insanidade se estivéssemos perante uma praga letal, numa tão desesperada quanto inútil tentativa de controlar um surto, cujo controlo está há muito, obviamente, para lá das nossas capacidades.
Mas não, esta treta toda é por uma gripe mediática, a "super-estrela" das gripes, tão "mazinha" como qualquer gripezeca sazonal, com a nuance de vir... fora de época.
O problema já não é a ausência de centros de reabilitação, de dinheiro para comer, de lares humanizados para morrer, de médicos para atender, de hospitais para internar, do cretinismo para esquecer....
É a gripe, ou seja, com a vossa licença, a solução final para muitos dos sofredores destes reais problemas do nosso pobre país (os velhos). Pobre em espírito, em dignidade, em lucidez.
Não é a gripe que me irrita e deprime.
É tudo o que esta gripe desenterra. É a ironia do título....

sábado, 18 de julho de 2009

O vírus da Estupidez


A estupidez devia ter limites.
Mas infelizmente ela atinge contornos de pandemia.
Pior, todos os que não são estúpidos ou não agem como estúpidos, são considerados estúpidos … pelos estúpidos.
Vem isto a prepósito das gripes. Primeiro foi a gripe aviária (H5N1), agora é a gripe suína (H1N1). As duas em conjunto não conseguem causar os danos que a gripe comum causa anualmente. Salvo numa coisa: a histeria na classe politica (por que será?!) e nos media.
Na semana que passou, ao abrir um jornal, era possível ver os números de mortos que esta gripe suína vai causar em Portugal. São números rigorosos! Têm a mesma base e segurança científica que a previsão dos números que na próxima semana serão sorteados no totoloto ou no euromilhões.
Se isto se verificasse apenas em Portugal ... bom, fazia-nos andar um pouco envergonhados, mas daí nenhum mal viria ao mundo. Só que isto virou pandemia e alastra-se um pouco por todo o lado.
Apesar desta onda de loucura generalizada ainda há que tente manter um pouco de sanidade mental. Refiro-me à comissária europeia da saúde Androula Vassiliou que tenta colocar os pés na terra aos profetas da desgraça. Temo que será em vão.
Tal como para a gripe suína, para esta loucura também ainda não há vacina.
Esperemos que não tarde. Para bem de todos nós.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

H1N1. Tento na Língua Precisa-se!

Está declarada guerra aberta ao vírus H1N1.
Quando uma virose – seja ela de gripe ou não – atinge o estatuto de pandemia, há que fazer um trabalho sério, técnico e acima de tudo informativo para parar a propagação, delimitar e reduzir as zonas de risco. Aliás este trabalho deve ser iniciado muito antes da declaração de pandemia pela OMS.
A informação à população deve ser feita com base na verdade e no conhecimento. Nunca com base no hipotético e na profecia.
Aquando do caso do H5N1 as profecias dos “entendidos” apontavam para um ataque do vírus na casa dos 40% com uma mortalidade que poderia atingir números loucos. Milhões! Quando se fala daquilo que não se sabe dizem-se barbaridades destas. Felizmente os Nostradamus do H5N1 espalharam-se ao comprido.
Hoje, tal como ontem, os Nostradamus voltaram à carga. À primeira vista são pessoas que até deveriam saber o que estão a dizer. Se calhar até sabem … quando vejo alguns responsáveis da OMS, a ministra da saúde e o director geral de saúde de Portugal atirar para o ar os números que o H1N1 vai atingir nos próximos meses, deixa-me tonta. Estes tipos devem estar em contacto com algum extraterrestre que lhes faculta dados que mais ninguém neste Planeta tem. Ou então … recuso-me a pensar.
Eu sei que a pressão das farmacêuticas é enorme.
Todos nós sabemos que os tamiflus centuplicaram as vendas desde as profecias do H5N1 em 2006.
Todos nós sabemos que os tamiflus não param de subir as vendas apesar de ser duvidosa a eficiência deste fármaco na gripe suína.
Tratar a gripe A como se de um caso politico se tratasse é uma vergonha.
Mas maior vergonha é tratá-la como uma questão económica.

domingo, 12 de julho de 2009

O Melhor da Semana 28


Mitos e Lendas.
Podia ser este o titulo deste blog que publicou este post no dia 11 de Julho.
O bicho papão faz parte do imaginário de todos nós. Julgava eu que ele fazia parte apenas do imaginário das crianças portuguesas, mas pelos vistos ele é comum em muitos povos.
Elegemos este post pela longevidade deste bicho, apesar de não termos a certeza que ele não tenha já sido substituído por algum outro papão mais actual.
Juro que não estou a pensar em nenhum politico.


