domingo, 21 de junho de 2009

Partido Socialista Renúncia à Câmara de Beja


A Câmara de Beja tem sido, desde que há eleições democráticas, dominada pela Partido Comunista (CDU). Os outros partidos pouco ou nada têm feito para contrariar esta hegemonia.
Com o aproximar de mais um acto eleitoral para as autarquias pensava-se que o Partido Socialista ia tentar conquistar a Câmara de Beja.
Mas não!!
Para surpresa de todos, incluindo socialistas, o PS desistiu de tentar conquista a Câmara de Beja. Só que não se explicou. Das duas uma: ou acha que o PC tem feito um óptimo trabalho na Câmara de Beja, ou a
Câmara de Beja deixou de interessar ao Partido Socialista.
Há várias formar de abdicar a umas eleições, o PS em relação a Beja escolheu a pior.
Nomear para cabeça de lista às eleições para a Câmara de Beja um indivíduo – Jorge Pulido Valente – que não foi capaz de terminar o mandato que tinha na Câmara de Mértola, é uma brincadeira de muito mau gosto. Será que no Concelho de Beja não há uma personalidade com perfil para Presidente de Câmara?! É preciso ir buscar este pára-quedista como se a Câmara de Beja fosse uma minúscula freguesia da serra?
E quem é esse Jorge P Valente?
Bom, de valente nada tem.
É, tudo o indica, o Vital Moreira cá do sítio. Só que é um vital de 28ª categoria.
Julgávamos nós que o Partido Socialista tinha mais respeito e consideração pelos eleitores do Concelho de Beja.

sábado, 20 de junho de 2009

Rali Transibérico em Quintos



Amanhã, domingo 21 de Junho, e à semelhança do ano passado, passará mais uma vez por Quintos o célebre rali Transibérico.
Quintos ficará de novo e de uma forma indelével ligado a este rali.
Não sei se vou poder lá estar, mas alguns fotos se hão-de arranjar!
A 1ª passagem em Quintos, mais propriamente no Monte dos Pisões, será pelas 07H45.
A 2ª passagem dar-se-á pelas 12H35, atendendo à previsão meteorológica para amanhã, por esta hora estarão cerca 40º à sombra. É muita fruta!
O ano passado foi em Maio e estava de chuva. Este ano, pelo menos a 2ª passagem vai ser um sufoco com estas temperaturas.
Mas não deixem de ir a Quintos! Vão, no Monte dos Pisões existe uma taberna (da Srª Maria Natália) que tem cerveja fresquinha!!!
Vão e divirtam-se!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O melhor da semana 24


Há pessoas assim. Pegam num assunto que para a maioria dos mortais é insignificante e fazem dele um texto que não conseguimos parar de ler! Esta menina é um caso desses.
Como invejo essas pessoas.

Este post foi publicado no dia 11de Junho. Pela facilidade e brilhantismo do discurso outra classificação não poderiamos dar: Excelente!

Aconselhamos que leiam também todos os outros post. São, sem excepção, brilhantes.



Viver a Sicília

Demorei a conseguir encaixar o cinto de segurança. O senhor lançava-me um olhar admirado, ignorando com grande naturalidade a estrada à sua frente. Pude ler na sua expressão que perguntava a si mesmo “ma che cazzo fai?”. Há muito que os cintos daquele carro não deviam ser utilizados. Na altura, pensei que a minha dificuldade se devesse à euforia que me fazia tremer por todo o lado. Apanhar boleia de um siciliano de gema seria uma experiência para relembrar, contar e recontar, eu sabia-o. E, assim que pude olhar à minha volta, confirmei-o.
Era um automóvel que nunca, desde a sua concepção, havia sido limpo. Aparentava mesmo ter sido sujo propositadamente, porque involuntariamente ninguém conseguiria tal. Misturava-se terra com pó, latas, folhas e revistas velhas.
Não era também propriamente um automóvel, mas antes o que restava dele. Retrovisores, nem vê-los. O vidro da frente ameaçava cair a qualquer momento, em virtude de todas as rachadelas que o compunham. Mais quatro pessoas dentro do automóvel parecia uma séria ameaça à sua frágil estrutura.
Ao meu lado, no lugar do condutor, estava o siciliano com um aspecto igualmente sujo, barba por fazer, cotovelo apoiado na porta, e barriga volumosa, apertada entre o banco e o volante. Realmente ele não precisava de cinto de segurança. “Perfeito!”, pensei feliz, com um grande sorriso incontrolável, por não ter defraudado as minhas expectativas de como seria o senhor que pararia para nos dar boleia.
Eu queria saber tudo sobre o senhor. O que é que ele fazia, de onde vinha, onde morava, se era de esquerda ou de direita, o que é que ele achava do Berlusconi. Mas a pergunta que eu queria mesmo mesmo fazer era se ele conhecia mafiosos. Talvez me saísse a sorte grande e ele fosse um deles!
Ele era de conversa fácil, como todos os sicilianos e, rapidamente, tomou as rédeas ao diálogo. A viagem prosseguiu aos s’s por entre buzinadelas, insultos dados e recebidos e travagens bruscas que nos faziam temer pela nossa vida. Logo acalmei a euforia e esqueci a enxurrada de perguntas, fixando os olhos na estrada, agarrada ao banco.
Ele percebia o medo que exalava de nós e de vez em quando faziam-se silêncios pesados que logo quebrava dizendo “ Não se preocupem! Eu é que estava distraído com a conversa! Peço desculpa por vos ter assustado!”. Era tão simpático, o senhor que quase nos matou... E prosseguia a conversa. Explicou-nos que só não ia passear connosco porque tinha acabado de sair do trabalho e a esposa estava à espera para jantar.
Quando terminamos o percurso, estávamos os cinco vivos, dos quais quatro banhados em suor e pálidos de medo. Apercebi-me que não perguntei nada do que queria saber e repreendi-me a mim mesma. Relembrei então o que senhor tinha contado e que na altura não tive capacidade para apreender, porque a energia despendida a agarrar o banco não podia de forma alguma ser veiculada para o aparelho auditivo. O senhor, segundo nos disse, nunca havia saído de Itália mas também não queria. Era muito feliz assim. Para que havia de sair? Além disso, todos vinham ali ter à ilha: ingleses, espanhóis, franceses, alemães, portugueses...
Com as pernas ainda a tremer, enquanto ouvia os gritos e música de uma manifestação comunista e, ao mesmo tempo, se assomava à minha frente a Piazza del Duomo de Catânia, partilhei da sensação do senhor: Itália chega-nos para uma vida inteira.

domingo, 14 de junho de 2009

Hidratação vs Desidratação



A desidratação pode levar-nos à morte.

Estudos recentes indicam que a hidratação condiciona parte do nosso rendimento no dia a dia. Uma pessoa bem hidratada tem um rendimento superior a uma má hidratada ou desidratada. Há pessoas que se submetem a tratamentos térmicos para perder peso. Outras usam e abusam (por vezes com o consentimento médico!) de diuréticos para atingir (ou manter) o peso “ideal”. É um erro. Um erro grave! Nestes casos o que se perde é água e sais minerais que são vitais à nossa actividade física. Por isso há que nos hidratarmos bem.
Quando temos sede significa que a desidratação há já algum tempo que começou e que está na altura de repor líquidos, adiante direi quais.
A desidratação mede-se pela perda de peso corporal e que pode apresentar os seguintes sintomas:
Perda de 1% a 5% do peso corporal – cãibra, tontura, fatiga, aceleração cardíaca, náuseas, aumento da temperatura;
Perda de 6% a 10% do peso corporal – dor de cabeça, cansaço, formigueiro nas pernas e braços, dificuldade de movimentos, danos ao nível do sistema nervoso central, fígado e rins;
Perda de 11% a 20% do peso corporal – língua inchada, surdez, dificuldade visual, perda do conhecimento, morte.