Lenda Bicho Papão

O bicho-papão é uma figura fictícia mundialmente conhecida. É uma das maneiras mais tradicionais que os pais ou responsáveis utilizam para colocar medo em uma criança, no sentido de associar esse monstro fictício à contradição ou desobediência da criança em relação à ordem ou conselho do adulto.

Desde a época das Cruzadas, a imagem de um ser abominável já era utilizada para gerar medo nas crianças. Os muçulmanos projetavam esta figura no rei Ricardo, Coração de Leão, afirmando que caso as crianças não se comportassem da forma esperada, seriam levadas escravas pelo melek-ric (bicho-papão): “Porta-te bem senão o melek-ric vem buscar-te”.

A imagem do bicho-papão possui variações de acordo com a região. No Brasil e em Portugal, é utilizado o termo “bicho-papão”. Nos Países Baixos, o monstro leva o nome de Zwart Piet (Pedro negro), que possui a tarefa de pegar as crianças malvadas ou desobedientes e jogá-las no Mar Negro ou levá-las para a Espanha. Em Luxemburgo, o bicho-papão (Housecker) é um indivíduo que coloca as crianças no saco e fica batendo em suas nádegas com uma pequena vara de madeira.

Segundo a tradição popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite. Outro tipo de bicho-papão surge nas noites sem luar e coloca as crianças mentirosas em um saco pra fazer sabão. Quando uma criança faz algo errado, ela deve pedir desculpas, caso contrário, segundo a lenda, receberá uma visita do monstro.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para Quando uma Justiça Justa?



A Justiça em Portugal vai mal. Isto é chover no molhado e nada resolve, mas quando vemos um caso da dimensão de Bernard Madoff ser resolvido em alguns meses deixa-nos desconcertados.
Nós levamos anos a resolver (quando resolvemos ...) casos que nos Estados Unidos, Noruega ou Inglaterra seriam resolvidos em escassos meses.
Porquê?
Somos mais burros que os outros?
Somos incompetentes?
Somos de compreensão lenta?
Já não sei o que diga.
Só sei que aguardar anos por uma decisão judicial é de uma indignidade enorme.
Não é justo e muito menos Justiça.
Todos têm direito a que uma causa em que intervenham seja objecto de decisão em prazo razoável” nº 4 do Artigo 20º da Constituição da R. Portuguesa.
Esperar anos por uma decisão judicial não é razoável. Nem pouco mais ou menos.

domingo, 5 de julho de 2009

O Melhor da Semana 27

Este post foi escrito por um brasileiro e refere-se a uma realidade daquele país. Foi publicado aqui no dia 28 de Junho.

No entanto, elegemo-lo não apenas pelo exemplo caricato de como vai o ensino da matemática no Brasil, mas também porque assenta que nem uma luva na paupérrima qualidade de ensino que é ministrado em Portugal.


Evolução do Ensino da Matemática


1. Ensino de matemática em 1950:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda.

Qual é o lucro?


2. Ensino de matemática em 1970:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 80% do preço de venda.

Qual é o lucro?


3. Ensino de matemática em 1980:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.

Qual é o lucro?


4. Ensino de matemática em 1990:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( ) R$ 20,00 ( ) R$40,00 ( ) R$60,00 ( ) R$80,00 ( ) R$100,00


5. Ensino de matemática em 2000:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.

Está certo?

( ) Sim ( ) Não


6. Ensino de matemática em 2008:

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Se você conseguir ler, coloque um X no R$ 20,00.

( ) R$ 20,00 ( ) R$40,00 ( ) R$60,00 ( ) R$80,00 ( ) R$100,00


Não ria! É sério!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Melhor da Semana 26

Esta semana elegemos este post (e os seguintes sobre esta temática) pela sua actualidade e importância. Foi publicado aqui no dia 22 de Junho.
E dizemos importante porquê? Porque se criou essa ideia fundamentalista de que o Homem tem produzido um aquecimento global que nos vai levar à extinção. É impressionante a falta de rigor e de conhecimento nas barbaridades com que há anos nos bombardeiam.
É evidente que o Homem, nestes últimos 3 séculos, não tem tratado o nosso planeta com amor e carinho. Mas há que ter a noção do ridículo.

A fábula do aquecimento global (1)


O aquecimento global é uma singularidade? O aquecimento é global como dizem os alarmistas? O nosso futuro está ameaçado?

Estas são algumas das questões, além de outras, que foram levantadas pela La Nouvelle Revue d’Histoire, em 17 de Julho de 2007, numa entrevista. As respostas pertenceram a um cientista de alto nível (classificação da própria revista).