A título de rodapé um piloto de formula 1 chega a perder mais de 5% do seu peso num grande prémio.
Quando se pratica uma actividade desportiva e para evitar atingir um dos estágios supra, deve-se hidratar convenientemente, dosificar os líquidos em quantidade e tempo, ou seja, beber antes, durante e depois do exercício físico.
Existem no mercado variados tipos de bebida, mas nem todos são indicadas para uma hidratação saudável durante o exercício:
1. Bebidas com qualquer percentagem de álcool NUNCA.
2. Bebidas energéticas não dão energia. Têm uma elevada quantidade de carboidratos que podem provocar dor de estômago.
3. A água é o hidratante universal e pode ser utilizado para hidratação durante o exercício. A água elimina a sensação de sede antes do organismo estar completamente hidratado. A água é o líquido mais facilmente eliminado pela urina.
4. As bebidas desportivas foram criadas para hidratar rapidamente durante o exercício. No entanto as bebidas desportivas não são todas iguais e na sua escolha devemos ter em consideração o seguinte:
I - Deve ter 14g de carboidratos por cada 240ml;
II - Mistura adequada de carboidratos;
III - Não ser gaseificado;
IV - Nível adequado de electrólitos;
V - Bom sabor.
Resumindo, faça exercício físico e beba água. Muita água.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ganhámos! Sem surpresas.



Mais uma vez não tivemos adversários à altura. Estamos de parabéns!
Em Portugal assim como por toda a Europa comunitária a Abstenção foi a grande vencedora.
É triste ver reis, presidentes & outros a apelar ao voto nas europeias. Será que não têm um pingo de vergonha?! É quase criminoso vir pedir ao cidadão europeu que vote nesta palhaçada. Primeiro metam os políticos na ordem para que depois possamos votar com prazer e orgulho de dever cumprido. Ainda ontem à noite pudemos assistir aos lideres partidários e euro-deputados eleitos manifestar a sua alegria (ou tristeza), a criticar o governo uns, a tentar defendê-lo outros, mas Europa ... nem uma palavrinha!! Estas eleições foram para tudo, menos para o Parlamento Europeu. À semelhança da campanha.
Sinceramente não percebo a admiração da alta percentagem na abstenção. Eu até a acho muito baixa ... tendo em consideração o que estes políticos merecem.

sábado, 6 de junho de 2009

O Melhor da Semana 23 (II)

Este post foi publicado no dia 04 de Junho no blog Café Margoso.

Pela sua originalidade classificámo-lo como Excelente!


"Pai Nosso" versão Damaia


Hey brother que tás no alto
Não sejas cota não sejas ralha
Aceita no teu reino a maralha.
Tás a ouvir, Man? Yo!
Dá-nos os morfes do dia a dia
Desculpa lá qualquer coisinha
Qu'a gente perdoa-lhes também.
Livra-nos do mal, livra-nos da bófia.
Tu tens o power.
Tu tens a glory.
Agora, Man,
Para sempre Man:
Fica cool!
Tasse bem...
Yo

O Melhor da Semana 23 (I)

Este post foi publicado no dia 04 de Junho no blog Dias Que Voam.

Não se trata de um texto da autoria dos editores do blog, mas sim um excerto do livro de Manuel da Fonseca O Vagabundo na Esplanada, no entanto achamos o post Excelente!


O Vagabundo na Esplanada


Nas caras, descompostas pelo desorbitado melindre, havia o que quer que fosse de recalcada, hedionda raiva contra o homem mal vestido e tranquilo, que lia o jornal na esplanada.Um rapaz aproximou-se. Casaco branco, bandeja sob o braço, muito senhor do seu dever. Mas, ao reparar no rosto do homem, tartamudeou:– Não pode...E calou-se. O homem olhava-o com benevolência.– Disse?– É reservado o direito de admissão – tornou o rapaz, hesitando. – Está além escrito.Depois de ler o dístico, o homem, com a placidez de quem, por mera distracção, se dispõe a aprender mais um dos confusos costumes da cidade, perguntou:– Que direito vem a ser esse?– Bem... – volveu o empregado. – A gerência não admite... Não podem vir aqui certas pessoas.– E é a mim que vem dizer isso?O homem estava deveras surpreendido. Encolhendo os ombros, como quem se presta a um sacrifício, deu uma mirada pelas caras dos circunstantes. O azul-claro dos olhos embaciou-se-lhe.– Talvez que a gerência tenha razão – concluiu ele, em tom baixo e magoado. – Aqui para nós, também me não parecem lá grande coisa.O empregado nem podia falar.Conciliador, já a preparar-se para continuar a leitura do jornal, o homem colocou as moedas sobre a mesa, e pediu, delicadamente:– Traga-me uma cerveja fresca, se faz favor. E diga à gerência que os deixe ficar. Por mim, não me importo.

Manuel da Fonseca, O Vagabundo na Esplanada (excerto)

O Melhor Post da Blogosfera

Iniciamos hoje uma nova rubrica. O Melhor Post da Blogosfera. Semanalmente publicaremos o post por nós considerado como o melhor da semana. Tratar-se-á obviamente de uma classificação discutível, por dois motivos: primeiro, não somos nenhuma sumidade na matéria e, como tal, a nossa classificação vale o que vale, segundo, não temos, por motivos de vária ordem, tempo para analisar os milhares de post que diariamente são publicados, como tal o nosso critério será apenas com base naqueles que iremos ler/visitar, como não podia deixar de ser. Desde já salientamos que estamos abertos às Vossas sugestões.
Excepcionalmente, hoje publicamos dois post, de blogs diferentes, por nós considerados como os melhores da semana.
Esperamos que gostem.

A Nossa Comunidade

Realizam-se amanhã – 7 de Junho – as eleições europeias. Infelizmente não vou votar, não pelos argumentos do meu amigo Luís, mas porque, por motivos profissionais, me encontro fora de Portugal e num país não comunitário.
No entanto, e sempre que podia, seguia através de TV por satélite a campanha eleitoral dos partidos portugueses. Confesso que me senti confusa e por vezes desnorteada com essa campanha. Era suposto, para mim, que a campanha se centrasse na questão europeia, no trabalho realizado e a realizar no âmbito europeu em prol da Comunidade Europeia e, consequentemente, em prol de Portugal. Mas não! A campanha centrou-se quase unicamente nas querelas politico-partidárias domésticas. A campanha mais parecia uma lavandaria pública, mas muita roupa suja foi varrida para debaixo do tapete. Foi, em minha modesta opinião, uma campanha para eleger o parlamento, não europeu, mas português.
Ainda bem que não estou em Portugal. Amanhã via-me grega para saber em quem votar. Ou melhor, quem era digno de receber o meu voto. Parece-me que nenhum …

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Eleição Dispensável

No próximo domingo, 7 de Junho, os portugueses vão a votos para a eleição de deputados para o parlamento europeu. Os portugueses isto é, alguns portugueses. A maioria (em toda a Europa comunitária) recusa votar para o parlamento europeu. Eu também faço parte dessa maioria. Recuso-me a votar para o parlamento europeu, órgão que serve apenas para gastar centenas de milhões de euros anualmente. Nada mais. Pelo serviço que faz, julgo que 20 ou 30 deputados/consultores seriam mais que suficientes. Agora quase 800 tenham paciência!
Ninguém me perguntou se eu concordava com a adesão à CE.
Ninguém me perguntou se eu concordava com a extinção do escudo e a sua substituição pelo euro.
Ninguém me perguntou se eu concordava com o tratado de Lisboa (apesar de promessas).
Se para estes casos eu não conto, dispenso pronunciar-me sobre a eleição de 24 candidatos a ricos! O valor e mordomias que vão auferir (atendendo ao que vão fazer) é uma vergonha!
Não votar no dia 7 é o mínimo que podemos fazer para mostrar o nosso descontentamento com os barões da política.