O MC (Mitos Climáticos) publicará a extensa entrevista em vários posts. Antes da primeira pergunta, La Nouvelle Revue d’Histoire escreve o seguinte intróito:

"L’exploitation excessive de la Na­ture ou encore les nuisances provoquées par la société in­dustrielle et l'économie de gaspillage sont des réalités évidentes. Certains de leurs effets sont visibles, d'autres moins.

En marge de ces réalités préoccupantes naissent cependant des modes ou des phobies qui s'apparentent à des mystifications. L'une d'entre elles est la question du «réchauffement global» de la planète, tarte à la crème d'habiles charlatans qui rappor­tent gros, misant sur la crédulité et la peur du public.

Pour en savoir plus, nous avons interrogé Marcel Leroux, professeur émérite de climatologie, ancien directeur du LCRE (Laboratoire de climatologie, risques, envi­ronnement) du CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), membre de l'Ameri­can Meteorological Society et de la Société Météorologique de France."


Apresenta-se seguidamente a entrevista.

____________


La Nouvelle Revue d’Histoire – Um atributo do clima é a sua variação. Ora, surgiu um discurso em que se pretende apontar as variações actuais com um sentido inelutável de aquecimento do planeta. O estudo do passado permite corroborar esta interpretação?


Marcel Leroux – Não, visto que, à escala paleoclimática, as variações foram bastante mais importantes do que as que se anunciam.

Assim, em África, durante o DMG (Dernier Maximum Glaciaire), isto é entre 18 mil e 15 mil anos em relação aos nossos dias, as temperaturas médias eram inferiores às que conhecemos actualmente em 5 ºC e o deserto estendia-se consideravelmente para o Sul, enquanto que a floresta havia quase desaparecido.

Pelo contrário, durante o OCH (Óptimo Climático do Holoceno), entre 9000 e 6000 anos relativamente aos nossos dias, as temperaturas eram superiores às actuais em 2 ºC e a floresta ultrapassava largamente a extensão actual.

Quanto ao Sara, no OCH recolhia chuvas relativamente abundantes de origens, ao mesmo tempo, mediterrânicas e tropicais. Coberto de lagos e de pântanos, o Sara era percorrido por criadores de gado, como atestam numerosas gravuras rupestres.


(Continua) ... aqui

domingo, 28 de junho de 2009

E a Doença foi uma Bênção

Como vem sendo hábito, mensalmente publicamos um artigo do Boletim Paroquial de Quintos cujo responsável, diácono José Rosa Costa, faz chegar a todos os seus paroquianos.
Este mês escolhi este texto pela beleza que nos transmite: o amor e a união na família tendo como elo de ligação Deus.
Não é fácil descrever o que aconteceu naquela família, quando a D. Zulmira foi hospitalizada. O diagnóstico era reservado e o marido foi logo prevenido de que, a ficar boa, a esposa tinha para mais de meio ano de tratamento.
O filho mais velho tinha entrado há pouco na universidade e a mais nova estava no 6º ano. Havia ainda outro filho de uns 15 anos, que também estudava. Toda a família a ia visitar ao hospital. E a doente é que tinha de dar ânimo aos filhos, ao marido e até a outros familiares.
Em casa, nos primeiros tempos, era uma anarquia. Quem é que havia de fazer o comer? Depois era preciso lavar, varrer, limpar. A mãe estava no hospital. A avó aparecia por lá, mas estava tão nervosa como os netos e o genro.
- Façam só o indispensável. Para a semana tenho fé que já vou para casa.
A Zulmira sabia que a sua doença não é das que passam em poucos dias, mas tinha fé que a Senhora de Fátima sabia o que era a falta de uma mãe numa casa. Para além disso era preciso incutir fé e coragem na sua família.
- Rezem o terço todos os dias para que Deus me ponha boa. E não deixem de ir à Missa.
O filho mais velho tomou aquelas palavras para ele. As mais das vezes ficava na cama, em vez de se levantar para cumprir o preceito dominical.
Foram mais de três meses no hospital e depois tratamentos de quimioterapia.
Mas pouco a pouco tudo ia sendo feito naquela casa. Até a mais nova já cozinhava, lavava e varria, quando chegava a sua vez. E todos os dias havia tempo para rezar naquela casa. O universitário de novo se acostumou a levantar cedo ao Domingo para ir à Missa.
A coragem e fé da mãe superou o mal ruim. E a família tinha amadurecido em todos os sentidos.
Passados mais de três anos, tive ocasião de ouvir daquela senhora que a doença tinha unido os membros da família não só entre si mas também com Deus.
Daí que me tenha dito que no seu caso a doença havia sido uma bênção de Deus.